CANTO DO BACURI > Mari Satake: Oyu

Ontem de manhã recebi uma seleção de filmes japoneses disponibilizados gratuitamente por uma certa fundação mineira.
De cara, gostei da seleção. Boa parte dos filmes, já vi em outras ocasiões. Alguns títulos, desconhecia. Repassei a lista para alguns contatos e fui cuidar da vida, afinal de contas, 30 de junho está logo aí e de ontem, domingo, não poderia passar. Horas mais tarde, recebi mensagem de minha irmã dizendo que viu um dos títulos e gostou muito. Ticoeteco ainda tomado pelo stress da tarefa anterior, não entendi direito e dei uma resposta denunciando meu estado aloprado. Em seguida, recebi um daqueles puxões de orelha, me obrigando a aterrissar. Ah tá. É mesmo! Este é o titulo de um dos filmes que desconhecia. Sendo assim, já que a missão do dia foi cumprida. Vamos lá. Tomar o merecido banho do dia, me alimentar e ver a Senhorita Oyu de Kenji Mizoguchi.
Senhorita Oyu, ou Oyu-Sama no original, filme de 1951, dirigido por Kenji Mizoguchi e baseado no romance Ashikari de Junichiro Tanizaki.
Shinosuke é um jovem de 23 anos, órfão desde os quatro e desde então, criado pela tia e que agora pretende casá-lo com a jovem Shizu a quem convidou para uma visita à casa onde moram. O jovem, ansioso durante a espera da convidada, resolve tomar ares no jardim da propriedade. Logo vê mulheres chegando. Entre elas, a bela Oyu, por quem se apaixona à primeira vista. Encantado, acredita ser ela a sua prometida. Mas não. Oyu é uma jovem mãe viúva que vive entre os familiares de seu falecido marido, irmão de Shizu, a real prometida.
Oyu também se encanta por Shinosuke. Porém, de acordo com as convenções da época e do meio social, deve permanecer viúva e cuidar da criação de seu filho junto à família do finado marido. Conformada com sua impossibilidade de se unir à Shinosuke, a pérfida Oyu, cheia de artimanhas, trata de convencer os dois jovens a se casarem de forma que ela possa ficar entre os dois. Convencidos, ambos se casam e Shizu pede ao marido para ambos viverem apenas um casamento de fachada uma vez que sabe da paixão que existe entre Oyu e Shino.
No entanto, independente das vontades de Oyu, a vida segue seu curso. O inesperado acontece e seu filho morre. Com a morte do pequeno, já não há mais razão para Oyu prosseguir sua vida junto aos familiares do finado marido. Jovem ainda e com a vida à sua frente, o cunhado mais velho logo trata de arranjar um novo matrimônio para Oyu afastando-a de vez da vida de Shizu e Shino que, aos poucos, vão retomando suas vidas como casal de fato e não apenas casal de fachada.
Belíssimo filme em preto e branco. Vale muito a pena ver ou rever.
O nome da fundação mineira que mencionei acima é Fundação Clóvis Salgado. Segundo a mensagem que recebi a seleção de dez filmes ficará disponível até o dia 9 de julho. Bom proveito!
Fique em casa.

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