Dirigente do COI cita o Brasil ao cogitar o cancelamento das Olimpíadas de Tóquio

O vice-presidente do Comitê Olímico Internacional (COI), John Cotes, afirmou, no último dia 22, que as Olimpíadas de Tóquio podem deixar de ocorrer, mesmo com a descoberta de uma vacina contra a doença. Em decorrência da pandemia, os Jogos Olímpicos foram adiados para julho do ano que vem (de 23 de julho a 8 de agosto).
A declaração do dirigente que também preside o Comitê Olímpico Australiano (AOC, sigla em inglês), foi feita durante debate promovido pelo jornal australiano News Corp. O dirigente mencionou a situação do Brasil para justificar sua opinião.
“O primeiro-ministro [japonês Shinzo] Abe diz que os jogos só podem acontecer em 2021. Não podemos adiar novamente e temos que assumir que não haverá vacina ou, se houver, ela não acontecerá. ser suficiente para compartilhar em todo o mundo. Temos problemas reais porque temos atletas que vêm de 206 países diferentes. Ontem, houve 10.000 novos casos no Brasil. Pouquíssimos países estão tão avançados para lidar com isso [covid-19] quanto a Austrália”.
Até esta terça-feira (26), o Brasil registrava mais de 390 mil casos confirmados de covid-19 e mais de 24 mil mortes.
Coates considera o mês de outubro decisivo para os organizadores terem uma ideia de como vão planejar a Olimpíada. “Em outubro deste ano, se houver sinais de que ele [o novo coronavírus] está sendo contido, mas não erradicado, então estaremos começando a trabalhar, e estamos nos preparando para isso agora, para os diferentes cenários nos quais o esporte pode ocorrer”.

Dúvidas – O dirigente também elencou algumas dúvidas que só poderão ser sanadas nos próximos meses. “Colocamos em quarentena a Vila Olímpica? Todos os atletas quando chegam lá entram em quarentena? Restringimos a presença de espectadores nos locais? Separamos os atletas da zona mista onde a mídia está?. Pode ser uma Olimpíada muito diferente das que estamos acostumados”, concluiu.
Nesta segunda-feira, 25, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou oficialmente o fim do Estado de Emergência na região metropolitana de Tóquio e na província de Hokkaido, no norte do país. Desta forma, nenhuma província japonesa encontra-se mais em Estado de Emergência.
(com informações da Agência Brasil)

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