Entidades se preparam para voltar à ‘normalidade’

(Divulgação)

Com o início da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2, todas as entidades tiveram que fechar suas portas e cancelar eventos programados – até pelo menos o mês de outubro. Com a comunidade nikkei não foi diferente. Passados pouco mais de dois meses, alguns estados têm flexibilizado a quarentena com o processo da reabertura gradual do comércio e de serviços não essenciais, como shoppings e comércio de rua, além de escritórios.
Em São Paulo, o governador João Doria anunciou a “retomada consciente” de algumas atividades econômicas desde que os municípios cumpram as metas estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde.

Pavilhão Japonês, que fica dentro do Parque do Ibirapuera (arquivo)

Bunkyo – Em tese, por enquanto não significa muitas mudanças para as associações e entidades nikkeis, que devem continuar fechadas ou com atendimento restrito ao público. A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo – considerada a principal entidade representativa da comunidade japonesa, convocou seu Comitê de Crise pra discutir o assunto. Na reunião, realizada no dia 29 de maio, ficou decidido que a entidade deve aguardar a orientação que a Prefeitura irá dar setorialmente.
Quanto à biblioteca, que tem 90% de seus frequentadores idosos, portanto, do grupo de risco, o Jornal Nippak apurou que, “se reabrir será 2 ou três dias da semana e somente para retirada e devolução de livros”.
A expectativa era que pelo menos a Secretaria reabrisse a partir desta semana, mesmo assim com horário reduzido. “Em pequena parte, somos escritório, o que permite a reabertura, mas em grande parte somos centro cultural, museu e biblioteca, portanto, sujeito a orientação específica da Prefeitura”, explicou o secretário administrativo Eduardo Goo Nakashima, lembrando ainda que o Bunkyo administra também o Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera, “que só será reaberto com a reabertura dos espaços públicos”.

Japan House São Paulo deve voltar, primeiro, com o escritório (divulgação)

Japan House – Quem também se encaixa na fase 5 (azul), a última a ser reaberta, é a Japan House São Paulo. O diretor de Operações e Eventos, Claudio Kurita, disse ao Nippak que a reabertura deve ocorrer em duas fases. Na primeira, deve ser reaberto apenas a parte de escritório enquanto a visitação pública deve ser retomada apenas na fase 5.
Durante o período de quarentena, a JHSP vem trabalhando com o projeto #jhsponline, um programa especial e inédito com objetivo de reforçar e manter o compartilhamento das diferentes vertentes do Japão contemporâneo para os apaixonados pela cultura nipônica através das redes sociais.

Para Kenren, atividades presenciais ainda devem demorar (arquivo)

Kenren – Para o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias Japonesas no Brasil), Toshio Ichikawa, “paradigmas estão mudando e o Kenren irá navegar nessas mudanças concentuais e tecnológicas, sem fronteiras geográficas, unidos nos objetivos expressos e aceitos por todos”. Ele argumenta que essa nova ferramenta será muito útil para as associações, que tem uma rede geaograficamebte distribuída pelo Brasil, e pode trazê-los a mesma sala de reunião virtual, olho no olho”.
Segundo ele, “nos próximos 60 a 90 dias, o Kenren não terá condições de promover encontros com muita gente”. “Isso só via redes sociais. Mas eventos tradicionais teremos que realizar virtualmente”, destacou.

Consulado – Já o Consulado Geral do Japão em São Paulo, informa em seu site que os serviços continuam restritos. O atendimento está sendo feito das 9 ao meio-dia e a solicitação é “para que os pedidos de atendimento sejam restritos aos casos que realmente necessitam de urgência, e deixem de fazer os pedidos de atendimento nos casos não emergenciais”.

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