Projeção mapeada marca nova fase do Pavilhão Japonês

Ideia é dar mais visibilidade ao Pavilhão Japonês, que em janeiro recebeu cerca de 2500 visitantes (divulgação)

A Fundação Japão em São Paulo promove, a partir deste sábado, 7, – e nos dias 8, 13, 14 e 15 deste mês – cinco apresentações exclusivas do evento “Japão Digital – Projeção Mapeada no Pavilhão Japonês”, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo).
O evento cultural acontecerá em meio a um dos mais representativos pavilhões japoneses do Brasil, incluindo seus jardins, para celebrar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que serão realizados neste ano novamente em Tóquio, após 56 anos desde a primeira edição realizada na capital japonesa.
Os visitantes atravessarão projeções mapeadas em sincronia com apresentações de taikô com o grupo Wadaiko Sho, liderado por Setsuo Kinoshita, que já tocou no Rock in Rio do ano passado e que este ano se apresentou pela primeira vez no Carnaval de Rua de São Paulo.
Simultaneamente, encontrarão projeções artísticas em diferentes espaços e projeções mapeadas interativas, que reagirão de acordo com a movimentação dos visitantes, atraindo desde as crianças pequenas até os adultos.

Alta tecnologia – O projeto está a cargo da Visual Beats, empresa fundada em 2012 e que utiliza a mais alta tecnologia através da projeção mapeada e espaços interativos, desenvolvendo universos cênicos e projetos não apenas no Japão, mas em diversos países.
A empresa trouxe para este projeto todos os equipamentos necessários para centralizar, gerenciar e executar todo o processo, desde o design, desenvolvimento e instalação do programa, montagem e execução de um projeto exclusivamente pensado para esta ocasião.
“Temos o enorme prazer de apresentar à cidade de São Paulo, este evento num ano tão marcante para o esporte e para o intercâmbio cultural Brasil-Japão”, afirma Masaru Susaki, diretor geral da Fundação Japão em São Paulo.

Wadaiko Sho fará apresentações sincronizadas com as projeções (divulgação)

Visibilidade – De acordo com o presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês, Claudio Kurita, o objetivo é dar mais visibilidade à construção, que em janeiro recebeu cerca de 2.500 visitantes. “A ideia é divulgar mais o Pavilhão e a Fundação Japão foi uma grande parceira neste projeto”, conta Kurita, explicando que o evento é da Fundação Japão “mas eles foram super parceiros na escolha do local”.
Construído pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação. Réplica do Palácio Katsuura, em Quito, no Japão, é considerado um símbolo da amizade e intercâmbio entre japoneses e brasileiros. Tanto que é parada obrigatória de ministros, deputados e governadores japoneses que visitam a capital paulista. Em 2018, quem esteve alimentando as carpas do belíssimo lago que compõem o conjunto arquitetônico foi a princesa Mako.
Este ano, além das competições esportivas no Japão, o Bunkyo comemora 65 anos de atividades e a Fundação Japão em São Paulo, os 45 anos de instituição no Brasil.

Japão Digital – Projeção Mapeada no Pavilhão Japonês

Data: 7, 8, 13, 14 e 15 de março de 2020
Horário: 18h30 às 21h
Apresentações de Taiko com projeção mapeada: às 19h e às 20h
Local: Pavilhão Japonês (Parque Ibirapuera)
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, entrada pelos portões 3 e 10, São Paulo, SP
Ingressos:
R$ 15,00 inteira | R$ 7,50 meia
Ingressos pelo Sympla:
https://www.sympla.com.br/japao-digital—projecoes-mapeadas-no-pavilhao-japones__800476
Mais informações
Fundação Japão em São Paulo (sobre o evento):
www.fjsp.org.br
BUNKYO
(sobre o Pavilhão Japonês):
http://www.bunkyo.org.br

Por dentro do Pavilhão Japonês

Pavilhão reúne materiais trazidos especialmente do Japão (divulgação)

Construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação. Desde 1955, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo é responsável por sua manutenção.
O Pavilhão Japonês tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas, tendo como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão da Família Imperial em Kyoto.
Ele reúne materiais trazidos especialmente do Japão, tais como as madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros.
Localizado às margens do lago do Parque, é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, jardim, além de um lago de carpas belíssimas.
Seu projeto é de autoria do professor Sutemi Horiguchi e caracteriza-se pela composição modular de madeira, com divisórias deslizantes retiráveis, permitindo a criação de áreas mais ou menos amplas, propiciando interação visual com o jardim circundante, e o lago de carpas coloridas, configurando uma concepção integrada entre o espaço interno e o externo. Esta concepção confere o diálogo entre o “tradicional” e o “moderno” da arquitetura de madeira do Japão no período pós Segunda Guerra.
O Salão de Exposição, construído ao lado do edifício principal, abriga peças originais e réplicas dos “tesouros japoneses”, representando linguagens artísticas e artesanais de diferentes períodos; doadas e consignadas pelo governo do Japão, entidades, empresas e personalidades japonesas.
Tombado pelos órgãos municipal e estadual de preservação do patrimônio histórico e cultural, o Pavilhão tem sido restaurado pela Nakashima Komuten, tradicional empresa japonesa na construção e restauração de pontes e moradias de madeira.

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