Lei do vereador Aurélio Nomura garante cirurgia de reconstrução da mama junto com a mastectomia

A mastectomia é a remoção total ou parcial da mama decorrente da utilização de técnicas aplicadas no tratamento do câncer mamário (reprodução)

De autoria do vereador Aurélio Nomura, a Lei nº 17.242 prevê que, quando existirem condições técnicas, o Programa de Cirurgia Plástica Reconstitutiva da Mama deverá oferecer à paciente submetida a tratamento contra o câncer mamário a possibilidade de fazer a operação de reconstrução da mama na mesma cirurgia da mastectomia, na rede pública de saúde, a fim de garantir a simetria dos seus seios. A Lei foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas no final do ano passado.
A mastectomia é a remoção total ou parcial da mama, decorrente da utilização de técnicas aplicadas no tratamento do câncer mamário. O Programa de Cirurgia Plástica Reconstitutiva da Mama foi instituído na rede de hospitais da rede pública municipal de saúde em 2001 (Lei nº 13.208), porém não previa este procedimento, garantido agora na lei do vereador Aurélio Nomura.
No caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas favoráveis.
“A simetria das mamas obtida por meio da intervenção cirúrgica trará, sem sombra de dúvidas, suporte para uma recuperação pós-operatória mais favorável. Além disso, eliminará a necessidade de outra intervenção no futuro”, ressalta o vereador Aurélio Nomura.
Os procedimentos que integram a cirurgia plástica reconstrutiva previstos em lei são a simetrização da mama contralateral e a reconstrução do complexo aréolo-mamilar.
O câncer de mama é uma doença extremamente temida por mulheres, dado que repercute intensamente em sua condição física, social e emocional. O diagnóstico é vivido tanto pela paciente quanto pela família como um momento de intensa angústia, no qual a possibilidade de morte e mutilação está presente de forma intensa.

O vereador Aurélio Nomura, autor da Lei (divulgação)

Dados – “É certo que a grande melhora do ponto de vista estético constitui um auxiliar valioso para a recuperação da mulher, uma vez que elimina a fase em que, além de gravemente enferma, ela se sente também mutilada”, diz o vereador.
Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia em parceria com a Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia mostram que, das 210 mil mulheres que realizaram cirurgias de câncer de mama no Brasil entre 2008 e 2015, quase 44% (92,5 mil) fizeram cirurgia de mastectomia. Dessas, apenas 18 mil (20%) tiveram suas mamas reconstruídas pelo SUS.
(da Redação)

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