Para Yuko Fujii, pressão por medalhas não assusta

A técnica da seleção brasileira masculina de judô, Yuko Fujii

Desde 2013 no Brasil e há um ano no comando técnico da seleção brasileira masculina de judô, Yuko Fujii, disse que está preparada para as cobranças. “Trabalho com uma equipe forte e cada um desempenha seu papel muito bem. Então não me sinto muito pressionada porque a gente está dividindo essa pressão e trabalhando coletivamente”, disse Fujii, afirmando que “não trabalha com números”. “Meu foco é fortalecer todos os atletas e potencializar o que cada um tem de melhor. E assim vamos suprindo os pontos fracos. Acho que isso é que vai dar frutos lá na frente”, frisou, explicando, no entanto que, apesar de não falar em medalhas, “têm algumas categorias que estão apresentando resultados expressivos”.
“É claro que a gente passa a contar mais com esses atletas, mas Jogos Olímpicos são diferentes e de maneira alguma podemos dizer que essas categorias que estão conquistando medalhas agora são favoritas para conquistar medalhas em Tóquio”. “O que estamos trabalhando agora é no sentido de fazer com que os atletas acreditem mais neles mesmos para lutar com mais confiança”, disse ela, cujo contrato com o Comitê Olímpico Brasileiro termina no final deste ano.
Com um português “grosseiro”, como ela mesma define – teve que aprender “na marra” para se comunicar com os atletas – Yuko Fujii, de 36 anos e nascida na cidade de Toyoake, na província de Aichi, é a primeira mulher a ocupar o cargo de técnica principal da seleção brasileira masculina de judô em toda a história da modalidade no país.
Contratada pelo Comitê Olimpico do Brasil e Confederação Brasileira de Judô, foi a treinadora da judoca Rafaela Silva, que conquistou ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 e também desenolve um trabalho no Instituto Reação, organização não governamental fundada pelo medalhista olímpico Flavio Canto.
Conta que, inúmeras vezes, já ouviu os judocas japoneses elogiarem os judocas brasileiros dizendo que os brasileiros, “diferentemente dos europeus, movimentam o corpo de forma precisa, de forma peculiar e até surpreendente” e que os brasileiros possuem “o espírito de judoca”. “Percebo que tais elogios em virtude da técnica dos brasileiros é fruto do trabalho iniciado pelos mestres japoneses nesses 112 anos de história da imigração, que ensinaram com entusiasmo e dedicação. Sinto responsabilidade e orgulho em poder dar continuidade a esse trabalho”, disse Yuko Fujii ao Jornal Nippak.

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