Nova diretoria da Associação de Ikebana do Brasil quer integrar todas as escolas

Harumi Goya (vice-presidente), com a nova presidente da Associação de Ikebana, Cristina Sototuka (Aldo Shiguti)

Recém-eleita presidente da Associação de Ikebana do Brasil, Cristina Sototuka quer trabalhar para integrar todas as escolas filiadas à entidade e promover a sua prática “em todas as instâncias”. “Queremos trabalhar também em eventos e com crianças”, disse Sototuka, que assumiu no dia 16 de janeiro, no lugar de Erisson Thompson Júnior, que comandou a associação por quatro mandatos (oito anos). Cristina terá como vice-presidente a ex-presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya. Além dela, a nova diretoria é formada pelas secretarias Vera Lucia S. Silva (1ª) e Tamako Yoshimoto (2ª) e pelas tesoureiras Yumiko Ishikawa (1ª) e Elza Furuyama (2ª).
A eleição gerou um fato inédito na história da associação. “Foi a primeira vez que tivemos disputa”, disse Cristina, referindo-se à disputa com o seu antecessor. “Foi uma eleição diferente, pois primeiro votou-se na presidente e depois na vice., mas no final acabou dando tudo certo”, explicou Harumi Goya, lembrando que sempre foi uma associada.
Em relação ao trabalho com crianças, Cristina disse que a escola Oshiman, de São Paulo, é uma das mais tradicionais. Já em relação aos eventos, a ideia é realizar uma nova exposição na Japan House São Paulo, semelhante a que ocorreu no ano passado, quando a mostra Do: A Caminho da Serenidade, realizada entre junho e agosto, bateu recorde de público.
“Outro projeto que queremos implantar é atrair mais jovens para dinamizarmos a associação, que hoje conta com 110 sócios”, diz Cristina.

A Associação – A Associação de Ikebana do Brasil é uma entidade cultural e filantrópica fundada em 28 de janeiro de 1962 e declarada de utilidade pública pelo Decreto Municipal no. 14.092 de 07 de dezembro de 1976.
A arte floral do Japão originou-se do ato de oferecer flores nos altares budistas. Acompanhando as transformações no estilo de vida das pessoas, a ikebana também passou a expressar suas criações por meio de novas formas, estilos e materiais.
Todavia, o sentimento do homem com relação à natureza é o mesmo, desde os tempos remotos.
A beleza da natureza é cíclica: as plantas nascem, crescem, florescem, dão frutos e sementes ao longo das estações do ano. A simples constatação deste ciclo, que é a ordem do universo numa simples flor, constitui o primeiro passo importante para o aprendizado da ikebana.
Praticantes desta arte desenvolvem o senso do belo, da harmonia e da estética.
Descobrir uma nova vida, dar uma nova forma artística às flores eplantas, preservando a natureza nesse universo tecnológico, é o desafio do século XXI.
Na ikebana clássica o artista reproduz a natureza em lugares determinados, sempre respeitando as regras e expressando a beleza das linhas, do volume e da harmonia das cores.
Na ikebana contemporânea, o artista é como arquiteto, que vai desenhando o espaço vazio com materiais inusitados, criando seu próprio estilo.

Exposição realizada pela associação na Japan House São Paulo (Aldo Shiguti)

Ikebana no Brasil – A arte da Ikebana chega ao Brasil com os primeiros imigrantes que aqui aportaram. A Associação de Ikebana do Brasil foi fundada oficialmente em 1962.
Durante esse cinquentenário de luta, perseverança e, principalmente, de muito amor e dedicação, a bagagem artística e cultural, herdada dos ancestrais, é transmitida pelas professoras voluntárias, cada qual seguindo suas próprias regras e técnicas, buscando o essencial da Arte, Equilíbrio e Beleza.
(Aldo Shiguti,com site da associação)

As Escolas de Ikebana

Ikebana Sanguetsu
Ikenobo do Brasil
Ikenobo Kadokai Nambei Shibu
Ikenobo Tatibana da América Latina
Kado Misho Kai
Kooguetsu Ryu
Koryu Shoto Kai
Ohara Ryu
Saga Ryu
Seigetsu Ryu
Shoguetsudo Koryu
Sogetsu Ryu
Sogetsu R

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