Pesque-pagues: chegaram para ficar!

Antes da quarentena era comum ver estes locais lotados, principalmente nos finais de semana e feriados! Mas como todo negócio, é preciso estar atento as necessidades do público pescador e as adversidades que surgem ao longo do caminho.
Por: Mauro Yoshiaki Novalo
No início estabeleceram-se próximos as grandes concentrações urbanas, oferecendo como principais produtos: segurança e peixes que só eram capturados em locais distantes, e precisavam de programação com antecedência, com custos elevados, o que convenhamos não é para qualquer um.
As taxas cobradas eram:
Única – pagava-se “X”, e podia levar todos os peixes capturados ao longo do dia
Mista – taxa de entrada + preço por kg do total de peixes capturados no período
A moda pegou, e os estabelecimentos se espalharam também para o interior dos grandes estados, ao redor das grandes cidades brasileiras, incluindo uma nova modalidade: o pesque solte. Os responsáveis perceberam que grandes peixes chamavam a atenção e atraíam muito mais do que levar peixe para casa. Notaram que aqueles pescadores que gostavam de fazer uma ou duas viagens anuais precisavam de um local, onde pudessem externar seus desejos de capturar grandes ou bravos espécimes sem matar, e nem pagar um preço salgado para isso.
Aliar isto a uma distância curta, com a chance de levar membros da família que normalmente não teriam paciência para agüentar longas viagens, já era de cara, uma grande vantagem. Somar a isto, a questão segurança, isto é, aliviar o estresse com conforto, carro estacionado em lugar seguro, comida boa e perto de casa, é um programa a ser considerado com toda certeza.
Quem não gostaria de capturar espécimes briguentas, belíssimos troféus e ter nas mãos grandes exemplares posando para fotos? E fazendo isso, saindo de casa às vezes depois do almoço, e retornando se quiser com filés de peixe fresquinhos para o jantar?
Para quem gosta, um prato cheio!!! Nem estamos considerando o valor que se gasta nestas saídas, e o que precisamos investir nas pescarias no Amazonas, Telles Pires e etc. Não queremos dizer que não vale a pena ir para estes locais, ao contrário o ideal é que todos pudessem pelo menos 1 vez por ano, embarcar numa dessas. Infelizmente sabemos que para isto é preciso se preparar para gastar uma boa grana. Além disso, em muitos casos conseguir os dias de folga, justamente nos bons períodos de pesca nestes locais, também é outro problema a ser resolvido.
Grande parte dos pesque-pagues que conseguiram se adequar e avaliar os investimentos, para direcionar e atender seu público, continuam com suas portas abertas a treinar e preparar nova geração de pescadores, que já vem com o pesque solte emplacado como regra. Independente disso, os que preferem levar e degustar seu peixe fresco em casa, estão satisfeitos e cientes que é justamente para isso que foram desenvolvidos essas estruturas, como também os espécimes que lá nadam, inclusive algumas destinadas a atender a demanda justamente no período de inverno, onde o frio pode diminuir os ataques em alguns locais.
Hoje é impressionante a variedade e porte dos peixes que arrebentam sem dó a linha do pescador mais desavisado. E muitos desses empreendimentos tem se revelado bons também em atividades extras, preparados para receber a família inteira do pescador, o que é uma grande sacada.
Ser empreendedor somente não basta, é preciso estar ligado a mudança de mentalidade que corre solto no que denominamos mercado da pesca, mais do que isso, estar antenado com o que se passa no mundo lúdico da mente do cliente pescador!
Quando possível, ótimas pescarias!!!


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