BALANÇO: Presidente da JCI Brasil-Japão, Marcelo Asamura destaca ‘ano atípico, de mudança e inovação’

Participantes do Bonenkai da JCI Brasil-Japão no momento do brinde: evento foi realizado pela primeira vez em formato online (divulgação)

Presidente da JCI Brasil-Japão, Marcelo Asamura disse acreditar que “tudo que acontece nas nossas vidas não é por acaso”. Segundo ele, 2020 foi – e está sendo – “um ano em que aprendemos a valorizar coisas importantes como a nossa família, a nossa saúde, a ser mais solidário e respeitar o próximo”. “Foi um ano em que tivemos que mudar, tivemos que inovar e acredito que conseguimos fazer isso na nossa organização”, disse, lembrando que, “num primeiro momento, quando a pandemia chegou ao Brasil, ficamos muito perdidos”. “O nosso planejamento que estava pronto, de um dia para outro, teve que recomeçar do zero”, explicou. “Deixamos de priorizar os nossos eventos, treinamentos e projetos presenciais para focar em novas ideias e em novos problemas sociais”, disse ele em seu discurso durante o bonenkai (festa de confraternização de fim de ano), da organização realizado no último dia 5 em formato online.
Para Asamura, no entanto, “são em momentos de crise que surgem novas oportunidades”. “E foi com essa nova visão que conseguimos iniciar o nosso projeto de maior destaque em 2020: o Movimento Água no Feijão”,

Unir forças – “A semente já estava plantada, nos inspiramos nas ações da chef Telma Shiraishi e conseguimos iniciar o projeto com os recursos para 7 dias de marmitas doados prontamente pela Fundação Kunito Miyasaka. Logo no início, começamos a unir forças com outras entidades nikkeis: Abeuni, Comissão de Jovens do Bunkyo, Aliança Cultural Brasil-Japão, KIF Brasil, ABJICA e Asebex”, destacou o presidente da JCI Brasil-Japão, acrescentando que “com os membros da JCI Brasil Japão e mais de 60 voluntários, um projeto com a ambição de distribuir marmitas para a comunidade de Heliópolis por 30 dias, se estendeu por quase 8 meses”.
“Iniciamos em maio deste ano e estamos encerrando o projeto com muito orgulho no dia 23 de dezembro, totalizando 50 mil marmitas distribuídas”, disse ele, que agradeceu todos os voluntários, parceiros e patrocinadores do projeto, em especial o coordenador-geral Ricardo Kakeshita “e toda a equipe da JCI pelo magnífico trabalho”.

FormaJobs – Ele ressaltou ainda projetos como o Formajobs, que foi premiado no concurso Impact Tank da JCI Brasil em 2019, passou por importantes programas, como a aceleração da FGV (Gventures) e pelo Programa VOA da Ambev – e ambos os programas foram concluídos com sucesso neste ano .
E parabenizou a coordenadora-geral Jacqueline Nakirimoto e toda a equipe do projeto “por todo o esforço e pelo excelente trabalho neste ano”. Ao encerrar, agradeceu os membros do Conselho Diretor, Conselho Consultivo, Conselho Fiscal e Diretoria, membros juniores, seniores, senadores e passados presidentes”.

Bate-papo – Para o próximo presidente da organização, Vitor Nakamura, Asamura desejou muito sucesso e grandes conquistas na gestão subsequente. “Sua liderança e devoção à JCI nos inspiram muito e temos a certeza de que deixará um grande legado para a nossa organização”, afirmou.
O bonenkai da JCI Brasil-Japão teve ainda outros momentos especiais, como a homenagem – pelo casal Marcelo Shiraishi (presidente da gestão 2000) e a chef Telma Shiraishi – ao presidente da gestão 2002, Carlos Akira Kato, com o título de Senador, e a Cerimônia de Distintivação do novo membro, Dalton Kazuki Kakuda.
Em um bate-papo antes da cerimônia oficial, alguns convidados que estavam na sala vip – entre eles o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Toshifumi Murata; a cônsul geral do Japão em Manaus, Hitomi Sekiguchi; o cônsul geral adjunto e a cônsul para Assuntos Políticos e Gerais do Consulado Geral do Japão em São Paulo, respectivamente, Akira Kusunoki e Reiko Nakamura; o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileoira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Renato Ishikawa; o presidente da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), Walter Ihoshi; o vereador reeleito Aurélio Nomura; o presidente da Enkyo, Akeo Yogui; o presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio; o professor e vice-reitor da Fecap, Taiguara Langrafe; a empresária Chieko Aoki e o representante-chefe do Escritório da Jica no Brasil, Hiroshi Sato, comentaram sobre as perspectivas para 2021.

Tela com as autoridades e convidados presentes no bonenkai online da JCI Brasil-Japão (divulgação)

Meio ambiente – Em comum, todos destacaram que 2020 foi um ano de mudanças e que em 2021 esperam dar continuidade – ou iniciar – projetos que tiveram que ser interrompidos. Hitomi Sekiguchi, que encontra-se em viagem ao Japão, chamou a atenção para o meio ambiente e a questão indígena. E convidou a JCI Brasil-Japão, “que tem uma visão bastante ampla das coisas”, a contribuir com seus conhecimentos. Já Renato Ishikawa disse que algumas mudanças impostas pela pandemia, como as reuniões online, foram positivas. “Dos 31 diretores regionais do Bunkyo, em nossas reuniões tem participado até 30. Isso nunca tinha acontecido”, disse.

Covid – Tanto Renato Ishikawa como Akeo Yogui – que deixa o cargo de presidente da Enkyo no dia 31 de dezembro (conforme matéria publicada no Jornal Nippak) – alertaram para o aumento dos casos de transmissão da covid-19.
“O Hospital Nipo-Brasileiro está lotado e com um agravante em relação ao início da pandemia. Antes foi possível voltar todos os nossos leitos para pacientes com Covid porque as cirurgias eletivas foram adiadas. Agora, os procedimentos normais não podem mais esperar”, avisou Yogui.

Escola – Por fim, Toshifumi Murata explicou que o verdadeiro valor de uma pessoa, empresa ou organização, se conhece nos momentos de crise. “No início, assim como a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, também a JCI Brasil-Japão teve dificuldades, mas conseguiu superar e tocar suas atividades”, disse, acrescentando que, por motivos como esses, a JCI Brasil-Japão “continuará sendo sempre uma escola para todos”.

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