Frutos da Floresta

Espécimes da floresta amazônica vaõ crescer em locais públicos

Projeto contribui para a preservação de espécies frutíferas da Amazônia em parceria com empresas privadas

Como proteger o rico bioma genético da região da floresta, diante da aproximação cada vez maior da agricultura. Uma parceria entre a Embrapa Agrosilvipastoril e a empresa Ecoarts Amazônia, entidade sem fins lucrativos, pretende promover a pesquisa de espécies frutíferas amazônicas com o replantio de espécies como bacurizeiro, camuçamuzeiro, muricizeiro, tucumazeiro, taperabazeiro e abricoteiro.

Os materiais genéticos são oriundos da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA), que já estuda o sistema produtivo dessas frutíferas. As mudas usadas no experimento vieram da capital paraense.

O pesquisador João Meneguci diz que o objetivo é o de capacitar viveiristas e comunidades para a produção de mudas e manejo dessas espécies. Além de popularizar essas frutíferas junto a população, a ideia é abrir futuramente uma nova fonte de renda devido ao potencial comercial dessas frutas.

A atividade de pesquisa faz parte do projeto Amazon Flora, liderado pela Embrapa Rondônia e aprovado junto ao Fundo Amazônia. A Ecoarts também fará aporte financeiro e apoio de mão-de-obra para condução do experimento.

Objetivo é capacitar viveristas e comunidade para a produção de mudas e manejo destas espécies

A ação é uma parceria da Embrapa Agrossivipastoril com a Ecoarts, chamada Floresta de Alimentos. A iniciativa prevê o plantio de mais de mil matrizes frutíferas em vias públicas, parques e escolas públicas de Sinop. Trata-se de um esforço para criar unidades de restauro florestal em cidades, áreas rurais e comunidades tradicionais e indígenas dentro da Amazônia brasileira a fim de evitar  a erosão genética, promovendo a propagação das espécies, a biodiversidade e a recuperação ambiental.

Cerca de 200 mudas das mesmas espécies da pesquisa foram plantadas em uma avenida da cidade de Sinop, próxima ao Parque Florestal.  No futuro, as frutas poderão servir de alimento para aves e primatas que circulam na região.

De acordo com a Ecoarts, as árvores plantadas nas áreas urbanas serão monitoradas por meio de tecnologia QR code, que permite o acompanhamento do desenvolvimento da muda, o georeferenciamento e o cálculo de crédito de carbono. Utilizando o celular, todo cidadão poderá se informar sobre a planta, compartilhar dados ajudando na sua conversação.

“O estado do Mato Grosso é o nosso lar, e dali atuamos para implantar e multiplicar ações de preservação, recuperação e educação ambiental em cidades, áreas rurais e comunidades tradicionais e indígenas dentro do perímetro da Amazônia Legal. Nossa visão de preservação é sistêmica e integrada e nossa rede de parceiros inclui governos, produtores rurais, ONGs, instituições públicas e privadas e a população local”, diz Marcia Martins, co-fundadora da Ecoarts Amazônia.

 

Parceria – A Ecoarts é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com sede em Sinop e São Paulo que utiliza materiais da floresta para a produção de artigos de decoração. As peças são vendidas em mercados internacionais e em grandes centros, com alto valor. Parte do lucro retorna à floresta por meio de projetos de revegetação, treinamento de comunidades tradicionais e coletores e financiamento de pesquisa. A Ecoarts fez uma parceria com a empresa portuguesa de porcelana de luxo Vista Alegre para a criação de uma coleção com motivos amazônicos. Os royalties da venda dessa coleção, lançada na Europa no início de 2019, são destinados ao projeto Floresta de Alimentos.

 

Mariuza Rodrigues. E-mail:  mariuzarodrigues2020@outlook.com.br.

 

AGRONOTÍCIAS

►Show Rural Coopavel – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), apresentar na 32ª edição do Show Rural Coopavel, que se realiza de 03 a 07 de fevereiro, em Cascavel (PR), mais de 50 inovações, além de lançar cinco novas tecnologias para atender as demandas do agronegócio brasileiro. São lançamentos: duas cultivares de soja (BRS 543RR e BRS 1061IPRO); uma cultivar de feijão do grupo calima (BRS FS305); uma cultivar de mandioca para a indústria (BRS 420) e o Mapa de aptidão de terras para o cultivo do eucalipto nos municípios formadores da Bacia do Paraná 3 e do município de Palotina.

As novidades da Embrapa serão demonstradas em três espaços distintos: na Casa da Embrapa, na Vitrine de Tecnologias e na Vitrine Tecnológica de Agroecologia “Vilson Nilson Redel”. Além desses espaços, a Embrapa também estará presente no Show Rural Digital, com palestras e interação com os parceiros e startups. A Embrapa é também co-realizadora do Fórum de Inovação

 

►Show Rural Digital – Uma das principais atrações do evento da Copavel é o Show Rural Digital que promove a Boot Camp (apresentação de startups a grupos de investimentos), Fórum de TI de Cooperativas do Brasil e Paraguai, Iguassu Valley Connect Show (fórum de inovação), Celepar Pitch Day, primeira reunião do Sistema Regional de Inovação de 2020, encontro do ecossistema Iguassu Valley, pitches e arena multiuso, com testes e apresentação de drones e veículos elétricos. O Show Rural Coopavel será de 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

►Comércio exterior – A Administração Geral de Aduana da China (GACC, órgão responsável pela sanidade vegetal e animal) publicou comunicado, dia 22 de janeiro, autorizando a importação de melão do Brasil. Em novembro, o Brasil fechou acordo com a China para viabilizar a exportação de melão. O acordo é simbólico por se tratar do primeiro entendimento sobre frutas com o país asiático.

A China é o maior mercado consumidor de melões no mundo – consome cerca de metade da produção mundial, o equivalente a 17 milhões de toneladas em 2017. Se o Brasil conquistar 1% do mercado chinês, o volume de exportações da fruta deverá dobrar. Em 2018, o Brasil exportou cerca de 200 mil toneladas de melão para diversos países, como Estados Unidos, Chile, Argentina, Uruguai, Rússia e União Europeia. A safra brasileira coincide com a entressafra na China.

O governo brasileiro ainda não foi notificado oficialmente, mas a medida entrou em vigor hoje. A China ainda irá publicar a lista de fazendas e estruturas de embalo para exportação (packing houses) certificadas para a venda ao mercado do país.

Técnicos da GACC inspecionaram fazendas produtoras de melão no Rio Grande do Norte e no Ceará, entre os dias 12 e 17 de janeiro de 2020. Os estados são os maiores produtores da fruta.

O objetivo da visita foi verificar as plantações nas áreas livres da mosca-da-fruta nos estados. Os técnicos foram acompanhados de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) e do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte.

 

 

 

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