Equipamentos – Carretilhas

A modernidade dos dias atuais sugere facilidade no acesso para as mais variadas informações de produtos e técnicas, seja qual área for do interesse do pesquisador.
Por: Mauro Yoshiaki Novalo
Saber garimpar as informações corretas e aplicá-las vai depender de um critério apurado e nem sempre isso é possível, se considerar que não se tenha conhecimento básico sobre o tema. Aliás, é erro comum imaginar que só de visualizar vídeos ou explicações na telinha do computador já está apto para executar o proposto. Todos sabemos que não é bem assim, muitos macetes estão escondidos no caminho. Claro que existem pessoas que absorvem a informação e conseguem imediatamente colocar em prática de maneira correta, mas na maioria das vezes não é assim que acontece. Seja porque a explicação não é tão clara assim, ou porque cada um de nós entende de forma diferente, um mesmo enunciado.
O pescador não foge à regra, e os conhecidos como pescadores virtuais, é até comum vê-los na beira dágua ou nos barcos a realizar algumas manobras no mínimo curiosas, para não dizer outra coisa. Claro que dependendo da situação pode até significar dano ou risco mais sério a si mesmo ou outra pessoa, então sempre é bom ter cuidado. Melhor ainda é sempre estar acompanhado de alguém mais experiente, que saberá dirimir suas dúvidas.

Carretilhas de perfil baixo

Colocação da linha
Para conseguir um perfeito armazenamento da linha em sua carretilha, é necessário estar atento para algumas coisas como:
– dar o nó de forma que fique firme, centralizado no meio do carretel
– o ideal é transferir a linha no mesmo sentido que está armazenado na bobina para não gerar torção
– abastecer sem exagero mas lembrar que pouca linha dificulta os arremessos, sendo que o processo deve ser executado com certa pressão para evitar que uma parte se “entranhe” no restante (o que pode resultar em cabeleira).
*cabeleira=uma parte da linha se enrola sobrepondo outra parte, travando o carretel da carretilha, impossibilitando recolher ou lançar, o que só será possível depois de desfazer todo o embaraço.
Observar a orientação do fabricante sobre a capacidade e bitola de linha adequada para o modelo utilizado.

Botão de sintonia fina ou freio mecânico
– regula a tensão sobre o carretel, deixando-o mais preso ou solto. Para que não haja *cabeleiras”, devemos regular o botão da seguinte forma:
Depois de montada sua vara com tudo que vai utilizar, chumbos, isca e etc ou sómente a isca artificial, girar este botão de maneira a fechá-lo completamente. Isto feito, destravar a carretilha como se fosse arremessar. Notará que a isca não irá descer, precisando liberar um pouco o botão citado e dar curtos toques de ponta de vara. Quando a isca estiver descendo lentamente e ao tocar no chão, a bobina da carretilha parar de girar é a situação ideal.

Freio magnético ou centrífugo
Auxilia no momento do arremesso, pois ele faz com que o carretel não gire mais rápido do que a velocidade da isca arremessada (se isto acontecer fatalmente terá cabeleira). Para regular, basta girar o botão do lado oposto da manivela e mantê-lo numa graduação entre 5 e 6. Caso continue embaraçando, aumente para 9 ou 10. Seu arremesso terá alcance mais curto, mas evitará cabeleiras. Alguns modelos apresentam este freio com buchas, que devem ser liberadas. Como no modelo que tem graduação, inicie seu treinamento com metade das buchas travadas.
Nos dois modelos, conforme sua experiência, você vai trabalhar de início com mais pressão no carretel e liberar aos poucos até que sinta confiança para trabalhar com menos ação deste freio.

Arremesso
Empunhe a vara, deixando as costas das mãos viradas para cima. Se estiver usando uma carretilha para destros, a manivela vai ficar voltada para cima. Com rápido movimento do pulso o arremesso sairá direto à frente.
Conheça os arremessos principais para carretilha e treine-os. Utilizar o peso específico para treinamento ou então uma isca artificial sem garatéias. Isto é essencial para evitar acidentes, para quem depois vai estar em cima de um barco, e com companheiros a bordo.

Técnica
Com o polegar acionar a trava de desarme para liberar (destravar) a carretilha, e manter com este dedo o carretel travado. Mirar aonde você quer lançar a isca, e empunhar como descrito anteriormente. Deixe uns 5cm a 10cm de linha solta. Assegure-se de que não tenha ninguém próximo ao alcance dos movimentos que irá executar com a vara.
Com um rápido movimento do pulso e cotovelo, manejar a ponta da vara direto para cima e depois para baixo. A vara se curva em direção ao alvo, sem esforço. A força deve ser aplicada quando a vara está atrás, que é o momento onde se acumula mais potência.
O peso da isca faz a vara se curvar. Então, quando a vara é puxada para baixo, liberar o carretel que estava preso pelo polegar. O carretel está livre – o momento exato de liberar o carretel é no ponto mais alto do arremesso, no ângulo próximo de 45°.
Com a isca arremessada e no seu campo visual (a linha está sendo liberada) ficar atento ao momento – que é um pouco antes da isca atingir a água – para dar um leve toque no carretel com o polegar, isto faz o carretel parar de girar e frear a linha. Para que o arremesso alcance a distância desejada, é treinar, treinar, treinar, ajustando velocidade do arremesso e a força empregada.
O mais importante é arremessar verticalmente, sem desvios laterais (obvio que em determinadas situações para conseguir colocar a isca no local desejado, serão necessárias técnicas diferentes e estes arremessos laterais). A mão deve estar com as costas viradas para cima e esta posição mantida até o final do arremesso.

Perfil alto
As carretilhas de perfil alto apresentam as diferenças: maior capacidade de linha e ausência de freio centrífugo ou magnético, contando somente com o mecânico, mas com um poder maior de tração, na comparação com as de perfil baixo.

Dicas
A fricção da carretilha está do lado do manete de recolhimento (formato de estrela), para facilitar o seu uso. É para apertar ou liberar a linha. Normalmente numa pescaria, iniciamos com ela totalmente fechada e numa briga com um peixe mais pesado ou forte, afrouxamos para não estourar a linha. Outra situação, é liberar um pouco a pressão, no final da briga, depois de duelar bastante com o troféu, e evitar o risco deste num último esforço, num pulo ou corrida romper a linha.
Depois de treinar e conhecer bem o seu equipamento, poderá aos poucos trabalhar com o freio mecânico cada vez mais solto o que ajudará bastante para obter arremessos mais longos. Cuidado com vento de frente, que além de diminuir a distância dos arremessos pode causar cabeleireiras indesejáveis.
Durante a pescaria, verificar sempre se a linha está com folga na armazenagem, caso positivo efetuar lançamentos longos e recolher até observar que está abastecido corretamente.
A vara para carretilha tem diferenças para o de molinete, mas isto é matéria para outras edições.

Ótimas pescarias!!!


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