PARQUE DO CARMO: Termo de Cooperação garante à Federação de Sakura e Ipê continuidade de seu trabalho

Termo de Cooperação dará mais tranquilidade para a Federação de Sakura e Ipê continuar seu trabalho (divulgação)

O Termo de Cooperação assinado no último dia 21 entre a Prefeitura de São Paulo – por intermédio da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente – e a Federação de Sakura e Ipê do Brasil – que realiza anualmente o Festival das Cerejeiras do Parque do Carmo, na zona Leste de São Paulo –, trouxe alívio e tranquilidade para a diretoria da entidade. Afinal, como lembrou o presidente da Federação, Pedro Yano, era a realização de um sonho acalentado há 42 anos. Na prática, a concessão – válida por 5 anos (sendo prorrogável por mais cinco) – garante à Federação de Sakura e Ipê autonomia sobre os Bosques das Cerejeiras, os Bosques dos Ipês e dos três monumentos em homenagem à imigração japonesa no Brasil, além de assegurar a continuidade da Festa das Cerejeiras – que este ano teve a sua 42ª edição cancelada em função da pandemia do novo corovarírus – uma das festas populares mais tradicionais da cidade de São Paulo.
A assinatura do Termo de Cooperação, na sede da SVMA – no bairro do Paraíso, na zona Sul – contou com a presença do titular da pasta, Eduardo de Castro, da coordenadora da Gestão de Parques e Biodiversidade Municipal (CGPABI), Tamires Carla de Oliveira; do presidente da Federação de Sakura e Ipê do Brasil, Pedro Yano; do vice-presidente, Sergio Oda; do secretário do Koniti Wada; do relações públicas, Lincoln Uwaitara; do diretor financeiro, Yukishigue Mikan; do diretor de eventos, Satiro Shimizu e Kazuo Ito, além do vereador Aurélio Nomura, que viabilizou a assinatura do Termo de Cooperação.
Na ocasião, a Federação homenageou o secretário e a coordenadora Tamires com uma placa em reconhecimento à concessão do Termo de Cooperação. Uma terceira placa será entregue ao prefeito Bruno Covas por intermédio do vereador Aurélio Nomura, que também foi homenageado.

Privatização – Em um breve discurso, o secretário destacou quatro pontos que considerou importantes para selar a cooperação. “Primeiro, o reconhecimento da cidade de São Paulo à comunidade japonesa pela realização da Festa das Cerejeiras, que tem um significado especial não só para o moradores da zona Leste como também para os paulistanos; segundo, o trabalho árduo que o vereador Aurélio Nomura tem feito por vocês; o terceiro ponto é um agradecimento, pois é um orgulho deixar este legado na minha gestão, e quarto o trabalho que a Federação tem feito em prol das cerejeiras, que representa muito não só para a comunidade japonesa como também para a cidade de São Paulo”, disse Eduardo de Castro, explicando ainda que, caso o Parque do Carmo seja alvo, futuramente, de uma eventual privatização, o Termo de Cooperação garante a exclusão dos três bosques de cerejeiras.

Legado – Ao Jornal Nippak, o secretário disse que a concessão do Termo de Cooperação é “o maior legado que a gente pode deixar para uma festa tão importante para a cidade de São Paulo”. “É um orgulho muito grande assinar este termo na minha gestão, um mérito que a gente está dando para a associação e um reconhecimento da cidade de São Paulo, do prefeito Bruno Covas e deste secretário pelo trabalho da colônia japonesa no Brasil e na cidade de São Paulo. Nós estamos preservando uma festa tão importante e tão tradicional não só para a colônia japonesa mas também para a cidade de São Paulo”, disse Eduardo de Castro, que enalteceu o trabalho e empenho do vereador Aurélio Nomura para que o ato se concretizasse.
“Isso aqui a gente outorga com todo coração inspirado em legado que nós trazemos dos nossos ancestrais, de que um verdadeiro homem se faz não com bens, mas pelas realizações, e essa é uma realização nossa”, destacou o secretário.
Ele garantiu ainda que, por enquanto, o Parque do Carmo não está sendo alvo de nenhum estudo de privatização, mas “se algum dia ele for incluído numa eventual concessão, este documento preserva a associação e a entidade da exclusão deste espaço da eventual concessão”.
“Então este espaço será sempre da Federação de Sakura e Ipê, da comunidade japonesa e dos apreciadores da cerejeira. É a preservação eterna deste espaço.”, garantiu o secretário, acrescentando que nos próximos dias a Secretaria do Verde e Meio Ambiente deve inaugurar, no Parque do Carmo, um memorial em homenagem às vítimas do Covid-19 na cidade de São Paulo.
A ideia é plantar uma árvore para cada vítima do Covid-19 na capital. “Temos mais de 13 mil vítimas e já plantamos mais de 4 mil árvores, muitas delas no parque natural e a maioria no Parque do Carmo. Um caminho ligará a escultura ao plantio”, explicou o secretário, lembrando que, por lei, todas as árvores plantadas são espécies da mata atlântica.

Reconhecimento – Para Aurélio Nomura, trata-se de um “reconhecimento pelo trabalho que a diretoria e associados da Federação tem feito ao longo destes 42 anos”. “São pouco mais de quatro décadas de dedicação plantando, mantendo e preservando aquele local. É um trabalho de anos de dedicação e que hoje foi reconhecido pela Prefeitura. São Paulo, através deste Termo de Cooperação, reconhece o trabalho, agradece e pede ainda que eles continuem administrando e cuidando da manutenção porque o bosque representa também um reconhecimento, um agradecimento e uma valorização aos pioneiros da imigração, dos descendentes de japoneses simbolizada através do sakura, considerada a flor símbolo do Japão no lugar mais importante que nós temos em São Paulo, que é o Parque do Carmo, que representa exatamente o incio, o embrião dos japoneses na zona Leste”, destacou o parlamentar, lembrando que o local já recebeu diversas autoridades japonesas.

O parque – Inaugurado em 1976, o Parque do Carmo, na zona Leste de São Paulo, tem 1,5 milhão de m². O bosque tem cerca de 6 mil árvores, entre cerejeiras e eucaliptos, lagos naturais e diversas espécies de animais. A estrutura do é completa e o visitante conta com Museu do Meio Ambiente, anfiteatro, aparelhos de ginástica, campos de futebol, ciclovia, pista de cooper, playgrounds, espaço para piquenique, churrasqueiras, quiosques, Monumento à Imigração Japonesa, Viveiro Arthur Etzel e Bosque da Leitura. Desde 1978, é realizada no local a Festa das Cerejeiras, que comemora a florada da árvore símbolo do Japão.

Trator – Atualmente, nos três bosques das cerejeiras, com cerca de 6 alqueires, estão plantados cerca de 4.100 pés de sakuras, sendo a maioria da variedade Yukiwari, cuja florada costuma acontecer no início de agosto – com duração de mais ou menos 15 dias – garantindo a beleza da Festa das Cerejeiras, que acontece no bosque mais antigo. Nos bosques tem também cerca de 30 sequioas e muitas azaleias. Para garantir a manutenção e preservação da área, a Federação de Sakura e Ipê adquiriu este ano a aquisição de um trator.

Comentários
Loading...