Como atrair público???

(CBTM)

Esporte inventado na Índia por soldados ingleses em 1890/1900, o tênis de mesa foi regulamentado somente em 1926, com a criação da ITTF, a Federação Internacional.
A modalidade foi dominada pelos europeus, principalmente húngaros e depois por alguns países da extinta “cortina de ferro” – formada por países da Europa Oriental que estiveram sob o domínio (ou faziam parte) da antiga União Soviética. A Tchecoslovaquia também teve o seu momento de domínio, e na década de 50 a 80 vieram os japoneses e chineses, mas agora a China detém a hegemonia da modalidade já há algum tempo.
Ele só começou a fazer parte do programa olímpico em 1988 e a partir daí o esporte se tornou mais atraente e em muitos países deixou de ser comparado com o pingue-pongue lazer. No entanto, no Brasil ainda existe este dilema.
A falta de praticantes de alto nível e o não profissionalismo desta modalidade contribuem para essa confusão.
Com a possibilidade de sonharmos com uma medalha olímpica em Tóquio 2021, através do fenômeno Hugo Calderano, de 23 anos, a mídia passou a se interessar mais, tanto que nos jogos pan-americanos de Lima 2019, o tênis de mesa nem estava inicialmente na grade de programação das transmissões, mas quando verificaram os candidatos a medalhas olímpicas, passaram ao vivo várias partidas nas emissoras brasileiras.
O grande problema continua sendo a falta de um plano de massificação, pois praticantes temos. São vendidas 15 mil mesas por ano, 700 mil raquetes de iniciação nas lojas de esportes e cerca de 1 milhão de bolinhas. Por isso, tudo leva a crer que alguém deve estar brincando de pingue-pongue por aí.

Público é formado pelos próprios atletas e familiares (CBTM)

Mas como atrai-los para o esporte competição???
Que tal realizarmos um Torneio Nacional de pingue pongue, valendo 1 milhão de reais, será que não seria uma notícia que geraria curiosidade pelo nosso esporte?
Na minha opinião, faltam eventos de qualidade que atraiam o público, porque nos nossos faltam o “show” do produto. Por exemplo, quando vamos assistir a um campeonato, nas 30 mesas do ginásio, muitas partidas ocorrem simultaneamente, mas sem a chamada com alguma informação de destaque.
Poderiamos contratar um comunicador, um DJ, um apresentador, para no microfone anunciar algo que desperte, alguma atração, tipo: “e agora na mesa número tal ocorre a semifinal da categoria sênior; estes atletas que já foram da seleção e participaram dos mundiais de 1995”, ou então, “na mesa X o grande tira-teima entre X e Y, pois estão empatados em confrontos anteriores”.
Ou seja, não tem graça assistir, por isso o público é formado somente por atletas e seus familiares, que nem tem tanto interesse assim no produto “jogos de tênis de mesa”.
A época aurea de lotar ginásios em São Paulo foi na década de 60, em confrontos entre Biriba e Betinho, pois a mídia da época provocava este desafio “tira-teima”.
Era difícil entrar no salão para vê-los, já que não cabiam tantos espectadores para admirar a partida. Na época, um jornalista importante que gostava do tênis de mesa e que coordenava um dos melhores jornais de São Paulo, o Sr Miguel Munhoz, deu um grande apoio e popularizou enquanto esteve trabalhando.
Portanto, acho que precisávamos de um padrinho forte para divulgar na TV, melhorar nossos eventos, planejar para popularizar e trazer os pingue-pongueiros para o esporte de alto rendimento.
Vamos aguardar e sonhar!!!

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