Comando Militar do Sudeste e comunidade nikkei estreitam laços de amizade

Encontro contou com a presença do comandante do Sudeste, Marcos Antonio Amaro dos Santos e do cônsul geral Yasushi Noguchi (Aldo Shiguti)

O Comandante Militar do Sudeste, general de Exército Marcos Antonio Amaro dos Santos, recebeu, no último dia 6, a visita da comunidade nipo-brasileira no Quartel-General do Ibirapuera, em São Paulo, na zona sul de São Paulo. Estiveram presentes o Comandante da 2ª Divisão de Exército (2ª DE), General de Divisão José Eduardo Pereira; o Comandante da 3ª Região Militar (3ª RM), General de Divisão Riyzo Ikeda; o Comandante da 2ª Região Militar (2ª RM), General de Divisão João Chalella Júnior; o Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas (HFA), General de Divisão Rui Yutaka Matsuda; o Diretor do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), Vice-Almirante Noriaki Wada; o cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi; o Chefe do Estado-Maior (CHEM) do CMSE, General de Brigada Ricardo Piai Carmona; o Comandante da 11ª Brigada de Infantaria Leve (11ª Bda Inf L), General de Brigada Edson Massayuki Hiroshi; o Coordenador de relações entre o Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEX) e as ações da Fundação Cultural Exército Brasileiro (FUNCEB) na área do CMSE com foco para o projeto e desenvolvimento da Banda Sinfônica do Exército Brasileiro, General de Brigada Hedel Fayad; e o antigo CHEM do CMSE General de Brigada Akira Obara.
Participaram ainda do encontro o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Renato Ishikawa; o vereador Aurélio Nomura; o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), Yasuo Yamada; o presidente da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Hirofumi Ikesaki; o presidente da AOTS, Eki Shimabukuro; o presidente da Associação Toyama Kenjin do Brasil e atual conselheiro do Festival do Japão, Toshio Ichikawa; o presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio; o presidente da Associação dos Shizuoka Kenjin do Brasil, Nagato Hara; o presidente da Comissão Executiva do Festival do Japão, José Taniguti; o sempre deputado Hatiro Shimomoto e o assessor da Presidência da Sansuy. Yasuyuki Hirasaki, entre outros.

Retribuição – O general Amaro, que dia 23 de abril assume a chefia do Estado-Maior do Exército – segundo posto na hierarquia do Exército, ocupado anteriormente pelo general Walter Braga Netto, novo ministro da Casa Civil de Bolsonaro – disse que o encontro era uma retribuição à acolhida que recebeu desde que chegou em São Paulo.
Ele destacou, em especial, a forma como foi recepcionado pela comunidade nipo-brasileira. “Em vários momentos, várias pessoas que são amigas   do Comando Militar do Sudeste nos procuraram e nos convidaram para diversos eventos, inclusive para um jantar que nos foi especialmente oferecido muito gentilmente no Nikkey Palace Hotel e eu se senti quase que na obrigação de fazer alguma coisa em retribuição a tantas gentilezas, a tanta atenção que temos recebido aqui em São Paulo, especialmente da comunidade japonesa”.

Comida japonesa – O general Amaro, que passará o Comando Militar do Sudeste para o general Eduardo Antonio Fernandes, brincou ao lembrar que, “quando fui convidado para o jantar lá no hotel Nikkey, fiquei um tanto quanto preocupado por duas razões”. “Primeiro, porque tenho que ser muito franco, ainda não sou muito adaptado à comida japonesa”, explicou o general, acrescentando que também ficou preocupado em relação “à imagem que nós brasileiros temos dos japoneses, de serem sempre muito sérios e fechados”.
Quanto à comida, disse que se virou com um peixe assado e em relação ao comportamento, ficou aliviado porque, “felizmente para nós todos os japoneses daqui estão todos muito abrasileirados”. “Assim, tive uma noite agradabilíssima e fiquei muito feliz em poder conhecer outros novos amigos”, disse ele, antes de fazer uma rápida apresentação do Exército Brasileiro e do Comando Militar do Sudeste.
Em seguida, os convidados participaram de um almoço em que o cônsul geral do Japão destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo Comando Militar do Sudeste, cuja população e PIB (Produto Interno Bruto) são maiores que a Argentina.

Responsabilidade – “Por isso, o comandante do Sudeste é sempre um militar de alta qualidade, sempre muito capaz. Conheci o ex-comandante, general Campos [João Camilo Pires de Campos], atual secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Seu sucessor, o general de exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, todo mundo sabe que agora é o ministro da Secretaria de Governo, o braço direito do presidente Jair Bolsonaro. E, agora, o gerenal Amaro chega ao comando do Estado-Maior do Exército e fico feliz sabendo que esses generais exercem um papel cada vez mais importante para o Brasil. Estou certo que todos os generais vão contribuir e trabalhar para melhorar o Brasil e também quero expressar meus respeitos ao Exército Brasileiro, que tem uma responsabilidade muito grande, protegendo fronteiras de 16 mil quilômetros com 10 países, lutando contra contrabadistas e narcotraficantes”, disse Noguchi, que também destacou uma importante colaboração entre o Brasil eu Japão na área de Defesa.
“Sempre admiramos a experiência internacional do exército brasileiro porque em muitas missões de paz nas Nações Unidas, o exército brasileiro está presente e tem muita experiência, tem muitos comandantes nas missões de paz das Nações Unidas e o exército japonês está apredendo muito através detas experiências do exército brasileiro”, destacou o cônsul geral.

Imigração – Já o presidente do Bunkyo, Renato Ishikawa, lembrou que o Brasil tem hoje cerca de 2 milhões de descendentes de japoneses e que o Bunkyo é a principal entidade representativa da comunidade. Ele aproveitou para convidar os generais a visitarem o Museu Histórico da Imgração Japonesa no Brasil, localizado nos 3º, 7º, 8º e 9º andarres do edífício do Bunkyo, no bairro da Liberdade, para conhecerem um pouco mais a história da imigração japonesa no Brasil. “Lá, temos um rico acervo que conta a saga dos imigrantes desde 1908, quando chegaram os primeiros imigrantes no porto de Santos a bordo do navio Kasato Maru”, explicou Ishikawa.
O general Ikeda comandou o tradicional brinde.

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