MÚSICA: Após o Prêmio Jovem Brasileiro, Pedro Ogata quer alçar novos voos

Pedro Ogata, que completou 15 anos, está cheio de planos e feliz com o reconhecimento (divulgação)

A expressão “filho de peixe, peixinho é”, poderia ser muito bem aplicada no caso do cantor Pedro Ogata. Filho único de Gessely Ogata e Márcio Monteiro – ela cantora e professora de canto e ele, letrista – o jovem carrega no sangue o talento para a música. “Cresci ouvindo minha mãe cantar”, diz Pedro Ogata, que encantou o país com sua participação no The Voice Kids, da Globo.
A mãe, que nasceu em Presidente Prudente e ainda pequena mudou-se para Lins e depois Ribeirão Preto – onde Pedro nasceu – chegou a fazer parte de uma banda, que se apresentava em bailes de formaturas, e participou de taikais.
Segundo Pedro, que acaba de completar 15 anos, a vontade mesmo de cantar surgiu quando tinha de seis para sete anos, já em São Caetano do Sul, o penúltimo endereço da família, que antes de fixar residência no Rio de Janeiro, passou ainda pela capital paulista.

Autodidata – Autodidata, Pedro aprendeu a tocar violão, teclado, piano, contrabaixo e guitarra. Dos pais, herdou também o gosto musical eclético. Em suas horas de folga costuma ouvir de tudo um pouco, de rock   a grunge, passando pela MPB. Agora, nesta fase atual, conta que está ouvindo mais pop. Entre seus grupos e artistas preferidos, destaques para as bandas Guns N’ Roses, Queen, Beatles, Roupa Nova, Djavan, Roberto Carlos, Vinicius de Moraes e Tom Jobim.
Até os 12 anos seu talento ficou praticamente restrito à família até que, no ano passado foi um dos selecionados para participar do The Voice Kids. As gravações começaram no final de 2019 e foram até fevereiro deste ano. Tempo suficiente para Pedro colecionar uma legião de fãs. As idas e vindas e a rotina de ensaios valeram a pena.
Afinal, sua participação no programa musical abriu as portas para o sucesso e hoje ele é considerado uma das gratas revelações do cenário musical.
Tanto que, apesar de ter saído do programa em março, Pedro Ogata mostrou que, se depender de vontade e talento, ele veio para ficar. Indicado ao Prêmio Jovem Brasileiro como Melhor Cover com a música Chandelier – que ele cantou nas audições às cegas do The Voice Kids Brasil – Pedro Ogata passou por 3 fases de votação até ser anunciado, no dia 22 de agosto, o vencedor em sua categoria.
“Foram milhares de votos”, diz mãe, orgulhosa. A premiação aconteceu um mês depois, no dia 22 de setembro, no Arena Sessions, drive-in no interior do Allianz Parque, em São Paulo, onde mais de mil pessoas prestigiaram o evento de dentro de seus veículos. Com apresentação de Rodrigo Faro, a cerimônia contou com a presença especial de artistas como Caio Castro, Larissa Manoela, Carlinhos Maia, Brunna Gonçalves, Jão e entre outros.
Não à toa, Pedro é o primeiro artista nikkei a receber o prêmio em 19 edições.

Pedro lançou seu primeiro single (divulgação)

Trabalho autoral – Na ocasião, Pedro Ogata lançou o seu primeiro single autoral – Rascunho – que já está disponível em todas as plataformas. Para ele, “cantar para carros” foi uma experiência inédita que o deixou um pouco nervoso.
“Receber este prêmio é muito importante para minha carreira. Estou muito feliz e agradecido por tanto carinho que tenho recebido durante todos estes meses”, disse o jovem, lembrando que o Prêmio Jovem Brasileiro também premiou nomes consagrados como Anitta, Luiza Sonza, Luan Santana, Caio Castro e Larissa Manoela.
E engana-se quem acha que Pedro se dá por satisfeito. Apesar da pandemia, sua produção não para. Em setembro foi lançado o projeto Hora do Blec, no qual Pedro dá voz ao personagem Yuki. O projeto consta de músicas infantis que falam de sustentabilidade, natureza, educação, e tem o apoio da ONU.
Os episódios estão disponíveis no YouTube, no canal Hora do Blec. Ele também participa do Dreamcast 2020, um projeto que conta com a participação de vários artistas renomados no mundo do teatro musical. Sua apresentação poderá ser vista em um dos 3 dias de Live do evento.
Além disso, Pedro conta que também está curtindo muito se apresentar em eventos da comunidade nikkei, mesmo que em formato digital. A sua “estreia” foi no Dia Internacional do Nikkei. No último dia 27 ele participou da live beneficente em prol da Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibô-no-Iê” e também da Batalha das Estrelas, da Academia do Futuro.
Enquanto aguarda ansioso a vacina contra a covid-19, Pedro Ogata vai pensando no futuro. Seus projetos incluem um repertório só de músicas autorais. A mãe, é claro, apoia. “Só quero que ele seja feliz”, diz Gy Ogata, que, formada em Odontologia, largou a profissão para se dedicar à música.

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