ERIKA TAMURA: Tanabata Matsuri

O mês de julho no Japão é marcado pelas festividades do Tanabata Matsuri. Na tradução literal significa: Festival de estrelas.
Para entendermos melhor o significado, precisamos conhecer a lenda que deu origem ao Tanabata Matsuri. Uma lenda que tem mais de 2 mil anos, em que a princesa Orihime e o pastor de gado Hikoboshi se apaixonam. O pai da princesa, o poderoso Deus do reino celestial Tentei, os separou, morando cada qual em lados opostos da via láctea. Como a princesa ficou muito triste, o pai autorizou o encontro uma vez por ano, com a condição de que eles atendam a todos os pedidos vindos da Terra. E assim, esse encontro se dá no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar.
Como toda lenda, existe um fundo de verdade, para os mais céticos, podemos trazer para o mundo real. Esse encontro de fato acontece se pensarmos que, as estrelas Vega e Altair são respectivamente a princesa Orihime e o pastor Hikoboshi, pois de fato localizam-se nos extremos opostos da via láctea e juntam-se uma vez por ano.
Enfim, acreditando ou não, a verdade é que o mês de julho sempre foi a época de muitos festivais (matsuri) no Japão. São muitas festas com barraquinhas nas ruas, onde as pessoas vestem o famoso Yukatá (Tipo um kimono de verão).
Mas o que mais caracteriza o Tanabata, são os tanzoku, uma tira de papel colorido, onde escrevemos o nosso pedido e penduramos em ramos de bambus. Cada cor do tanzoku, possui um significado: amarelo-dinheiro, vermelho-paixão, rosa-amor, azul-saúde e proteção, verde-esperança e branco-paz. Depois, as tiras de papéis são queimadas com o intuito de que os pedidos cheguem até Orihime e Hikoboshi, para assim serem atendidos.
É uma lenda muito tradicional no Japão, que ainda se faz presente no dia a dia, mas devido à pandemia, todas as festividades nas ruas, foram suspensas. Uma pena. Mas em alguns lugares, como escola ou shoppings centers, existe o bambu e os papéis para que façamos os pedidos. Sei que no Brasil, esse costume se mantém no bairro da Liberdade em São Paulo.
Então que tal enchermos o bambu com pedidos de tanzoku azuis? No momento, é o que mais precisamos!

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