Em tempo de quarentena, aproveite para verificar seus equipamentos e deixá-los prontos para a próxima pescaria.

Hora de conferir a tralha e ver se tudo está em ordem!!!
Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Organização e disciplina ajudam muito na hora de arrumar sua tralha e ver se tudo está em ordem, seja sua próxima pescaria, depois do isolamento social, em rios, represas, lagos, mar ou pesque-pague.
Para a caixa ou bolsa de pesca é simples, basta tirar tudo e proceder uma limpeza geral. Alicates, anzóis, bóias, chumbadas, apoiadores e etc merecem uma lavagem e depois secar em ambiente que receba sol indireto. Aproveite a ocasião para conferir o que falta e ver o que vai precisar repor.
ATENÇÃO se voltou de uma pescaria em mangues ou água salgada, e não o fez antes é a hora para lavar varas, molinetes ou carretilhas, iscas artificiais (mesmo que não as tenha utilizado mas que foram na caixa de iscas) e tudo passível a ação de oxidação da maresia. Observe muito bem se não tem pontos de ferrugem aparentes, se tiver é proceder a melhor manutenção possível. No caso de anzóis ou garatéias, remover a ferrugem, lavar, secar e depois guardar com um pouco de talco.
O ideal é sempre depois de retornar da pescaria, na hora do banho, aproveitar a água morna do chuveiro para enxaguar tudo e depois, colocar para secar longe do alcance da criançada e animais domésticos.
Areia causa estragos se penetrar num molinete ou carretilha, podendo causar sérios danos nos componentes internos. Se ao manivelar sentir que está travando ou escutar barulhos estranhos, pare imediatamente de usar e reserve este equipamento para uma manutenção completa.
Se não é expert em montagem e desmontagem, programe periodicamente para levar seus equipamentos (molinetes, carretilhas e varas) para uma manutenção mais apurada em lojas especializadas. Além de facilitar se for preciso trocar qualquer componente, vai prolongar a vida útil do equipamento. Se suas pescarias são em água doce, o intervalo pode ser de 10 pescarias para a revisão. Se forem em água salgada diminua o tempo.
Para vistoriar as varas de pesca – depois de lavados e secos – utilizar um chumaço de algodão. É passar como se fosse a linha de pesca por dentro dos anéis dos passadores, e caso algum fiapo se prenda é sinal que precisará trocar (pois pode cortar sua linha numa briga com peixe). A sujeira impregnada no cabo de cortiça, pode ser removida passando um pouco de sabão ou pasta dental, esperar uns segundos, e com uma flanela ou esponja macia molhada na água remover tudo.
Obs: alguns pescadores adquirem a vara e não tiram o plástico que reveste o cabo. Isto além de dificultar a “pegada” – pois fica escorregadia, pode acumular água criando pontos de mofo. O cabo seja de neoprene ou cortiça foi desenvolvida para ser usada sem nenhum tipo de proteção. Uma lavagem com água já retira muito da sujeira ou pó e é a pré-manutenção indicada.
Outro cuidado a considerar é como levar nosso equipamento principalmente as varas de pesca. Usar porta-varas, além de facilitar o transporte garante a integridade delas.
Quando estiver navegando, lembre-se de envolver as carretilhas ou molinetes com capinhas de proteção. Isto evitará riscos ocasionados pela batida dos conjuntos entre si ou nas bordas do barco, e danos mais sérios quando estiver em locomoção. Não esquecer de prender as iscas artificiais ou anzóis para evitar acidentes com os ocupantes da embarcação.
Equipamentos bons e de marca tem um preço alto, levando isto em consideração por que não pensar na proteção destes? Quem investe R$ 800,00 ou mais numa carretilha ou vara, o que custa pagar bem menos num protetor de neoprene ou similar para proteger contra arranhões ou batidas?
Aliás, muitos fabricantes já enviam protetores, que literalmente vestem os equipamentos. Mas é comum o pescador não fazer uso nem para transportar, muito menos quando está no barco, pescando. E é justamente nessa ocasião que você pode ver a carretilha – adquirida a muito custo – bater no casco do barco durante a navegação. Isto pode resultar em marcas e riscos ou então numa pancada mais sacudida, danificar seriamente alguma peça.
É usual ver nos torneios ou pescarias, barcos caros e equipados, com varas batendo seco durante a navegação. Mesmo o mais curto do trajeto pode danificar ou causar um estresse (que mais tarde resulta em ruptura) nas varas e o que não dizer dos molinetes e carretilhas? Não sai mais barato gastar um pouquinho para fornecer proteção a estes artigos tão valiosos?
A sugestão é literalmente cobrir seus equipamentos, ter uma boa bolsa ou caixa de pesca para guardar as caixas de iscas, os apetrechos soltos, e toda hora que for mudar de lugar, gastar alguns minutos para proteger sua tralha. Atualmente existem protetores almofadados, flutuantes e etc para usar inclusive com os equipamentos montados, o que facilita e muito. Alguns de secagem rápida – um plus a mais.
Usar capas e porta varas para quem quer conservar o seu equipamento sem riscos, significa utilizá-los por muito tempo. Um cuidado preventivo para não correr o risco de ver a vara quebrar justamente na hora da briga com o peixão tão desejado!
Nos traslados utilizar dos protetores adequados e destinados para a função, pois uma tralha bem organizada não é apenas sinônimo de facilidade na hora de procurar o que precisa, mais do que isso, é a certeza de não ter gastos extras com manutenção.
No mais, é se proteger do sol e insetos, com vestuário destinado a esportes outdoors isto é com proteção solar sejam roupas leves e confortáveis, boné, óculos escuros e hidratar o corpo, ingerindo muito líquido nestes dias de baixa umidade!l!
Quando for possível, ótimas pescarias!!!


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