ARTIGO: Mais de 100 dias da pandemia: impactos e perspectivas para o turismo

Infelizmente, chegamos a mais de 100 dias do inicio da pandemia, podemos afirmar que atingimos uma crise sem precedentes na historia da sociedade, evidentemente com maior relevância pelas milhões de vidas perdidas, mas analisando do ponto de vista econômico, com o mercado totalmente globalizado, informações instantâneas, o Covid-19 alterou de forma drástica o planeta terra.
O Turismo abrange 52 segmentos da economia, e segundo o OMT, emprega diretamente 10% da população global, diversos países tem o turismo como o principal ou um dos principais geradores de seu PIB, como Espanha, França, Singapura, México e até o EUA, que recebiam dezenas de milhões de turistas que com a soma mundial atingiram 1,5 bilhões de turistas no ano passado, com exportações globais atingimos em 2019 US$ 1,9 trilhões e 1,5 e gerando milhões de viajantes.
No turismo Global em 2020, o prejuízo estimado conforme a OMT, será próximo a US$ 1 trilhão nas exportações, no Brasil projetamos uma restrição de receita e prejuízos serão da ordem de 80% no turismo interno e externo, que excluirão milhões de empregos no nosso país e quebrando milhares de empresas.
No auge da pandemia no turismo Brasileiro, setores como a Hotelaria chegaram a ter 95% da oferta fechada, por falta total de demanda; as viagens Aéreas tiveram momentos de menos de 4% de voos realizados se comparadas com o mesmo período do ano passado; todos os Eventos corporativos, culturais, empresarias, esportivos foram cancelados ou adiados; as Agencias e Operadoras de viagens tiveram diversos dias de faturamento zero; os Restaurantes e Bares perderam mais de 75% de suas receitas; os Parques temáticos e Atrativos turísticos estão totalmente fechados em todo este período.
O associativismo e articulação publico e privada, foram essenciais para o desenvolvimento de Protocolos de segurança e higienização para permitir e promover uma retomada das atividades provendo salvaguarda dos turistas, colaboradores e fornecedores em todos os segmentos do turismo. A aplicação correta dos protocolos preserva a saúde do viajante com riscos similares a uma ida ao supermercado ou a uma farmácia, além de motivar a melhoria do bem estar após o confinamento e estimular a economia do Brasil.
O trade turístico tem 3 demandas importantes para sobrevivência:

  1.  Creditos de Capital de Giro, para reabertura, qualificação dos colaboradores, compra de insumos, adequações a nova realidade, infelizmente apesar de ter sido anunciadas bilhões de reais pelo governo ao setor , mais de 90% das empresas ainda não teve acesso, especialmente os 75% do mercado que são das pequenas empresas do turismo.
  2.  Implantação dos Protocolos de Segurança e Higienização, nas operações, com qualificação dos colaboradores, com sinalização e comunicação com os turistas.
  3.  Criar Novas Demandas/Mercados, que significa pensar fora da caixinha, atrair novos consumidores e segmentos, como exemplo do ponto de vista governamental: com a aprovação dos Cassinos e Jogos; criação e aprovação de Distritos Turísticos como fora Cancun no México, Orlando nos EUA, e Singapura; projetos sustentáveis e voltados para o turismo nos Parques Estaduais e Marinas que podem trazer centenas de bilhões de dólares de investimento estrangeiro. Assim como criar promoções integrando a com a regionalização, comercio, produção cultural, esportiva, com união do COMTUR, da sociedade e entidades do turismo.

Defendemos colocar o turismo como fator de desenvolvimento econômico para retomada da economia pós-pandemia no Brasil e no Mundo.

Bruno Omori, presidente do IDT-Cema (divulgação)

*Bruno Omori, presidente do IDT-Cema

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