ERIKA TAMURA: Suga Yoshihide, novo primeiro-ministro do Japão

Desde segunda feira, dia 14 de setembro, à tarde, o Japão tem um novo primeiro ministro, Yoshihide Suga.
Suga ocupava o cargo de secretário geral e conselheiro de Shinzo Abe, mas na minha cabeça a imagem que tenho dele é a de porta voz do governo japonês, cargo que ocupou durante muitos anos.
Durante o seu discurso após a eleição parlamentar, Suga ressaltou que não tem tradição política familiar, como a maioria dos ministros no parlamento japonês, inclusive o seu antecessor, Shinzo Abe, vem de uma família tradicionalíssima no meio político.
Muitos japoneses viram com surpresa o resultado em que Suga foi escolhido o sucessor de Abe, mas quem convive no meio político sabia que a torcida do Abe sempre foi para que Suga assumisse. Afinal, além de ser conselheiro, Suga também sabia de todos os passos e objetivos de Shinzo Abe.
É um cargo com data de validade, pois esse mandato de Suga é válido até dia 21 de setembro de 2021. Analisando superficialmente a realidade, já podemos prever que, Suga terá muito trabalho pela frente. Digamos que, pegou uma bucha, usando o português bem claro.
Estamos no meio de uma pandemia, sem previsão para o seu fim, o Japão precisa realizar as olimpíadas que já foi uma vez adiada, sem contar com a economia, que sempre necessita de uma atenção especial para não desandar o país.
Abe, com seu abenomics, sabia o que estava fazendo, e Suga por sua vez, conhece cada detalhe dessa medida econômica, e ninguém melhor que Suga para entender os motivos e razões de cada decisão tomada por Abe. Suga sabe onde Abe queria chegar, portanto, mais que um governo transitório, acredito que, teremos um governo de continuidade. Sem maiores alterações, afinal a própria realidade já se incumbiu do assunto “surpresa” e “imprevistos”.
Agora é torcer para que tudo continue dando certo, e que Suga não se perca no deslumbre do poder. Pois Suga nunca foi tão poderoso assim em todo o seu currículo político.
Talvez a sua falta de carisma talvez seja um fator negativo, mas não podemos compara-lo com Abe. Afinal Shinzo Abe nasceu e foi criado para o cargo que ocupou. Diferentemente de Suga, que vem de família humilde e de agricultores, como ele mesmo disse em seu discurso.
Confesso que não estou empolgada, mas torço para que tudo dê certo. Mas também quem sou eu, não é mesmo, nem direito ao voto eu tenho, apenas uma residente no Japão e intrometida na política alheia.

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