ARTIGO: A responsabilidade de ser político

*Reimei Yoshioka

Pelo calendário eleitoral, este ano de 2020 será o ano eleitoral para escolha de prefeitos e vereadores em todos os municípios brasileiros e dai a movimentação nos bastidores para escolhas de candidatos. A disputa é tão acirrada e por isso existem mais de três dezenas de partidos e cada um deles inscrevem inúmeros candidatos para ser submetidos ao sufrágio universal. Nessa disputa está em jogo o fundo partidário, o prestigio pessoal, liderança, a vontade de lutar por uma causa.
O partido deveria nortear essas causas e em torno delas reunir os candidatos que comungam o mesmo sentimento. No Brasil atual, poucos partidos refletem isso, apesar de belos discursos e nobres ideários quando se lançam candidatos. Depois de eleitos, poucos se lembram das promessas eleitorais, trazendo desilusões aos seus eleitores.
Muitos candidatos sequer conhecem a sua função após eleito. Confundem a função   do executivo e do legislativo, o âmbito de ação, etc. A verdade é que não há educação para essa formação. Com essas confusões e este ano agravado por essa pandemia secular haverá a eleição para prefeitos e vereadores, inicialmente previsto para 3 de outubro, agora protelado para 15 de novembro. A campanha eleitoral mudou radicalmente nos últimos tempos.
O uso da mídia eletrônica vem ocupando o lugar de cartazes, panfletos “santinhos”, comícios e outras práticas. Para se atingir eleitores mais jovens os meios de comunicação deve ser outros. É preciso utilizar Whatsapp, facebook, Instagrams e diversas outras ferramentas que tem surgido e que fazem comunicaçoes e diálogos instantâneos atingindo milhares de pessoas.
Para eleger bem um bom candidato, no entanto, é fundamental conhecer o passado a trajetória de vida do candidato, aliás em qualquer circunstância: honestidade antes de tudo, merecedor de respeito, trabalhador com ideal altruísta, pois o candidato está sendo eleito para defesa de interesse público e não pessoal e egoístico.
Uma iniciativa interessante, ainda tímida, promovida pelo ex-deputado estadual Hatiro Shimomoto é o Movimento Politico Nikkei (MPN) –apesar de pessoalmente ter restrição à inclusão da palavra “Nikkei” – é uma forma de conhecer e debater assuntos de interesse coletivo com os possíveis candidatos. A nossa responsabilidade como eleitor é enorme e o do candidato também. É importantissimo nos esforçarmos para eleger candidatos dignos conhecendo-os melhor.
Será isso uma utopia?

Reimei Yoshioka, presidente do Ikoi-no-Sono (arquivo)

*Reimei Yoshioka é assistente social e preside atualmente a Assistência Social Dom José Gaspar – Ikoi-no-Sono

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