PANDEMIA: Crise afeta arrecadação de entidades assistenciais; saiba com ajudar

(Divulgação)

Já acostumadas a lidar com escassez de recursos, as entidades assistenciais buscam sobreviver em meio à pandemia do novo coronavírus que praticamente paralisou as atividades e o comércio em todo o país e não tem data para acabar.
Uma dessas entidades ouvidas pelo Jornal Nippak, a Assistência Pró-Excepcionais Kodomo-No-Sono, teve que cancelar um evento beneficente a dois dias de sua realização. Localizada em Itaquera (zona Leste da Capital), a entidade, sem fins lucrativos voltada à assistência e amparo às pessoas com necessidades especiais, assiste atualmente cerca de 70 pessoas, entre homens e mulheres, na faixa etária entre 25 e 74 anos.
Os internos recebem orientações psicológicas, pedagógicas e vivenciais, bem como acompanhamento nutricional e fonoaudiológico, além de dedicarem-se às atividades terapêuticas e produtivas. O atual presidente, Sérgio Oda, lembra que, “desde a fundação, a Kodomo-no-Sono é mantida por pessoas físicas e jurídicas por meio de contribuições mensais, por recursos auferidos em eventos beneficentes e doações esporádica”.
Segundo ele, que assumiu a entidade “em meio a maior crise da humanidade presenciada pela nossa geração”, outras fontes de receitas são os eventos realizados por parceiros – como o Temaki Fest e o Jantar harmonizado beneficente – Ramen + Sakê + Cerâmica – ou em parceria com outras entidades, como o Jantar Show Beneficente das 4 Entidades – e a receita do Programa da Nota Fiscal Paulista, além de, eventualmente, verbas obtidas junto aos órgãos oficiais locais ou externos.
“Com a evolução da crise, pouco a pouco, vamos sentindo a redução do fluxo de recursos e buscamos o equilíbrio financeiro através de campanhas de sensibilização para enfrentarmos este período”, conta Oda, destacando que, no dia 14 de março, antes da decretação do isolamento, a entidade realizaria o show “Abba – The History”, no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), no bairro da Liberdade. “Havíamos vendido mais de 800 convites antecipados. No dia 12 de março, em reunião extraordinária decidimos pelo adiamento do evento. E assim será com todos os eventos até julho, incluindo o “Chá Beneficente”, o “Costelão” e o “Festival Kodomo No Sono”, que é o nosso grande evento anual. Some-se a isso os eventos de parceiros que nos permitiam alguma renda”, lamenta Oda, explicando que, paralelamente, a entidade teve que tomar medidas para garantir a segurança de assistidos e funcionários.

Edson Saito, Mariana Suzuke, Karen Ito, Joe Hirata, Sergio Tanigawa e Matsuri Daiko no Jantar Show das 4 Entidades (divulgação)

Segundo ele, essas medidas incluíram a transferência de alguns assistidos às famílias que pudessem garantir sua segurança, a implantação de restrição às visitas de familiares e de prestadores, o afastamento dos funcionários considerados de risco, a orientação aos demais quanto aos cuidados sanitários, a adequação das escalas de horários para que fossem evitados os horários de pico aos que utilizam o transporte público e a implantação de home office no escritório da Liberdade.
Sérgio Oda explica que uma das formas encontradas para superar esta fase e continuar com as portas abertas foi a de “conversar com os nossos prestadores de serviço e fornecedores para que nos ajudem no controle das despesas”. “Além disso, estamos intensificando as campanhas para a captação de doações materiais e monetárias e para a adesão de doadores automáticos da Nota Fiscal Paulista (NFP)”, observa o presidente, acrescentando que “temos recebido a atenção de muitas pessoas com a doação de alimentos, de materiais de higiene e de outros itens”.
“Também temos recebidos doações por depósitos em conta bancária e adesões à ação da NFP. Existem ações de amigos como a Campanha da Vakinha Virtual (http://vaka.me/980565) do pessoal do Templo Nippakuji”, disse.
Por enquanto, explica, a melhor forma de se ajudar a entidade é através das doações e de adesão às campanhas.
“Fazemos reuniões virtuais frequentes para acompanhar o fluxo financeiro da entidade e para buscar formas de otimizar o uso dos recursos. Os efeitos da crise devem ser longos e a normalidade do fluxo de recursos para as entidades será posterior à recuperação econômica da comunidade. A única certeza é que precisamos continuar cuidando dos nossos assistidos”, diz Sérgio Oda.

Kibô – Entidade sem fins lucrativos de assistência e desenvolvimento da pessoa em situação de deficiência intelectual que, em 2020, completa 50 anos de promoção do bem estar, autonomia, inclusão social e qualidade de vida de 70 pessoas em sua sede em Itaquaquecetuba, a Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibô-No-Iê” adotou algumas medidas temporárias com o objetivo de preservar a saúde dos residentes (a maioria idosos), dos funcionários e do público em geral. Uma delas foi suspender todas as atividades externas da instituição (leia mais nesta página).
Para a presidente da Kibô, Dirce Shimomoto, uma das preocupações tem sido a de preservar os cerca de 70 residentes. “Felizmente não temos nenhum infectado”, destacou Dirce, explicando que as principais fontes de recursos são as contribuições de pessoas físicas e jurídicas, o programa da Nota Fiscal Paulista e os eventos beneficentes, que correspondem a uma parte muito significativa das formas de captação de recursos e foram atingidos de forma “avassaladora pela pandemia do Coronavírus”.
Para Dirce, as dificuldades são muitas. “A Kibô-No-Iê está seriamente ameaçada economicamente”, diz a presidente, acrescentando que a “entidade acredita que o momento também é uma oportunidade para a solidariedade”. “Criamos campanhas de doações, únicas e recorrentes divulgados de todas as formas que estão ao nosso alcance e procuramos as empresas e pessoas que sempre apoiaram a entidade para, mais uma vez, ajudar a Kibô-no-Iê”, expliou.

Ikoi – A Assistência Social Dom José Gaspar Ikoi-No-Sono, que assiste atualmente 65 idosos de 80 a 90 anos, dependentes ou semi-dependentes, que necessitam de cuidados especializados, também tem se desdobrado para continuar seu trabalho. Em seu site, a entidade, que é mantenedora do Jardim de Repouso São Francisco, localizado no município de Guarulhos (SP), destaca que, “além da falta de materiais básicos de higiene e segurança, como máscaras descartáveis, aventais descartáveis luvas descartáveis e álcool gel, “nossos funcionários também estão adoecendo”.
E faz um um apelo. “Estas são as necessidades principais neste momento, porém qualquer outra forma de ajuda será muito bem-vinda, incluindo doações em dinheiro (para saber as contas acesse o site da instituição no link abaixo).
Quem quiser conhecer mais sobre os trabalhos e como ajudar as entidades assistenciais, basta acessar :

Associação Pró-Excpecionais Kodomo-No-Sono:
http://www.kodomonosono.org.br

Sociedade Beneficente Casa da Esperança – Kibô-No-Iê:
http://www.kibonoie.org.br

Assistência Social Dom José Gaspar Ikoi-No-Sono:
http://ikoinosono.org.br

Yassuragui Home:
http://www.enkyo.org.br

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