Regiões do Japão: Questão geográfica ou cultural, entenda o que divide o país em 8 áreas

Ao começar nossa jornada em busca de conhecimento a respeito do arquipélago japonês, nossas primeiras pesquisas vão diretamente às províncias, como Hokkaido, Tokyo, Okinawa e Fukuoka. No entanto você sabia que há uma divisão de 8 regiões do Japão?
Essa divisão funciona similar à do Brasil que divide tudo em Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, de acordo com a geografia, economia e sociedade de cada local. Mas, no caso japonês, observamos Hokkaidō, Tōhoku, Kantō, Chūbu, Kansai, Chūgoku, Shikoku e Kyūshū.
As regiões do Japão são categorizadas conforme o clima, cultura, tradição alimento e diversidade linguística. Portanto tudo depende da cultura local e sua geografia. De modo que conhecer as regiões auxiliam no resumo de cada província. Visto que cada província se encontra em uma região, da mesma forma que acontece com os estados brasileiros.

As 8 regiões do Japão e suas características
A importância de conhecer as regiões do Japão você vê nos livros didáticos, mapas e durante a apresentação da previsão meteorológica. Já que a última é realizada em base das características climáticas de cada região.
Além disso, a separação dessas áreas facilita o entendimento prévio sobre a geografia, cultura e tradição de cada uma das 47 províncias. Essas que assemelham aos 26 estados brasileiros, podendo ser chamadas também de prefeituras. Devido possuírem governadores diferentes que são responsáveis pela administração e governo de sua província e permanecem no poder por apenas 4 anos.

Hokkaidō, uma das regiões do Japão banhada pelo mar
A região Hokkaidō é composta apenas pela província de mesmo nome, rica em litorais, montanhas, planícies costeiras e planaltos vulcânicos. É considerada uma das principais ilhas do arquipélago japonês, localizada ao norte. Sendo famosa pelo Festival de Neve e fazendas repletas de flores, devido ao seu inverno intenso e verão moderado.
Além disso, por meio de sua arquitetura, é possível perceber grande influência ocidental. Visto que foi uma das primeiras regiões a abrir os portos para o comércio exterior.
A partir de então, para quem é turista, algumas atrações são imperdíveis, como: os campos de lavanda, apreciação de frutos do mar, visão do porto de pesca, visita aos parques nacionais e caminhadas em reservas naturais.
Mas, antes de resolver se aventurar no idioma japonês, saiba que o dialeto de Hokkaidō pode ser extremamente diferente de outras regiões. Já que ainda há interferência da língua ainu, originária do povo indígena Emishi que habitou o norte do Japão por muito tempo.

Tōhoku, turismo para quem busca aventura
Abaixo de Hokkaidō há Tōhoku, com suas 6 províncias: Aomori, Iwate, Akita, Miyagi, Yamagata e Fukushima. Semelhantemente à região do Japão citada anteriormente, essa possui muitos litorais, deixando de ser banhada apenas na parte sul.
Embora o clima local seja rigoroso, com a presença de invernos prolongados, e haja o desenvolvimento de diversas indústrias, a agricultura e o turismo ainda são considerados as forças da economia de Tōhoku. Abastecendo aproximadamente 20% da criação de arroz do país.
Referente ao turismo, sua popularidade se deve ao sake, pêssegos e cerejas suculentas, e, acima de tudo, aos relevos irregulares. Esses que aumentam a diversão ao ar livre, como as caminhadas, ciclismo e prática do esqui.
O dialeto de sua população é comparado ao das pessoas que moram no interior e ao de Hōkkaido. Já que possui um sotaque arrastado e anasalado, tornando difícil a compreensão para quem não está acostumado.

Kantō, dentre as regiões do Japão, a mais populosa
Dentre as regiões do Japão, Kantō possui a maior planície. Sendo composta por 45% áreas planas e o restante montanhas e colinas. Nessa área, estão localizados: Ibaraki, Toshigi, Gumma, Saitama, Chiba, Tokyo e Kanagama.
Sendo assim, embora sua agricultura tenha grande influência na economia japonesa, são as indústrias de Tokyo que chamam atenção. De modo a tornar a região a mais populosa do país.
Quem viaja para Kantō, não pode perder algumas atrações, visto que é popular pelo entretenimento. De forma que são indicadas as idas aos museus, locais mais badalados, templos, campos agrícolas e mirantes.
Já que essa região possui províncias urbanas e centrais, o dialeto é fácil de compreender, sendo de Tokyo o idioma japonês moderno.

Chūbu
Em Chūbu, você verá: Niigata, Toyama, Ishikawa, Fukui, Yamanashi, Nagano, Shizuoka, Aichi e Gifu. E dentro disso, o grande Monte Fuji, sendo comum observar outras diversas elevações, já que se trata da região mais montanhosa do país.
Assim sendo, e devido ser banhada pelo Mar do Japão e Oceano Pacífico, seu clima possui diversas variações. De modo que há um frio extremo nas províncias próximas ao Mar do Japão, verão ameno nas planícies e temperatura moderada durante todo ano, próximo ao Oceano Pacífico.
Dessa forma, sua atividade econômica está dividida em três: o turismo, as indústrias e a agricultura, famosa principalmente pelo cultivo do arroz, frutas e chás.
Para uma boa viagem, além da visita ao Monte Fuji, aproveite também para ir aos castelos de Nagoya e Inuyama. Além disso, para você que tem dificuldade com o idioma japonês, saiba que Chūbu é a região com uma grande variação linguística, havendo influência do ocidente e do oriente. E havendo os dialetos: Gifu-Aichi, Echigo e Nagano-Yamanashi-Shizuoka.

Kansai, região dos bem-humorados e extrovertidos
Mie, Shiga, Kyoto, Osaka, Hyōgo, Nara e Wakayama são províncias localizadas em Kansai (também conhecida por Kinki). Essa região japonesa é a segunda mais importante no quesito industrial, embora também colabore com sua agricultura e pescaria.
Durante seu turismo à Kansai, conheça lugares tranquilos, como jardins, a água do Lago Biwa, templos e trilhas. Já que esse local é conhecido como a capital espiritual do Japão.
E, ao falar com um habitante dessa região, não se esqueça que a língua local pode ser bem diferente do restante do Japão. De modo que muitas palavras não se dizem da mesma forma. Como por exemplo, o usual “desu ne?” (traduzido como “não é mesmo?”) é substituído por “ya nen?”.

Chūgoku, paisagens naturais de tirar o fôlego
Chūgoku é a região mais ao sul do Japão formada por Tottori, Shimane, Okayama, Hiroshima e Yamaguchi. Seu clima costuma ser quente e seco, embora seja banhada pelos mares do Japão e Interior de Seto.
Devido ao seu clima e à presença dos mares ao norte e ao sul, não é de se estranhar a sua riqueza no cultivo de arroz e frutas, como uvas, laranjas e pêssegos. Além disso, em sua zona costeira, há uma forte influência industrial, dividindo a região em rural-urbana.
Outro ponto forte, em sua economia, é o turismo. Motivado pela história de Hiroshima, paisagens naturais de montes e cavernas, campos de plantação, mares que banham Chūgoku, castelos e santuários.
Referente ao seu dialeto, esse se assemelha ao de Kansai já que há uma grande variação linguística. Contudo seu sotaque é simples e compreensível, assim como o de Tokyo.

Shikoku, a menor ilha do Japão
A região Shikoku é constituída por quatro províncias: Kagawa, Tokushima, Ehime e Kochi. Apesar disso, dentre as principais ilhas japonesas, é considerada a menor. Possuindo um clima quente e úmido, no verão, e frio, no inverno.
Sua economia é voltada à agricultura realizada em estufa e à pecuária. Essa última atividade motivada pela grande quantidade de montanhas na região.
As viagens à Shikoku costumam ser voltadas à mescla de habitações rurais e paisagens naturais. Essas que são divididas pelas enormes montanhas e unidas pelo rústico. Além disso, outra grande atração é a Ponte Seto-Ohashi e a “Peregrinação” que ocorre em 88 templos da região.
A variação linguística da região é grande, sendo similar ao de Chūgoku e Kansai. Assim como seu sotaque semelhante às províncias de Kansai, Kyoto-Osaka, o que torna seu dialeto tão complicado quanto.

Kyūshū e Okinawa
Composta por Fukuoka, Saga, Nagasaki, Kumamoto, Ōita, Miyasaki e Kagoshima. Kyūshū é a região famosa por seus vulcões e águas termais, tendo seu clima comparado ao de Shikoku, sendo também subtropical. Dessa forma, sua economia é mais centrada na pecuária, agricultura, pesca e plantação de flores.
Enquanto isso, Okinawa é uma província constituída por diversas ilhas. Tendo como clima predominante o intenso calor, durante todo o ano. E sua principal fonte de economia é o turismo.
Em ambas as áreas, o turismo é voltado à natureza local. Sendo muito bem aproveitada a viagem às águas termais, litoral (para prática de esportes aquáticos), cachoeiras, praias, colinas e ilhas. Além disso, não há quem não queira provar as gastronomias locais e ir aos aquários de Okinawa.
Tratando dos seus dialetos, ambos possuem diferenças referente ao idioma japonês moderno. Devido à pronúncia e existência de palavras distintas. Principalmente no caso de Okinawa, embora esse esteja desaparecendo aos poucos. Visto que apenas é compreensível aos okinawanos mais velhos.
E essas são as 8 regiões do Japão, cada uma com sua peculiaridade e beleza. Unidos pela cultura, história e tradição.
(Mariana Kisaki)

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