ARTIGO: Retorno das feiras e eventos para retomada da economia no Brasil

*Bruno Omori

O setor de feiras e eventos em 2019, segundo o estudo da NewSense, encomendada pela Ubrafe [União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios] levantou que o volume de negócios gerado por eventos e feiras corporativas faturou R$ 305 bilhões, representando 4,6% do PIB nacional. Podemos afirmar que uma feira de negócios como a Expotel, Mecânica ou Couromoda movimenta toda a cadeia produtiva de cada mercado (fornecedores, expositores, matéria prima, marketing, distribuição, mercado consumidor e governo), demandam hospedagens, transportes, alimentação, comercio e cultura do destino do evento, e a cada R$ 1 investido por empresas nestes eventos resultou em vendas equivalentes a R$ 35 para as empresas expositoras, no período pesquisado.
Infelizmente, assim como o turismo, o setor de M.I.C.E – Meetings (Encontros), Incentives (Incentivos), Conferences (Conferências) and Exhibitions (Feiras), com a pandemia, atingiu uma crise sem precedentes na historia da sociedade, evidentemente com maior relevância pelas milhões de vidas perdidas, mas analisando do ponto de vista econômico, com o mercado totalmente globalizado, informações instantâneas, o Covid-19 alterou de forma drástica o planeta terra, e cancelou todos os eventos, feiras, congressos e infelizmente até hoje é o único que não teve um retorno efetivo especialmente no mercado corporativo.
O associativismo, em conjunto com a articulação publico e privada, foram essenciais para o desenvolvimento de Protocolos de segurança e higienização para permitir e promover a efetiva retomada das atividades, garantindo a salvaguarda de todos atores de um Evento, ou seja com a aplicação correta dos protocolos preservarmos a saúde do visitante, expositor, colaborador e fornecedor, com riscos similares a uma ida ao supermercado ou a uma farmácia, e principalmente de reativar a economia do Brasil, reativando o mercado corporativo em nosso país.
O evento Expo Retomada, organizado e apoiado por entidades, empresários e lideranças representativas do setor, será realizado em outubro, e apresentará para a sociedade, empresas e governo que podemos retornar segurança com os eventos, congressos, incentivos e feiras Brasil.
Portanto, recomendamos às prefeituras aprovarem os alvarás dos eventos que cumprirem os protocolos, com objetivo de reativação dos negócios, empregos e economia municipal e regional.

*Bruno Omori é presidente do IDT-Cema (Instituto de Desevolvimento, Turismo, Cultura, Esporte e Meio Ambiente

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