SILVIO SANO > NIPÔNICA: A síndrome do Datena no Paulistão?!

Conheço a Grand Prix, Sayuri Ohashi, desde há muito, mas pra valer mesmo só depois que venceu o Concurso Latim América da NHK, em 2009. Os que acompanham o Paulistão já a conheciam desde antes porque sua primeira participação foi na primeira edição, em 1995, quando, aos sete anos, venceu a categoria Infantil D. Depois, a Infantil B, Juvenil (2 vezes), Adulto A (2) e, agora, a Adulto B, pela 2ª vez. É, portanto, uma veterana nesse concurso.
No entanto, não é das mais badaladas cantoras do meio karaokê. Talvez porque não é das que ficam fazendo média por aí, razão de também quase não ser chamada a shows nos festivais da comunidade nipo-brasileira, como alguns já são e com frequência. Mas depois dessa conquista… incontestável para mim, talvez tudo mude para ela.
Não sou especialista, músico ou professor, mas considero que tenho bom ouvido, por isso já compus mais de vinte versões musicais sincronizando letra com fundo musical. Algumas no Youtube.
Pois bem, tão logo vi sua performance no Grand Prix, tendo ainda na lembrança a da classificatória final, espontaneamente, saiu alto de minha boca que seria a campeã. Uma senhora ao lado, abriu sorriso e concordou com a cabeça.
Ou seja, ao menos para mim, Sayuri não estaria dentre os supostamente insinuados “síndromes do Datena”, que ouvi durante e após encerrado o Paulistão… ontem, inclusive. Como assim?
Explico. Dessa vez, nem por culpa plena dos jurados. O que “vieram” me contar tinham mais a ver com quantidade de cantores por categorias e falta de yosens no evento. Um jurado até clamava a volta dos três dias de evento.
Ouvi a todos, mas alegando que o ideal seria fazer chegar à UPK o desejo dessas mudanças ao formato atual. (Por mim?… rs)
De qualquer forma, no ato, concordei com a de muitos cantores numa só categoria. Afinal, como julgar, racionalmente, 64 cantores de uma só vez sem correr o risco de cometer alguma injustiça? É onde entra o Datena, porque para não correr esse risco alguns jurados acabam “datenando” a conhecidos, gerando “os mesmo de sempre”, como me alegaram.

(Continua…)

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