NOSSA ETERNA GRATIDÃO: Yaeko Abe, nossa gratidão, descanse em paz

Dona Yaeko (Nikkey Shimbun)

Yaeko Abe, divorciada, sem filhos, faleceu na noite do último dia 12 de setembro, dois meses antes de completar 83 anos de idade. Foi sepultada no dia seguinte, no Cemitério São João Batista, em Itapetininga (SP).
No atestado de óbito, o registro da causa mortis: neoplasia, a doença que, há cerca de 3 anos, atacou seus seios tirando-lhe a saúde e impedindo fazer aquilo que lhe fazia sentir viva – trabalhar no Jornal Nikkey (entrou na empresa quando ainda se chamava Diario Nippak).
Dona Yaeko, como era chamada na empresa, era filha mais velha de Kichiso e Yoko Abe, imigrantes de Fukushima. A exemplo da maioria da família de imigrantes japoneses, passou por várias cidades (ela nasceu em Lins), até fixar-se em Itapetininga (a 187 km de São Paulo). Com cinco filhos (3 mulheres e 2 homens), os Abe atuaram no setor de prestação de serviços: lavanderia, comércio de frango, tabacaria, entre outros. As mulheres eram cabeleireiras.
Em 1973/74, Yaeko já estava morando na cidade de São Paulo: montou uma floricultura e passou a dedicar parte de seu tempo ao setor comercial do Diario Nippak. Aliás, uma atividade sob medida para uma pessoa como ela que tinha uma incrível facilidade para fazer amizade com todos.
O jeito extrovertido e falante da Dona Yeko foi decisivo para conquistar anunciantes para o jornal, como também, para se transformar numa espécie de “faz tudo” na empresa. Cozinheira de mão cheia, ela sempre estava ajudando nas reuniões festivas da empresa. Alegre e atenciosa, sempre era convidada para as excursões de diferentes turmas. Embora não fosse associada do Kagoshima Kenjinkai, constantemente era convidada para participar dos eventos.
Mesmo seriamente enfraquecida por conta da cirurgia e da quimioterapia, fazia questão de ir trabalhar no jornal. “É uma forma de me sentir viva”, justificava, uma arma para enfrentar a doença. Nos últimos meses, a pandemia e a obrigatoriedade do isolamento social, foram fatais para a combalida saúde de Yaeko. Há cerca de um mês passou a sentir mal, hospitalizada, permaneceu 10 dias internada.
Quando as salas do jornal retomarem o costumeiro movimento dos funcionários, certamente a voz marcante dela (às vezes estridente, mas sem perder o sotaque intoriano) e seus conhecimentos sobre o funcionamento do departamento comercial da empresa e os clientes vão fazer muita falta.
Dona Yaeko, nossa eterna gratidão pela incansável dedicação. Descanse em paz.

Comentários
Loading...