SÃO PAULO: Prefeito Bruno Covas assina protocolos para reabertura de setores culturais e negócios; Japan House São Paulo terá novidades

(Aldo Shiguti)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) assinou no último dia 24 protocolos setoriais para a reaberura de cinemas, teatros, espetáculos, bibliotecas, museus, galerias e equipamentos multiculturais na cidade de São Paulo. Portanto, todos estes setores – que estão fechados desde o início da pandemia – já estariam aptos para voltar a funcionar, com público reduzido, assim que a cidade entrar na fase verde do Plano São Paulo, o que deve acontecer na próxima reclassificação do plano de flexibilização, que deve ser anunciado no dia 9 de outubro pelo governador João Doria (PSDB).
Além do prefeito, estavam presentes os secretários municipais da Cultura e da Casa Civil , respectivamente, Hugo Possolo e Orlando Lindório de Faria, e os vereadores Eduardo Tuma, João Jorge, Rodrigo Hayashi Goulart de Aurélio Nomura, além de representantes de diversos setores, como o presidente da Japan House São Paulo, Eric Alexander Klug e o arquiteto e urbanista Ruy Ohtake.
Os eventos autorizados a funcionar na fase verde incluem as convenções, seminários, workshops, palestras, feiras de artesanato, gastronômicas e similares com até 600 pessoas. Eventos com mais de 600 pessoas deverão requerer autorização especial e serão estudadas caso a caso. Já eventos com mais de 2000 (duas mil) pessoas continuam proibidos.

Arquiteto e urbanista Ruy Ohtake (Aldo Shiguti)

No caso das feiras de artesanatos como a da Praça da Liberdade, da Benedito Calixto e do Masp – que também devem voltar na fase verde – será assinado um protocolo específico nesta quinta-feira (1º de outubro).
Os protocolos praticamente são os mesmos para todos os setores e incluem processo de desinfecção prévia dos ambientes; afastamento por 15 dias de funcionários que apresentarem sintoma de síndrome gripal (febre, mesmo que relatada, tosse ou dor de garganta ou coriza ou dificuldade respiratória) e regime de teletrabalho para aqueles com mais de 60 anos, ou, assumindo o risco de retomar as atividades presencialmente, deverão receber especial atenção e, sempre que possível, ser alocados a tarefas que exijam menos contato com o público; distanciamento social de 1,5 m; mesas com capacidade para até 6 pessoas (no máximo); não permitir aglomerações em nenhuma hipótese e realizar marcações no piso nos locais onde são formadas filas; entre outras orientações, entre outras.

Bruno Covas: “Momento de pensar no setor produtivo sem deixar de lado o bem maior” (Aldo Shiguti)

Maior desafio – Bruno Covas fez um “duplo agradecimento” a todos os setores envolvidos pela compreensão com o momento que a cidade passou – e continua passando – e por terem colaborado com a Prefeitura de São Paulo na elaboração dos protocolos. “Ninguém mais interessado que a cidade não retroceda do que o próprio setor produtivo”, disse o prefeito, destacando que “esse é o maior desafio que a cidade já enfrentou”.
“Infelizmente, não tínhamos um manual para enfrentar uma pandemia sanitária, muito menos um manual para sair desta crise”, disse o prefeito, afirmando que, “apesar dos bons resultados que a cidade vem colecionando” – com a redução do número de óbitos há 15 semanas e o desativamento de dois dos hospitais de campanha – não é momento de relaxar.

O vereador Aurélio Nomura assina como testemunha (Aldo Shiguti)

Premissas – Segundo Covas, a cidade de São Paulo “conseguiu fazer valer as três premissas adotadas no início da pandemia”. Primeiro, não deixar ninguém sem atendimento porque aqui na cidade a gente não teve cenas que nós vimos Brasil afora e mundo afora, com médico escolhendo quem é entubado, quem não é entubado ou com ambulâncias tendo que ficar rodando até achar um leito de hosital disponível. Segunda premissa, ter um plano de contingência para o serviço funerário, para que quem viesse a óbito, ter um enterro digno. Não tivemos valas comunitárias na cidade de São Paulo – as pessoas puderam se despedir de seus entes queridos. E a terceira premissa, não deixar ninguém passando fome aqui na cidade. Servimos 1,8 milhão de cestas básicas e 770 mil crianças receberam cartão alimentação, ou seja, a cidade atravessou e está atravessando esta pandemia com números bem melhores quando comparadoscom cidades do mesmo porte e do mesmo tamanho como, por exemplo, Nova York, que apesar de ter 8,5 milhões de habitantes – um terço a menos que os 12,5 milhões da cidade de São Paulo – tem o dobro de mortes da cidade”, explicou Covas.

Preservar vidas – Para ele, “muito mais do que ter a Prefeitura dizendo o que deve e o que não deve ser feito no momento de retomada, parte do segredo tem sido ouvir cada setor para dizer que forma as regras de isolamento e proteção às pessoas, proteção aos clientes, proteção aos funcionários devem ser observados”. “Ninguém mais interessado que a cidade não retroceda do que o próprio setor produtivo”, afirmou o prefeito, acrescentando, que “o mais importante neste momento de flexibilização é a gente lembrar as pessoas que ainda não é a comemoração do fim da pandemia, ainda não é o momento de retormarmos o nosso dia a dia e o nosso normal”. “É momento de começar a flexibilizar pensando nos empregos, pensando nas pessoas, pensando no setor produtivo, mas sem deixar de lado o bem maior que é a preservação de vidas aqui na cidade”, destacou.

Eric Klug, presidente da Japan House São Paulo (Aldo Shiguti)

Japan House – Para o presidente da Japan House São Paulo, Eric Alexandrer Klug, a ansiedade para a reabertura é grande. “A Japan House São Paulo já está tecnicamente pronta para a reabertura. Temos o nosso protocolo interno que já está de acordo com esse protocolo da Prefeitura e também aprovado pelo Japão. Nós nos sentimos muito confiantes, mas como o prefeito disse é preciso que a cidade faça a transição para a fase verde”, disse Klug, explicando que foram adotadas uma série de medidas visando a segurança e o bem estar de funcionários e visitantes, como medição de temperatura, fornecimento de equipamentos de proteção individuais, sinalização no solo, instalação de álcool gel, cobertura de toda superficie que é tocada pelas pessoas e instalação de telas de proteção especial no restaurante.
Além de seguir rigorosamente todos os protocolos, Eric Klug lembrou ainda que a JHSP tem um edificio inteligente, que renova o ar da casa a cada 40 minutos. “E os nossos banheiros têm um alto nível de automação. Então, nós podemos oferecer uma experiência que é mais segura ainda do que a maioria dos equipamentos da cidade”, disse Klug, explicando que a ideia é reabrir a JHSP na mesma semana que outras seis importantes instituições culturais da região da Paulista: Casa das Rosas, Centro Cultural Fiesp, Itaú Cultural, Masp, Sesc Avenida Paulista e IMS Paulista, que formam o bloco da Paulista Cultural.
Klug, que assumiu a presidência da instituição no dia 1º de abril em substituição a Marcelo Mattos de Araújo – que foi para o Instituto Moreira Sales – ou seja, durante a pandemia, disse que o público – nikkei e não nikkei – pode esperar novidades. “Teremos novidades já para a reabertura, que serão anunciadas em breve, mas com certeza teremos um calendário rico de exposições ainda para este ano e de eventos on-lines”, afirmou, acrescentando que os eventos presenciais – como as palestras para mais de 50 pessoas – só devem voltar no ano que vem.
Eric Klug disse também que outra ideia “bastante interessante” implantada durante a pandemia e que deve continuar são os eventos híbridos, como a Experiência Japan House, em que a pessoa recebe um kit em sua casa e participa de um workshop com algum especialista.

Rodrigo Goulart: “Setores que geram renda para São Paulo” (Aldo Shiguti)

Economia – Para o vereador Rodrigo Goulart, a retomada destes setores culturais e de negócios é importante para economia da cidade de São Paulo, mesmo que com limitação. “Como disse o prefeito, ainda não é uma comemoração do fim da pandemia, mas uma retomada com muito controle pois estes setores geram empregos e renda para cidade de São Paulo”, disse Goulart, explicando que existia uma expectativa muito grande para a reabertura de bufês sociais já nesta fase e isso não aconteceu “justamente por conta deste controle rígido e que mostra que a retomada deve ser feita de forma consciente.

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