EXPOSIÇÃO ONLINE: Instituto Tomie Ohtake apresenta exposição virtual ‘Aglomeração Antonio Henrique Amaral’

Antonio Henrique Amaral – Sob a luz do Cruzeiro do Sul, 1993 – Óleo sobre tela – 180 x 180 cm – Museum of Art, For Lauderdale (divulgação)

Preocupado em manter a função de difusor da produção artística do Instituto Tomie Ohtake, o curador do centro cultural, Paulo Miyada desenvolveu o projeto da exposição-processo Aglomeração Antonio Henrique Amaral, em parceria com o Acervo Antonio Henrique Amaral. O material começou a ser disponibilizado dia 28 de junho nas plataformas digitais e depois será disponibilizado no espaço da instituição, de acordo com cronograma a ser definido conforme evolução do quadro sanitário em São Paulo – o governador João Doria, anunciou que a reabertura de teatros, cinemas, museus, galerias, acervos, centros culturais, bibliotecas, casas de espetáculo, convenções e eventos culturais será já na fase 3-amarela do Plano São Paulo.
Do momento de lançamento do projeto até a reabertura dos centros culturais paulistanos, o que deve acontecer já no dia 27 deste mês, serão produzidos e divulgados nas redes do Instituto conteúdos semanais sobre as obras do artista, com destaque para sua produção em papel (gravuras, desenhos e estudos). Esses conteúdos incluem análises de obras, reflexões históricas, digressões ensaísticas e trocas de imagem e palavra com artistas jovens convidados a responder a obras específicas do artista.
“Justamente em um momento em que o caráter cáustico, desconcertante, trágico e vistoso da produção de Antonio Henrique Amaral parece mais do que atual (quase premonitório), as redes sociais do Instituto Tomie Ohtake se tornarão um farol que projeta suas imagens ao mundo”, afirma Miyada.

Segundo o curador, a partir da reabertura dos museus, uma das salas do Instituto irá dispor de forma despojada, similar a uma sala de estudos, diversas mesas com papéis do acervo do artista. Sem recursos expográficos rebuscados, obras e estudos ficarão abertos sobre mesas com vidros durante a exposição e revelarão alguns materiais inéditos, ao lado de itens consagrados como o álbum de gravuras O meu e o seu (1967).
“Ao longo de alguns meses, terá se produzido e divulgado um material substancioso, uma resposta sensível às incertezas deste momento em que nos vemos ameaçados por um bestiário de monstros visíveis e invisíveis e um fértil solo para as futuras iniciativas de investigação e apresentação de Antonio Henrique Amaral a serem desenvolvidas a partir de seu vasto legado”, completa Miyada

Instituto Tomie Ohtake
Aglomeração Antonio Henrique Amaral, no Instagram e Facebook aos domingos, e no site www.institutotomieohtake.org.br

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