Hatiro Shimomoto retoma megaprojeto ‘Parque das Nações’

shimoImagine um projeto que contemple algumas das principais entidades nipo-brasileiras, entre elas o Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), a Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Federação dos Clubes Nipo-Brasileiros de Anciões, a UPK – União Paulista de Karaokê –, o Centro de Chadô Urasenke do Brasil, a Associação de Ikebana do Brasil e o Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil – com todos os seus 47 kenjinkais, além de entidades esportivas – 28 no total –, entidades “diversas” – como, por exemplo, a Federação de Sakura e Ipê do Brasil, Jica, ABJICA, Abeuni, JCI Brasil-Japão, Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil.
Pois esse projeto – ou melhor, megaprojeto – existe e está orçado em cerca de R$ 308 milhões (custo estimado somente para a implementação das obras de infraestrura). Trata-se do Parque das Nações, maior centro poliesportivo cultural, de lazer, turismo e gastronômico do país, em uma área de 66,25 alqueires, já demarcados pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).
O terreno fica dentro do Parque Ecológico do Tietê, na zona Leste de São Paulo, encostado à Rodovia Ayrton Senna (sentido Guarulhos-São Paulo) e próximo ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.
Segundo seu idealizador, o “sempre deputado” Hatiro Shimomoto”, a ideia é captar recursos por meio de Parceria Público Privada (PPP) e também com participação de recursos oriundos do governo japonês.

Hatiro Shimomoto: “Projeto bom para o futuro do país” (Aldo Shiguti)

Comissão – Por isso, Shimomoto criou uma comissão formada pelo presidente do Bunkyo, Renato Ishikawa, pelo presidente e pelo vice do Kenren, respectivamente, Toshio Ichikawa e Akira Kawaai, pelo chefe do Gabinete da Casa Civil, Carlos Takahashi e pelo arquiteto Jiro Kimura – que também assina o projeto – além dele próprio e dos jornalistas Aldo Shiguti (Nippak) e Massayuki Fukasawa (Nikkey Shimbun). A ideia é apresentar o projeto ao cônsul geral do Japão em São Paulo, Ryosuke Kuwana nos próximos dias.
Shimomoto explica que o projeto tem cunho social e é uma homenagem da comunidade nipo-brasileira ao Estado de São Paulo em gratidão pelo acolhimento aos povo japonês. Ele ressalta, no entanto, que o projeto é amplo e além do Consulado Geral do Japão em São Paulo, o local abrigaria também os Consulados da China, da Coreia do Sul, da Espanha, da Itália e de Portugal.

ODS – Segundo Shimomoto, por ser um projeto que pode se encaixar no conceito dos Objetivos de Desevolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, a ideia é buscar orientação para obter apoio financeiro do Japão através de órgãos governamentais e também de empresas..

110 Anos – Na verdade, explica o ex-parlamentar, o projeto Parque das Nações foi apresentado pela primeira vez em 1971 como Centro de Esporte e Cultura Nipo-Brasileiro. Mas foi durante a gestão do então governador Mário Covas que o projeto se tornou mais próximo do que é hoje. “Na época, ele ficou dois anos no Orçamento do Estado”, conta o ex-deputado estadual, acrescentando que de lá para cá foram feitas várias consultas aos órgãos governamentais.
Em 2008, por ocasião das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, o projeto Parque das Nações chegou a constar da relação de projetos de apoio da Associação do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Em 2018, nas comemorações dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, o projeto foi “reiniciado”. Além de entidades culturais (17), entidades esportivas – como clubes de golfe, Confederação Brasileira de Sumô, Associação Karatê-Do Tanaka, Associação Karatê Okinawa, Federação Paulista de Mallet Golf, Federação Paulista de Tênis de Mesa e União dos Clubes de Gueitebol do Brasil (totalizando 28 entidades) – o parque prevê também uma ampla praça de alimentação internacional com restaurantes dos seis países presentes com seus respectivos Consulados.
Entre outras construções, haverá espaços para dois museus da imigração japonesa – sendo um mais moderno – auditórios e até a réplica de um castelo. Como antecipou Hatiro Shimomoto tudo ainda está em fase de estudos que prevê, somente para a instalação do Kenren – com a construção de um centro de convenções, auditórios e um estacionamento para 20 mil vagas – orcamento é de R$ 1,2 bi.
Segundo ele, que já esteve nos Emirados Árabes e também consultou a Fundação Bill Gates atrás de patrocínio, trata-se de um projeto “bom para a comunidade nipo-brasileira e para o futuro do país”. A ideia é que as obras sejam concluídas em até 3 anos após o financimento ser aprovado.

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