ERIKA TAMURA: E vamos de crise…

Estamos vivendo uma pandemia, sim! Um momento delicado, sim!
Tenho acompanhado as notícias do Brasil, e acho que no Brasil tudo é mais complicado, pois além do problema com a saúde, existe um problema político. A briga entre presidente e governadores, de nada fortalece o país no momento atual, muito pelo contrário, enfraquece a tal ponto, que o medo e a incerteza chega a todo vapor para cima da população.
Não estou aqui opinando se quem está certo, ou quem está errado… Cada qual com seu ponto de vista, mas a minha opinião é que deveriam todos agir com consenso, e mais ainda, com bom senso!
Aqui no Japão, o primeiro ministro sofre com a oposição, mas em momentos críticos como agora, há uma coalisão de ideias, ou seja, governo e oposição têm o mesmo objetivo: o bem da nação.
Todas as atitudes tomadas pelo premiê japonês, Shinzo Abe, é debatido incansavelmente pela oposição, e muitas vezes há discussões no plenário, mas sempre que há um momento difícil, uma crise, um terremoto, o que acontece é que governo e oposição unem forças e juntos chegam num consenso em que salvará o país.
Por que no Brasil não é assim? É uma briga de egos, partidos, poderes, decisões, que parecem correr e não sairem do lugar. Lamentável!
E eu reforço o discurso que sempre fiz: esse poderia ser o momento de ascensão do Brasil! Em todos os aspectos! As empresas japonesas estão fazendo de tudo para tirarem as suas fábricas da China, e tentar ao máximo se desvencilharem do vínculo de dependência do mercado chinês. Era o momento do Brasil chegar e oferecer o que ele tem de melhor para as indústrias internacionais: expansão territorial, mão de obra e matéria prima. Em contrapartida, a economia ficaria aquecida. Seria o grande momento do Brasil!
E não somente isso, o Brasil possui uma característica ímpar, que é o fator humano. Já viram como o brasileiro é solidário? Pois é, eu que moro no exterior, posso falar isso com propriedade.
No Japão, não há arrecadação de alimentos, fundos, solidariedade, pela sua população. Pois todos acham que isso é dever do Estado. Até pode ser. Mas nós brasileiros somos cristãos e solidários por natureza. Está em nossas veias.
Acompanho todas as lives dos cantores brasileiros, e me arrepio com cada uma delas. Claro que a saudade do meu país e da minha Araçatuba contam, mas o propósito da doação me encanta. Não é a doação material propriamente dita, e sim, do coração e da alma. Artistas que disponibilizam do seu tempo e do seu talento para fazer algo para o bem, fãs que assistem, e não somente curtem o momento, mas doam, muitas vezes o pouco que tem, apenas para o bem de terceiros.
Não temos futebol, mas a Gaviões da Fiel no Japão não para o seu momento solidário, sempre muito ativa, e nos momentos mais críticos, trabalha muito! Sei que no Brasil também!
E é isso que poderíamos ensinar ao mundo, principalmente aos japoneses. Somos brasileiros e temos muito o que oferecer ao mundo, principalmente nos momentos difíceis.

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