Pesca de espera

Para quem utiliza varinha lisa (telescópica) ou caipira.
Por: Mauro Yoshiaki Novalo
Hoje vamos saber mais sobre a varinha caipira (de bambu) e da lisa ou telescópica, sendo a primeira, conhecidíssima em todo o país, e difícil achar alguém que nunca fez uso de uma.
Pode até parecer texto repetido, mas sempre é bom lembrar que mesmo para as coisas mais simples, existem macetes que podem colaborar para o sucesso, neste caso para os que se aventuram na beira dágua para capturar o seu peixe!
Muitas vezes encontramos certa dificuldade para superar situação nova ou inusitada. Algumas, resolvemos com certo esforço, e depois percebermos que alguns apetrechos certamente facilitariam para a fisgada ou na hora da briga.
Isto é nítido quando iniciantes, adquirimos nossos primeiros equipamentos, e depois por algum motivo, precisamos emprestar de outro pescador, percebemos diferenças que poderiam ter sido evitadas. Não que a nossa escolha tenha sido incorreta, mas poderia ser mais adequada para a pescaria que propomos fazer. A recomendação sempre é de, antes de comprar, perguntar aos que já pescam na sua modalidade pretendida. Com certeza terá um direcionamento melhor e maiores chances de investir melhor o seu dindin.
Focando a pescaria com vara caipira ou lisa (telescópica), o primeiro passo é escolher modelo e comprimento. O ideal é você comprar o mais adequado ao seu jeito de fisgar e ao seu biotipo.
O peso da vara é definido pelo comprimento, diâmetro e tipo (industrializadas ou de bambu). Obvio que as primeiras são mais leves, mas tem uma variável considerável que é o preço! Encontramos no mercado varas levíssimas mas que custam o “olho da cara”! É procurar as com preço razoável que não onere tanto o orçamento.
Por serem retráteis, o tamanho final facilita no transporte e ocupam pouco espaço no armário da sua casa. As de fibra de vidro de 1, 2 ou mais partes (dependendo do comprimento) servem bem para o propósito e tem preço bem em conta, embora precisem de mais de espaço para sua guarda do que as citadas anteriormente.
Todas, com os devidos cuidados na manutenção duram por muitas e muitas pescarias. O ideal é ter no mínimo 2 de cada comprimento, para atender as variadas situações possíveis de encontrar.

Varas curtas – menores de 1,80m
Neste caso, melhor ainda se forem as caipiras de bambu, pois a ação que retorna para quem usa é sensacional, dando a sensação é que vai quebrar! Ótima para fisgar piavas e piaus que irão fazer a linha cantar e a adrenalina ir a mil. Imagine estar sentado num píer, a linha fina (menos de 0,20mm) totalmente esticada, a varinha embodocando para dentro dágua! Só quem já passou por isto sabe a alegria que é!
Apropriadas para utilizar na beira de rios ou lagos com margem bem construídas e fundas, ideais também para pescarias de lambaris pela maior sensibilidade e resposta rápida da fisgada. Agora, para encarar estes valentes andando dentro dágua, melhor usar as citadas a seguir.

Varas médias – até 2,60m
Comprimento adequado para a maioria dos lagos, pois leva a isca a boa profundidade ou então se estiver com bóia, a mantém numa boa distância. Como dito, indicadas para pescar lambaris no vadeio (caminhando dentro dágua) pois é mais prática no momento de repor o engodo para estes ladrões de iscas.

Varas longas – mais de 3,00m
Ideais para situações onde o peixe é arisco demais, com a necessidade de posicionar a isca longe do pescador. Comum de se ver nas represas, onde os pescadores sentados, deixam ao seu alcance pelo menos 2 ou 3 dessas. A maior envergadura cansa rapidamente o peixe, mas também confere a vara peso maior, sendo necessário o uso de apoiador para mantê-la imóvel, e possibilitar perceber melhor a batida do peixe, que as vezes consiste num leve deslocamento de linha.

Peixe na linha
O vento quando movimenta a vara, o faz em toda sua extensão, diferente da mordida do peixe, onde só a ponta é que dobra, apontando em direção a água.
Peixe mamando a isca, a linha vai de um lado para outro suavemente, ou então nota-se movimentos curtos e rápidos na ponta da vara.
Outra sinalização é a ponta da vara afundando lentamente. Aí é retirar calmamente a vara do apoiador, levantar um pouquinho a ponta da vara, e se sentir peso, é fisgaaaaaaarrrrr! Pode preparar o braço pois a briga vai ser boa, pois só peixes grandes e ariscos usam desta artimanha.
Neste momento, sem recursos a não ser a envergadura da vara para cansar o peixe, o pescador poderia imaginar se não seria melhor, caso fosse uma mais longa. Porém o detalhe: quanto mais comprida, mais demorado é para executar o movimento. Isto é, corre-se o risco de perder o peixe numa fisgada atrasada.
O que não se pode fazer em hipótese alguma é: “dar ponta de vara” (aponta-la em direção ao peixe) que praticamente eliminaria a ação da mesma, dando chance para o peixe quebrar a linha. É sempre manter a ponta apontada para cima e deixar o caniço fazer o seu trabalho.
No caso de um grande espécime, se tiver salva-varas, é deitar a vara nágua, segurando pelo acessório para cansar o peixe. A flutuação da vara inteira vai criar uma resistência significativa para o peixe, a favor do pescador.

Identificar a batida do peixe
Bóias sensíveis facilitam a tarefa, as melhores são as no formato de palitos, ou as ligadas com barbante, e similares. Caso prefira, tem as ultra sensíveis (formatos de folhas e etc).
Utilizar as chamadas antenas (algumas com acabamento fluorescente) melhora bastante para sinalizar se o peixe está na ponta da linha.
Um fator a considerar é ter sempre a ponta do anzol bem afiada, pode ser a diferença para uma fisgada certeira. Mas trataremos dos anzóis em outra oportunidade. O importante é saber que o bom é aquele afiadíssimo, mesmos os robustos (direcionados para os grandes troféus, que normalmente já chegam engolindo tudo) também devem seguir esta mesma condição.

Final de briga
Peixe cansado, e agora? O alicate de contenção (boga grip) cabe perfeitamente para este caso. Já para peixes sem dentição, espécimes de grande porte e principalmente as carpas, não fazer uso deste acessório. O melhor é usar o passaguá, e com um alicate de bico retirar o anzol (sem farpa) e liberar o peixe rapidamente.
Para fotografar, deixar preparado para tudo ser o mais rápido possível. Levantar o peixe na horizontal, mantendo-o por pouco tempo fora dágua e assim não comprometer sua sobrevivência.
Usar pano – mesmo úmido – para segurar o peixe, não é aconselhável, pois isso pode retirar o muco de proteção que o envolve.
Outros acessórios: cadeira, apoiador de vara ou secretário. Não custa lembrar de tomar muita água, do boné ou chapéu, óculos de proteção (indispensável se estiver utilizando iscas artificiais) e roupas confortáveis.
Quando possível, ótimas pescarias!!!!


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