ELEIÇÕES 2020: Em visita ao Museu da Imigração Japonesa, Bruno Covas reforça laços com a comunidade nikkei

Bruno Covas com os vereadores George Hato e Aurélio Nomura, Lidia Yamashita e Renato Ishikawa (Aldo Shiguti)

Líder nas últimas pesquisas eleitorais – que o colocam cerca de 5%, em média, à frente do segundo colocado, o candidato Celso Russomano (Republicanos) – o prefeito de São Paulo e candidato à releição pelo PSDB, Bruno Covas, fez campanha no último dia 29 no bairro da Liberdade, em São Paulo. Pouco antes do meio-dia, ele esteve no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), considerada a principal entidade representativa da comunidade japonesa no país e responsável pela administração de equipamentos como o Centro Esportivo Kokushikan Daigaku, em São Roque (SP); o Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera (zona Sul de São Paulo) e o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB), localizado no prédio do Bunkyo, na Rua São Joaquim, no coração de São Paulo. E foi o Museu, que possui um acervo de mais de quase 100 mil itens pertencentes aos imigrantes japoneses – como fotos, jornais utensílios domésticos e de trabalho, além de uma réplica de uma cabana usada poelos pioneiros – o ponto escolhido por Covas para reforçar seu compromisso com a comunidade japonesa. Quinze dias antes, o espaço, que reabre suas portas para o público nesta quinta-feira (5) – confira matéria no Portal do Jornal Nippak (https://www.jnippak.com.br/2020/com-agendamento-e-horarios-reduzidos-museu-da-imigracao-japonesa-reabre-para-visitas-no-proximo-dia-5/) – já havia recebido a visita de Russomano. Andrea Matarazzo, do PSD, foi outro candidato à prefeitura paulistana a visitar o local.
Recepionado na portaria pelo presidente do Bunkyo, Renato Ishikawa, e por um dos vice-presidentes da entidade, Carlos Kendi Fukuhara, Bruno Covas já era aguardado também pelos vereadores e candidatos à reeleição, Aurélio Nomura (PSDB) e George Hato (MDB), além de uma multidão de jornalistas e fotógrafos.

Momotaro – O prefeito subiu rapidamente para o sétimo andar, onde iniciou sua visita cicironeado pela presidente da Comissão de Administração do MHIJB, Lidia Yamashita, cujo filho, Cezar Jun Yamashita estudou com Bruno Covas no Colégio Bandeirantes, na zona Sul de São Paulo, uma tradicional instituição paulistana de ensino muito fequentada por descendentes de japoneses. Como ele próprio explicaria depois, essa não é a sua única ligação com a comunidade japonesa. Como bem lembrou o prefeito, o seu filho, Tomás, de 14 anos, é descendente de japoneses. “Não tenho sangue japonês, mas meu filho tem. Era o meu pequeno momotaro”, disse ele, referindo-se à lenda do Menino Pêssego, popular herói do folclore japonês.
Depois do sétimo andar, Covas seguiu para o nono andar, onde pintou o olho esquerdo do daruma – pela tradição, ao pintar o olho do amuleto a pessoa deve fazer um pedido e, se for atendido, deve pintar o outro olho em forma de agradecimento – e ganhou livros. Depois, concedeu uma mini coletiva em que agradeceu a recepção.
Agradeço a contribuição que toda a colônia japonesa deu para a construção da cidade de São Paulo, seja do ponto de vista da geração de emprego, seja do ponto de vista da gastronomia, das atividades culturais, enfim, uma quantidade imensa de valores que a comunidade trouxe e implementou aqui na cidade de São Paulo, sendo uma grande referência para todos nós”, disse o prefeito.

Diversidade – Segundo ele, São Paulo é “a cidade que se orgulha da sua diversidade”. “É a cidade de todas as cores, de todos os credos, de todas as raças e de todas as religiões. Venho aqui hoje visitar a colônia japonesa, uma das tão importantes para a construção da cidade de São Paulo. Sou suspeito de falar já que meu filho também é descendente de japoneses e já que eu sou formado em Kumon e, portanto, algo muito presente na minha vida”, destacou Bruno Covas, que disse ainda que “São Paulo é uma cidade que tem a sua força nos seus migrantes e imigrantes, gente do Brasil todo e do mundo inteiro que escolheram a cidade de São Paulo para empreender e para crescer porque a cidade abriga a todos”. “Em nome desta diversidade a gente vem aqui fazer essa visita”, concluiu.

Parceiro – Para Aurélio Nomura, a visita foi muito positiva. “O prefeito é um grande pareceiro da comunidade nikkei e com essa visita demonstrou que pretende estreitar ainda mais essa relação”.
Uma coisa curiosa que ele nos revelou é que de tanto a ex-sogra cantar canções de ninar em japonês para o seu filho, ele também acabou aprendendo alguma coisa”, brincou Nomura.
De lá, o prefeito seguiu para o Espaço de Eventos Hakka, que fica a poucos metros do Bunkyo.

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