Nihon no Bi ocupa o Espaço Cultural Bunkyo

(Aldo Shiguti)

No último sábado, dia 14, depois de alguns anos de espera, finalmente, o Espaço Cultural Bunkyo, abriu oficialmente suas portas para o público em geral. Organizou-se para essa estreia, o Festival Nihon no Bi – A Beleza do Japão, reunindo 10 diferentes atrações da cultura japonesa praticada no Brasil.
No amplo espaço, para quem entrava pela Rua Galvão Bueno, a exposição de Ikebana chamava a atenção. Ao todo, foram arranjos preparados pelos representantes das escolas: Ikenobo Nambei, Ikenobo Tachibana, Ikenobo Brasil, Sanguetsu, Sogetsu, Kogetsu e Shogetsu do. Durante o dia, foram realizadas quatro disputadas oficinas com diferentes professores, com todas as vagas preenchidas.
Outra concorrida atração foi a oficina de shamisen e koto realizada após as três apresentações musicais reunindo a mestre Tamie Kitahara e seus alunos Márcia Abe e Ramon ao koto, Daisuke Takai ao shamisen e o mestre Shen Ribeiro ao shakuhachi. A maioria dos participantes da oficina ficou feliz com a oportunidade de poder tocar esses instrumentos e tocar alguma música.

O cantinho da cerimônia de chá, além da demonstração/degustação, exibiu o vídeo explicativo sobre a cerimônia. Visando prevenir possível contágio do novo corona vírus, o chá (servido em copo descartável) e o doce foram colocados numa mesa para o self service.
O público ainda pôde acompanhar as oficinas de gastronomia, logo de manhã, para preparar os pratos “takikomi gohan” e “bota moti” com a culinarista Marlene Fukushima; oficina de mangá com Guilherme Raffide da Abrademi; karuta com o jovem Rafael Diniz e origami com a dedicada Cláudia Tamaki e sua amiga Zebina Ogasawara.
Infelizmente, a preocupação com a disseminação do novo corona vírus esvaziou a programação prevista para a estreia do cantinho do haicai no Espaço. Além da ausência da professora Teruko Oda, do escritor Paulo Franchetti que tinha programado o lançamento de seu livro, os visitantes de outras cidades também desistiram de participar.
As haicaístas do Grupo Ipê, Danita Cotrim e Débora Tavares foram encarregadas de ministrar as oficinas.
A Escola Fujima Ryu, programada para apresentar três peças de dança e exposição sobre a tradição da dança japonesa cancelou a participação.
O Nihon no Bi contou com a bela exposição de papel Washi da empresa World Paper e venda de livros em português sobre cultura japonesa editados pelo Jornal Nikkey/Nippak.

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