CANTO DO BACURI > Mari Satake: Velha e boa amiga

Ontem o telefone fixo tocou. Apesar do horário, achei que poderia ser alguém de verdade e não um telemarketing qualquer. Resolvi atender. Surpresa!!! Era a velha e boa amiga Lina. Ultimamente, já nem estamos mais tão próximas. Mas é alguém que sei. Estará sempre pronta para me ouvir, me acolher, se for necessário. E a recíproca é totalmente verdadeira.
Lina foi logo dizendo que em certas situações, o “Zapzap” não resolve. Ela estava com saudades então resolveu me ligar, já que enviar uma mensagem propondo um encontro, como fazia antigamente, poderia ser considerado algo despropositado nestes dias de clausura. Ficamos um bom tempo conversando e, em meio à conversa, surgiu o assunto das dores físicas e maus jeitos da idade. Por telefone mesmo, aprendi uns novos exercícios físicos.
Dos exercícios físicos, livros e outros que tais que andamos lendo ou fazendo nestes tempos de pandemia, comentei que no dia anterior teve início a campanha eleitoral para prefeito e vereadores. Foi a deixa para a conversa caminhar para o final.
Lina disse que não irá votar, assim como fez em 2018, a lei lhe assegura este direito. Dos jornais, há muitos anos só vê os cadernos ou as páginas que tratam das questões da cidade e assuntos relacionados à cultura e lazer, noticiários de rádio e televisão faz questão de não ouvir e nem ver. Considera-se uma pessoa alienada e acha que assim é melhor.
Apenas ouço e penso com os meus botões, assim como Lina deve ter tantas outras pessoas cansadas das mentiras diárias contadas nos jornais tradicionais e noticiários de televisão. E cá com os meus botões ainda, tendo a pensar que foram justamente estes que muito contribuíram para a triste realidade que hoje vivemos. Talvez, se todas estas pessoas não tivessem escolhido o caminho fácil da alienação e na hora de exercer o seu direito de voto nas últimas eleições, tivessem feito uma escolha em defesa da garantia dos direitos já adquiridos até aquele momento pela classe trabalhadora, hoje a realidade poderia ser bem diferente. A alienação não é a melhor escolha para o bem viver. O resultado pode ser bem desastroso para a coletividade.
Daqui a cerca de cinquenta dias teremos eleição para prefeito e vereadores, o quadro de candidatos para a prefeitura que nos é oferecido aqui em São Paulo não é nada animador, porém tanto nós eleitores como também os candidatos ao cargo de prefeito, devemos olhar seriamente para a questão: que cidade e que país queremos. Uma cidade num país onde poucos, pouquíssimos tenham o privilégio do bem viver ou uma cidade num país para o bem viver de toda a população?
Quanto à leitura de jornais e noticiários na televisão, afirmo que há muito tempo eu também não leio os jornalões, também não assisto aos noticiários da televisão. Porém, estamos em tempos de internet, os canais de informação hoje são variados. Dá um trabalho danado, ler, ouvir e analisar os acontecimentos relatados pelos múltiplos endereços e canais. Às vezes, cansa sim. Neste caso, é só dar um tempo e ficar um pouco longe das notícias. Mas logo passa. A realidade nos chama para que fiquemos atentos com o que se passa. E em tempos de eleições mais ainda é preciso que todos fiquemos muito atentos.

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