BRASIL-JAPÃO: Japan House São Paulo celebra 125 Anos do Tratado com ‘Caminhos Brasil-Japão’

Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera, fará parte de uma das rotas do Caminhos Brasil-Japão (Aldo Shiguti)

“São Paulo também tem um DNA japonês e é preciso entender que essa influência é muito importante não só em aspectos óbvios – como na gastronomia, na cultura e nas artes – mas também em aspectos menos óbvios, que podem ser traduzidos por valores como a resiliência.” A afirmação é do presidente da Japan House São Paulo, Eric Klug e serve para ilustrar um pouco mais a ação que acontecerá no dia 6 de dezembro e que busca entender um pouco mais essa relação de São Paulo com a imigração japonesa, que neste ano celebra os 125 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão. A ideia é percorrer alguns caminhos da Capital que explicam essa relação.
O projeto parte do princípio que São Paulo foi escolhida para receber uma das três instalações da Japan House, uma iniciativa global do governo japonês com apenas duas outras unidades no mundo – em Londres e em Los Angeles – justamente por concentrar a maior comunidade japonesa fora do Japão. E também pelo fato de o centro cultural até então não ter uma programação específico para atender esta comunidade.
Por isso, um dos objetivos dos “Caminhos Brasil-Japão” é celebrar essa amizade. Essa relação será contada através de seis personagens, cujos nomes ainda estão sendo definidos, e que de alguma forma têm relação com os dois países.

Rotas – Os personagens percorrerão, simultaneamente – com íncio da caminhada às 10 horas – um trajeto diferente, de 3,5 km a 5 km, saindo de vários pontos da cidade e passando por lugares que remetem à relação entre os dois países, de acordo com o nome da rota: “Memória Brasil-Japão”, “Gastronomia”, “Esporte”, “Artes”, “Cultura” e “Atualidade”. As rotas mão se cruzam, mas todos os caminhos tem como destino final a JHSP.
No percurso – com duração prevista de uma hora e meia – os personagens fazem paradas em pontos estratégicos onde um anfitrião os aguardam para contar a história do lugar. No caso de “Memórias Brasil-Japão”, por exemplo, a saída deve ser do Edifício Nippak, onde estão localizados as redações do Jornal Nippak e o Nikkey Shimbun. Lá, o presidente da Editora União Jornalística União Nikkei, que edita os dois jornais, Raul Takaki, contará um pouco sobre os dois jornais – aliás, os únicos dirigidos à comunidade nipo-brasileira na atualidade.

Online – De acordo com o diretor de Eventos, Operações e Institucional, da JHSP, Claudio Kurita o público poderá acompanhar tudo ao vivo. “Nesse dia teremos seis equipes na rua e as pessoas poderão acompanhar, em tempo real, a rota de sua preferência ou mesmo ver um pouco de cada durante a transmissão”, conta.
Ao todo, as rotas somam 24 quilômetros de importantes histórias, que ficarão como legado para a cidade de São Paulo e disponíveis posteriormente para todos que tiverem interesse em fazer os roteiros para aprender ainda mais sobre como a união entre os dois países vem se fortalecendo nos últimos 125 anos, contadas por cada um dos participantes da ação, que prevê também a inclusão dos 47 kenjinkais (associações de províncias) com representação no Brasil.

Cônsul Yasuhisa Ikeda, Eric Klug e Cláudio Kurita (Aldo Shiguti)

Expansão – Sob a liderança de Eric Klug, a atividade marca a expansão das atividades da Japan House São Paulo para além dos muros da sede física, localizada na Avenida Paulista, 52. “Entendemos nosso papel de comunicar o Japão de hoje de diferentes formas, que vão além do vasto conteúdo que apresentamos na sede física e na programação intensa realizada no universo online da instituição, com o projeto #JHSPONLINE implementado com grande sucesso no início da pandemia”, diz ele.
“Essa caminhada chega para marcar o início desse momento de expansão para outros espaços físicos ao mesmo tempo que celebra e congratula a enorme comunidade nikkei”, afirma Klug, lembrando que essa ação foi pensada durante a pandemia, inicialmente, para ser presencial. Segundo ele, não se trata e uma ação com validade.
“A ideia é que essa ação não termine no dia 6 de dezembro, mas que desperte interesse para que as pessoas conheçam mais esta relação através das rotas”, explica Klug, que torce para que em 2021 consiga realizar a caminhada de forma presencial.

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