Cultura Japonesa Vol. 3 – Soichiro Honda e Takeo Fujisawa – Cultura corporativa japonesa

Cultura corporativa japonesa

Soichiro Honda e
Takeo Fujizawa

Uma vida perseguindo sonhos


Texto original em japonês de Masaomi Ise 
Referência: (1) Soichiro Honda “Honda Soichiro Yume wo Chikara ni” (Soichiro Honda, dos sonhos, energia) Editora Nikkey Business, 2001

Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 3, de Agosto de 2016


 

 

Soichiro Honda (esquerda) e Takeo Fujisawa, na época em que trabalhavam juntos e compartilhavam o grande sonho (Imagem extraída da página oficial da HONDA, sob “Coisas que queremos deixar para gerações seguintes – 50 Anos de evolução contínua”)

 

 

 

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Honda, líder do mercado de motocicletas no Brasil, ocupa hoje uma posição de destaque no mundo, mas logo após o término da guerra, em 1949, não passava de uma fabriqueta de Hamamatsu, Provínica de Shizuoka. Conquistou essa posição enquanto Soichiro Honda e Takeo Fuijzawa perseguiam o sonho de se tornarem os “maiores fabricantes do mundo de veículos sobre duas rodas”. Surgirá também no Brasil alguma indústria de porte mundial? Como se cria uma indústria desse porte? Com que mentalidade? (A redação – Jornal Nikkey Shimbun)

 

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“Fomos felizes, não?”

 

No verão do ano de 1973, Soichiro Honda, presidente da Indústria Honda Giken se achava na China em viagem de negócios. Nesse ínterim, surgia uma notícia inesperada: “O presidente Honda e o vice-presidente Fujisawa estão renunciando!” Honda estava regressando. Uma invasão de repórteres tomava conta do Aeroporto de Haneda. O desejo do vice-presidente Fujisawa de deixar o cargo foi divulgado nessa hora pelo diretor-gerente Nishida que os atendeu. Fujisawa já viera dizendo desde certo tempo a Nishida: “Este será o meu último período como vice-presidente. Eu vou me retirar do cargo. Avise o presidente Honda.” Sucessores estavam preparados, o carismático Honda atingira seus limites. Nada mais o prendia, e decidia abandonar o cargo na oportunidade em que a empresa completava 25 anos de fundação.

Honda compreendera de imediato a intenção de Fujisawa. Dissera a Nishida: “Eu sou presidente porque tenho Takeo Fujisawa comigo. Se ele vai embora, eu o acompanho. Saio também.” Já no Aeroporto, em entrevista à imprensa, Honda comentava sorrindo: “Minha renúncia já estava combinada há muito tempo com o vice-presidente Fujisawa. A notícia vazou por acaso em minha ausência, durante a viagem. Foi só isso.”

A renúncia de ambos foi oficializada na Assembléia Geral dos Acionistas, ocorrida em outubro. Honda, aos 65 anos de idade, e Fujisawa, aos 61 anos. Não eram idades para se retirarem, todos diziam. Ambos não haviam permitido que seus filhos ingressassem na empresa. O sucessor escolhido foi Kiyoshi Kawashima de 45 anos, primeiro funcionário de formação superior contratado na época em que a Honda Giken era ainda uma pequena fábrica. Isso rendeu elogios da imprensa, que considerou “uma sucessão límpida e sem traumas”.

Em uma reunião realizada após a confirmação da renúncia, Honda e Fujisawa trocaram o seguinte diálogo:

– Até que foi razoável, não? – perguntou Honda.
– Sem dúvida – respondeu Fujisawa.
– Fomos felizes.
– Sim, realmente felizes. Eu lhe agradeço de coração.
– Eu também lhe agradeço. A vida foi boa.

A conversa terminou aí.

 

O encontro de Honda com Fujisawa

 

O profético encontro de Honda com Fujisawa se deu em agosto de 1949, num barracão de Asagahara, em Tóquio. A cidade mostrava ainda os escombros dos bombardeios sofridos, quatro anos após o fim da guerra. A esperança de recuperação ardia no coração das pessoas, mesmo na miséria em que se encontravam.

Honda, o “inventor maluco de Hamamatsu”, queria “ir a Tóquio para produzir motocicletas para valer”, mas carecia de dinheiro. Fujisawa era dono de uma serraria em Fukushima, e queria “associar-se a um técnico ambicioso e vender produtos fabricados por esse técnico”. Bastaram uns poucos minutos para os dois se afinarem já desde o primeiro encontro e definirem suas participações. Honda seria responsável pela produção e Fujisawa iria atrás de dinheiro. Venderia sua serraria para obter capital, decisão tomada nesse instante.

A partir de então passaram a conversar sobre planos futuros. Conversavam todos os dias até a meia-noite para reiniciar na manhã seguinte desde as 7 horas. Passavam o dia inteiro juntos, mas mesmo assim, a despedida era difícil. Isso prosseguiu por dois ou três anos, durante os quais eles esgotaram praticamente os assuntos da vida inteira. Mas depois, conseguiam entender-se com alguns poucos encontros por ano. Por essa razão, Honda entendeu imediatamente os sentimentos de Fujisawa quando ele disse: “Eu vou parar”.
Fujisawa diz o seguinte sobre os encontros:

“A conversa dele me despertava, uma após outra, infinitas ideias. Eu devia cumprir a missão de construir trilhos para essas ideias, e deixar que os sonhos de Honda disparassem por eles. Foi o que pensei.”

 

“Logo seremos
o maior fabricante de veículos
de duas rodas em todo mundo”

 

Em março de 1950, a indústria Honda estabeleceu em Tóquio um modesto escritório de negócios em Yaesu com o capital aportado por Fujisawa.

Kihachiro Kawashima ingressou na empresa em 1951 após graduar-se em curso superior. Ouvira que uma empresa interessante conhecida por “Honda”, produtora de motocicletas, recrutava vendedores, e foi até Hamamatsu procurá-la. O próprio Honda, dono da empresa, apareceu diante dele em macacão. Pela aparência, poderia se dizer um simples dono de oficina como tantos outros. Mas eis que ele declarava sem mais nem menos que logo seriam o maior fabricante de motocicletas do mundo, como se fosse a coisa mais simples da vida.

Orientado a procurar Fujisawa em Tóquio se quisesse trabalhar com vendas, Kawashima se dirigiu ao modesto escritório em Yaesu ao lado de uma peixaria. Fujisawa o atendeu empunhando um matador de moscas, porque as da peixaria incomodavam. E segurando o instrumento nas mãos, lhe explicou que “o Soichiro Honda será capaz de produzir com certeza o melhor produto do mundo. Meu trabalho consiste em descobrir como vendê-lo”. Fortemente atraído pela personalidade de ambos, Kawashima decidiu-se de imediato a ingressar na empresa.

Honda costumava nessa época, sempre que lhe vinha à cabeça a ideia de um novo motor, agachar-se e desenhá-lo com giz no chão da fábrica para mostrá-lo aos seus técnicos. Detestava copiar produtos já existentes. Se alguém lhe apresentava um projeto, era o primeiro a perguntar: “Onde está a novidade? Onde está a diferença em relação ao produto dos concorrentes?”

O dia começava com uma reunião matinal. Ele subia em um caixote de laranjas e repetia: “Seremos os primeiros do mundo!”

 

O modelo “Dream”

 

Até então, Honda se limitara a vender bicicletas tracionadas por um motor que o antigo exército japonês usava para acionar geradores de radiotransmissor. A guerra terminara havia pouco tempo. Nas ruas o trânsito estava caótico, havia pouca gasolina. Nessas circunstâncias, a bicicleta motorizada vendeu bem. Mas não era veloz e nem resistente. Honda desejava produzir uma motocicleta com arcabouço robusto e motor potente.

Agosto de 1949, época do encontro com Fujisawa. Nascia a motocicleta modelo “Dream” da contribuição de ideias de todos os técnicos da empresa. O próprio Honda deu o nome “Dream” (sonho) ao modelo, que realizaria seu sonho de velocidade. A fábrica Honda produziu até outubro de 1997 um total de 100 milhões de motocicletas. O “Dream” foi o primeiro modelo produzido.

Primeira motocicleta da série “Dreams” à venda no mercado em agosto de 1949 (Wikipedia Commons)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bem recebido no mercado, bastava produzir para ser vendido. Sua invenção agradara, estava sendo útil à sociedade. Isso lhe dava muita alegria.

 

“Um bom produto
não encontra fronteiras”

 

Nessa época, produtos japoneses não conseguiam vencer a concorrência dos estrangeiros. Os produtores sobreviviam à custa dos incentivos à exportação e das limitações à importação pedidas ao governo. A continuar essa situação, os japoneses seriam cedo ou tarde engolfados pela onda de liberalização do comércio internacional ou isolados no mundo, que veria no Japão um mercado fechado. Para Honda, porém, “um bom produto não encontra fronteiras”. Acreditava que, se pudesse desenvolver a tecnologia e criar o melhor produto do mundo, ninguém procuraria importar produtos estrangeiros. A exportação cresceria sozinha, sem qualquer esforço.

Mas para fabricar o melhor produto do mundo seriam necessárias máquinas de alta qualidade. As máquinas produzidas nessa época no Japão não proporcionavam a precisão requerida. Fujisawa compreendeu a aflição de Honda. Disse-lhe: “Presidente, vá comprar todas as máquinas que precisar!” – e fez com que ele importasse 450 milhões de ienes em maquinário, quando o capital da empresa não passava de parcos 60 milhões de ienes. A recessão assaltou o Japão logo depois em 1952 e 53, obrigando Fujisawa a correr desesperado atrás de dinheiro para sustentar a empresa.

Moeda estrangeira era nessa época uma preciosidade. Mas Honda resolveu utilizar esse bem precioso do povo japonês pois mesmo que falisse, como chegou até a pensar, as máquinas que comprara estariam lá. Sete anos depois, as exportações ultrapassavam 1 milhão de dólares compensando a moeda estrangeira gasta nas importações. Quando isso aconteceu, Honda reservou o teatro de shows de Shinjuku, convocou todos os seus funcionários do país inteiro e realizou uma enorme comemoração.

 

O desafio da competição
 da Ilha de Man

 

A ilha britânica de Man sediava a competição anual TT (Tourist Trophee) de motociclismo que atraía os melhores produtores de motocicleta do mundo. Em março de 1954, Honda declarou que iria participar dessa competição.

“Meu sonho desde criança era ser campeão mundial de corrida de automóveis dirigindo um carro feito por mim mesmo. …

É necessário por em teste a capacidade real da indústria mecânica japonesa, ela deve ser exibida ao mundo. A nossa Honda Giken tem por missão inspirar a indústria japonesa.

Eis a minha decisão: participaremos da competição TT, e nos empenharemos a fundo em obter a vitória, exercitando nossa criatividade. Isso eu juro juntamente com todos vocês.”

Honda decidia enfrentar o desafio da competição TT da Ilha de Man por dois motivos: Primeiro, porque não havia como arrebatar o mercado mundial de motocicletas das mãos dos italianos e alemães a não ser obtendo boa colocação nessa competição. E isso permitiria atingir as metas de exportação. Segundo, porque queria devolver aos japoneses o orgulho nacional abalado pela guerra recém terminada conquistando ela técnica o Grand Prix, como fez o nadador Hironoshin Furuhashi ao conquistar sua medalha.

Três meses após a declaração, Honda foi a Man assistir uma corrida real e se assustou. As motocicletas italianas e alemães conseguiam dar o triplo da potência das motocicletas Honda, na mesma classe de motores. Mas o susto foi logo suplantado pelo espírito contestador de Honda. Se os estrangeiros conseguiram, por que não os japoneses? Regressando ao Japão, Honda criou imediatamente um departamento de pesquisa e se pôs a estudar a fundo essa questão.

Com 5 anos de pesquisa, Honda participou pela primeira vez na competição de 1959. Acabou em 6º lugar, mas em 1961 venceu o grande prêmio da corrida TT e conquistou a taça de campeão. De quebra, venceu também as corridas na Espanha, França e Alemanha Ocidental. Honda alcançara finalmente seu sonho. Produzira a melhor motocicleta do mundo.

 

O grande sucesso do Supercub

 

Enquanto Honda se interessava mais por motores potentes e velozes, Fujisawa prestava atenção ao mercado. O mercado ingressava em uma fase em que máquinas de lavar, aspiradores e geladeiras entravam em voga e eram considerados “produtos sagrados”. As rédeas do consumo passavam às mãos das donas de casa. Fujisawa pediu então a Honda que, em lugar de truculentas motocicletas com motores potentes à mostra, produzisse motocicletas de 50 cc destinadas às mulheres, quase um eletrodoméstico.

Honda respondeu:
– O quê? Motocicleta de 50 cc? Não dá, onde já se viu isso?

– Se não der, Honda Giken não vai mais crescer daqui para o futuro – advertiu Fujisawa.

Honda replicou dizendo que esse tipo de motocicleta não existia em lugar nenhum, nem no estrangeiro.

Fujisawa insistiu: “É por isso que estou lhe pedindo que construa”.

O desafio de Fujisawa estimulou o técnico competitivo que havia em Honda. Gastou 1 ano e 8 meses em pesquisas, um longo período, e produziu em 1958 o modelo Supercub. Fujisawa colocou-o à venda por um preço tão baixo que só dava para cobrir os custos se vendesse 30.000 unidades por mês, quando as vendas mensais no Japão inteiro não atingiam mais que 40.000 motocicletas. O polietileno foi utilizado para proporcionar ao modelo elegantes linhas curvas, que contribuíram para a grande popularidade alcançada. O Supercub, obra prima idealizada por Fujisawa e concretizada pela criatividade de Honda, continuou a ser produzido sem grandes modificações e, no final de 2002, atingiu o total de 35 milhões de unidades produzidas.

“Super Cub 110”. A palavra “Cub” significa, em inglês, filhote de animal feroz como urso, e mesmo com potência de escape baixa, o modelo enfatizava sua potência poderosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Estados Unidos são indubitavelmente
o palco principal de batalha para
a realização do sonho da Honda

 

Em 1959, fundava-se nos Estados Unidos a American Honda, uma empresa de vendas. O objetivo era exportar o Supercub. Kihachiro Kawajima foi enviado para o país como gerente. Entretanto, Kawajima havia sugerido que melhor seria iniciar pelo sudeste asiático do que pelos Estados Unidos, isso porque a América era o país do automóvel onde a motocicleta era vista como um veículo de arruaceiros em blusões de couro, cuja venda não passava de 60 mil unidades por ano.

Mas Fujisawa pensava diferente: A América sim, seria o principal palco de batalha da realização dos sonhos da Honda. Um sucesso na América, bastião do capitalismo e centro da economia mundial, se espalharia pelo mundo inteiro. Inversamente, qualquer produto rejeitado nos Estados Unidos jamais conseguiria o mercado internacional. Começar pela América era imprescindível.

O Supercub passou a ser preferido também pelos americanos. O desenho do modelo, que permitia às mulheres dirigir sem receio de que a saia do vestido fosse desarrumada, derrubou a imagem da motocicleta como veículo de arruaceiros. O preço fixado de 250 dólares permitia até a compra por estudantes universitários que viviam de “bicos” de trabalho, e começou a atrair a atenção deles como condução ao campus universitário. Um anúncio na revista “Life” promoveu a imagem de um produto popular, elegante e econômico.

Uma fábrica foi construída em 1978 no Estado de Ohio para iniciar a produção local do modelo. Depois disso, a Honda obteve sucesso também na produção de veículos sobre quatro rodas, levando os Estados Unidos a admitir que “a Honda contribui para a economia americana”, mesmo durante o período de intensificação dos atritos comerciais entre Japão e Estados Unidos.

Atualmente, a Honda fabrica no Japão apenas 20% das suas bikes. Fujisawa estava certo: um sucesso nos Estados Unidos se espalha pelo mundo todo.

 

99% de fracasso

 

Honda e Fujisawa concretizaram seus sonhos, mas o caminho trilhado por eles não foi nada fácil. Honda pronunciou o seguinte discurso quando se retirou:

“Pensando bem, passamos por muitos fracassos e sofrimentos. Imagino também que tenha importunado muita gente com pedidos desarrazoados. Fato é que, por trás do sucesso de um novo e grande empreendimento, existe um acúmulo de experiência em estudos e esforços, 99% dos quais terminaram em fracasso. Isso é importante. Penso que chegamos onde chegamos porque todos compreenderam essa realidade …

A expressão “Visão Global” que está no início da nossa proposta de Política Corporativa significa manter grandiosidade de espírito para não copiar o que os outros fizeram e nem recorrer a mentiras ou enganações.

Uma cultura de respeito à criatividade, de bem tratar os nossos contatos, clientes e comunidades regionais do país, enfim, a toda sociedade que direta ou indiretamente se relacionam conosco, se cristalizou na nossa empresa por obra do empenho de todos e com o apoio de pessoas externas compreensivas.

Quero que prossigam doravante abrigando sonhos elevados em seus corações, dando curso livre à energia juvenil, colaborando mutuamente, e criando uma empresa ainda mais harmoniosa que hoje, digna de se trabalhar, mundialmente apreciada, e comprometida com a sociedade. Vocês construirão a maravilhosa Honda de amanhã.”

As referências à empresa Honda bem poderiam ser lidas “nossa Pátria”, para que nós, homens e mulheres da geração moderna, possamos melhor apreciar essa mensagem. 

 


Capítulo extraído do livro Cultura Japonesa Volume 3.

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Cultura Japonesa – Vol.3

Autores: Masaomi Ise, Masayuki Fukasawa
Tradução: Shintaro Hayashi
Revisão português: Aldo Shiguti
Edição: Editora Jornalística União Nikkey Ltda. – Jornal Nikkey Shimbun
Redator-chefe: Masayuki Fukasawa
Publicação: Biblioteca Jovem de São Paulo, de Agosto de 2016

Biblioteca Jovem de São Paulo
Diretora: Lena Maki Kitahara
Colônia Pinhal, CxP 80 – CEP 18230-000
São Miguel Arcanjo, SP

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