Pesque e solte: alicates para o procedimento.

Equipamentos para ajudar o pescador – adepto da pesca esportiva – a liberar com segurança o peixe.

Encontramos variedade quando se fala em acessórios, artigos e etc para compor a sua tralha de pesca. Com a diversidade de itens, modelos e fabricantes, é preciso segurar a vontade de ter tudo, mas alguns são importantes para a prática da pesca esportiva. Dentre eles, os que não podem faltar são os alicates, isto mesmo, no plural, pois estes artigos podem atender a diversas situações.

– Boga grip
Atualmente contestado entre os próprios pescadores, pela dúvida se auxilia ou prejudica? Mas é lembrar que quase tudo criado pelo homem, pode se encaixar nestas duas situações. Se utilizado de forma correta, tem sua utilidade validada pois posiciona o peixe para retirada do anzol sem contato com o corpo do mesmo, o que impede de retirar a camada de proteção superficial das espécies além de proteger o pescador da dentição e espinhos de algumas espécies. Alguns contam com balança e até fita métrica, para conferir peso e comprimento sem precisar encostar o dedo no espécime capturado. Não é recomendável o uso especialmente com peixes de boca frágil como carpas e etc. Peixes de grande porte caso vá retirar dágua – por qualquer que seja o motivo – utilizar preferencialmente o passaguá.

– Alicate de bico
Para proceder a retirada do anzol com segurança da boca do peixe, mantendo os dedos do pescador protegido de dentes e espinhos.

– Alicate de corte
Como diz o nome, para corte de linhas, arames e etc. Para os adeptos de iscas artificiais, recomenda-se ter um especial para cortes de arames de diâmetros maiores, ex: garatéias. Acidentes durante a pescaria sempre podem ocorrer, e nesta situação este artefato resolve a questão rapidamente.

– Para abrir split rings

São os modelos com um dos bicos com aresta, justamente para usar na troca destes artefatos, facilitando a troca de garatéias das iscas artficiais

– Forceps (CWT782)
Utilizado quando o peixe engole o anzol (na gíria de pescador = embucha), fincando em área interna onde o alicate de bico não alcança.

– Boca de jacaré
Confeccionados em plástico duro, indicados para peixes com boca mais frágil.

– Para água salgada

Confeccionados em material que não sofrem a ação da corrosão (aço, alumínio e etc) para serem utilizados neste ambiente

Tempo
Quanto menor o tempo de permanência do peixe fora da água, maior será a garantia de sua sobrevivência. Não há regra básica, pois depende de vários fatores, como tempo de briga e estado de cada exemplar. Pode-se se dizer que espécies de escama possuem bem menos resistência que as de couro. E os que vivem em águas mais rápidas e oxigenadas, normalmente possuem menor resistência se comparadas as de outros ambientes aquáticos.

Queda
Quedas podem provocar lesões nos órgãos internos e é um dos fatores mais prejudiciais à saúde do peixe. Bater em partes do barco ou em pedras é bastante comprometedor, não sendo raro o peixe morrer logo após a pancada.

Soltura
É importante não *jogar o peixe na água, pois cansado e desorientado se torna uma presa fácil para outras espécies predadoras. Só liberar quando perceber que o mesmo tem condições de sair sozinho, é o recomendado. *Algumas espécies de água salgada são liberadas, com lançamento do peixe de encontro à água, e assim oxigená-lo rapidamente (obvio que sempre mantendo o mínimo de tempo fora dágua e com o espécie nas melhores condições possíveis).
Procurar soltar o peixe na mesma região de sua captura, e se estiver em águas rápidas, se possível, procurar um remanso para não obrigá-lo a nadar na correnteza enquanto ainda estiver cansado.

Posição
Fora da água, procure manter o peixe sempre na posição horizontal, pois se levantar ou segurar na vertical pela cauda ou boca por muito tempo, pode comprimir os órgãos internos do mesmo.

Oxigenação
Os peixes consomem muita energia e oxigênio durante a briga, e um pouco mais quando são retirados da água. Assim, depois de capturados, geralmente estão fracos e com pouco oxigênio. Não liberar antes que estejam totalmente recuperados, segurando-o pela cauda com uma mão e colocando a outra mão por baixo no ventre, posicionando-o contra a corrente. Dessa forma, as chances de sobrevivência aumentam muito.

Lembretes
⦁ Utilizar tralha de pesca compatível com a espécie e o tamanho de peixe que se pretende capturar
⦁ Deixar todo aparato necessário para o pesque-e-solte ao alcance, pois isso é fundamental para devolver o peixe rapidamente para a água, e reduzir o estresse de captura
⦁ Pescar com anzol sem farpa, para agilizar no momento da soltura
⦁ Utilizar corretamente o alicate de contenção facilita a retirada do anzol da boca do peixe, e reduz o tempo de sua devolução para a água, diminuindo o estresse e evitando acidentes
⦁ De preferência, retirar o anzol da boca do peixe mantendo-o na água
⦁ Molhar as mãos quando for segurar o peixe. Mãos secas, panos, toalhas e papel retiram o muco, que é a primeira barreira contra doenças
⦁ Não tocar nas brânquias (guelras) dos peixes, pois esse órgão faz parte do sistema respiratório, e devido a sua fragilidade, pode ter filamentos das lamelas que compõem os arcos branquiais rompidos, favorecendo a manifestação de agentes patogênicos
⦁ Em torneios de pesca, quando os peixes são acondicionados por um período de tempo para pesagem e posterior soltura, não utilizar produtos químicos como profilaxia, a não ser que sejam prescritos por um profissional competente. E manter o local de guarda, sempre aerado.
⦁ Cuidado ao manusear peixes com dentição, espinhos e de grande porte, pois podem causar acidentes sérios.
Ótimas pescarias!!!


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