Como reativar os “Kaikans” com o tênis de mesa?

Marcos Yamada (à esquerda), que acumula 49 anos de experiência no esporte (arquivo pessoal)

Após a imigração japonesa no Brasil, os nossos ancestrais precisavam de alguma forma manter a tradição da cultura e um local para reunir e planejar suas ações, como “Undokai”, “Ikebana”, “karaokê”, “MotiTsuki”, “tanomoshi”, “danças”, etc, daí surgiram os Kaikans (Kai = Reunião, Kan = prédio, local), porém naturalmente com a evolução e o passar dos anos, muitos não se renovaram e vários estão prestes a fechar suas portas.
O motivo podem ser vários, como localização, conservadorismo, manutenção de diretores com bastante idade e o desinteresse dos jovens para frequentar um local desanimador, precisando de reformas, sem verbas e com baixo número de contribuintes/associados.
Em 2004, visualizando esta necessidade, convidado por Yoshio Imaizumi (Liga Nipo), e com a ajuda de Elzo Shigueta (Bunkyo), criei a Liga Nipo Brasileira de Tênis de Mesa, convidando cinco amigos para a coordenação, e assim idealizei o formato, critérios, regras para trazer atletas iniciantes a praticar o tênis de mesa.
Atualmente vários kaikans participam do evento e muitos deles conseguiram o nosso objetivo de revitalizar o clube, atraindo estrutura e jovens, geralmente formado pelos familiares dos antigos líderes, que precisavam ceder o espaço para os jovens, ou seja aumentar o número de frequentadores no espaço.
Porque tênis de mesa? Esporte tradicional no Japão, que dominou a modalidade por muitos anos, não precisa de muito espaço, a famila inteira pratica em igualdade de condições (avós e netos), não tem contato físico, sem brigas e desenvolve muita concentração e disciplina, ou seja, ideal para tirar os garotos do sedentarismo e da Internet.
Nesses meus 49 anos no esporte, já dei aulas e palestras grátis nas seguintes associações nikkeis em SP: Itaquera , Vila Galvao, Uceg (Guarulhos), Santa Maria, Patriarca, Vila Ré, Vila Maria, Imirim, Casa Verde, Acrepa, Bunka Santo André, Aruja, Três Coroas, Cidade Ademar, Vila Diva, Acenbo, Tucuruvi, Bunkyo, Campo Limpo, Kyowa, Cachoeira, Represa, Ajab, Prudente, Ourinhos, Marília, Pompéia, São José dos Campos, Biritiba Mirim, Itupeva, Piracaia, Diadema, Registro, Indaiatuba, Pilar do Sul, Bragança Paulista,, Jandira, Campinas, e o outros.
Alguns já desativaram o departamento de tênis de mesa, mas a grande maioria ainda mantem esta modalidade. Em contato com o Bunkyo Central e Associação Okinawa, vamos dar prosseguimento a um plano de massificação e apoio aos Kaikans e assim manter a nossas raízes.

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