Artificiais e matadeiras para Pesques-Pagues!!!

Com a prática do pesque solte, é crescente o número de pescadores que fazem uso destas iscas com sucesso.
Por: Mauro Yoshiaki Novalo

A grande vantagem de utilizar artificiais nem vai para o mérito do peixe pego, e sim para que a pescaria de certa forma transcorra limpa, isto é, por não precisar agregar nada, como massa, iscas naturais que naturalmente tem cheiro e etc, o pescador só vai ficar com vestígio de peixe na mão se não utilizar o alicate para segurar os espécimes. Obvio que se for um de porte avantajado, não vai ter jeito e literalmente vai ter de abraçar!

Para atrair os peixes, temos três condições a considerar numa boa isca:

Formato

Movimento

Odor

Para artificiais, odor é o ítem ausente (a menos seja impregnado). Portanto é ter as que mais se aproximem da alimentação do peixe, e caprichar nos movimentos para ter os ataques. Mesmo sendo peixes criados em cativeiros, vale atiçar o instinto natural da espécie pretendida, com imitações do que se encontra na natureza.

Focar o peixe alvo facilita na escolha destas iscas. No caso dos Pesque-Pagues ou lagos, artefatos que imitem o formato da ração utilizada na alimentação – em teoria – são os mais indicados. Claro que em algumas oportunidades por um motivo ou outro, não se tem muita atividade e o bicho não pega! A alternativa é reavaliar o disponível na sua tralha de pesca e partir para captura de outra espécie.

MIÇANGA

Dentro das iscas que imitam a ração, destacamos esta que é o curinga e deve fazer parte da caixa de iscas. Polivalente, tem sua ação próximo da superfície, e com variação nas cores: leite; caramelo; marrom escuro; verde, vermelha – vale experimentar mais cores. Pode ser utilizado também modelos derivados confeccionados em madeira, sementes (inclusive caroço de azeitona) e etc, e desenhos que nada tem a ver com imitação de frutos como por exemplo: bolinhas de futebol e etc.

A variação são as denominadas anteninhas, libélulas, cachos de uvas e outras designações que mudam conforme o seu formato, onde se utiliza pedaços de eva ou cortiça adaptadas em anzol wide gap (usados na pescaria de robalos com camarão vivo) finalizando com a miçanga ou similar solta na ponta.

RAÇÃO ARTIFICIAL FLUTUANTE

Cortiça

Montada em cortiça (pode ser aquela tradicional rolha de vinho), também não falha para conseguir os ataques. Tilápias caem matando, carpas e redondos as detonam, aliás qualquer peixe que esteja comendo se alimentando na superfície dificilmente recusa o engodo.

EVA

Da matéria prima utilizada para confecção de brindes e chinelos surgiu esta isca, em cores variadas, costuma render boas capturas e alegrias para os pescadores. De fácil visualização, pode ser a matadeira, dependendo do dia.

Pelo e lã

Oriunda do fly (hair ball), confeccionada com pêlos de animais, imita perfeitamente a ração molhada. Nas mais variadas cores (natural, marrom, verde e laranja), retorna com muitos ataques, tanto dos grandes como dos pequenos peixes.

As de lã, atadas em anzóis mais robustos e longos – são adequados para aguentar a dentição e mordida forte dos grandes redondos e dourados. Tem como característica flutuar durante o primeiro instante, e depois de encharcada, afundar lentamente.

Dicas

Utilizar sempre óculos para proteger seus olhos. Anzóis sem farpa facilitam muito na devolução da espécie para água. Ao mesmo tempo diminuem bastante a dor se por acaso a isca bater no seu corpo. Para o peixe não escapar durante a briga, é manter a linha esticada. Durante os saltos se ocorrerem, é atenção para o peixe não cair em cima da linha, que fatalmente irá romper a mesma.

A sugestão é concentrar os peixes numa determinada área, cevando com ração flutuante utilizada para o seu trato diário. Usar bóias cevadeiras é uma boa opção pois mantém a isca – miçanga ou cortiça – junto da “muvuca” causada pela ração espalhada na superfície do lago.

A montagem para miçanga pede uma boia para regular a profundidade de ação, e tilápias ariscas podem não se aproximar se esta for grande. O jeito é utilizar das pequeninas – usadas nas pescarias de lambaris. Lembrar que quanto maior a distância entre a pequena bóia e a isca, mais demorada é a fisgada, e maior a chance do peixe largar a isca. Portanto, o tempo de resposta para fisgada tem de ser a menor possível. Se utilizar isca flutuante, a boia lambari não é necessária.

Caso o peixe continue refugando, é diminuir o tamanho da isca ou trocar (variar cores e formatos) até encontrar a ideal para o momento.

Matrinxãs e piraputangas percebem os pequenos encastoados e não batem na isca. Um pedaço de linha monofilamento de maior diâmetro como líder ou então pequeno empate de aço encapado e flexível é a alternativa. Este líder é imprescindível para quem quer sair na foto com peixes com dentição, redondos e dourados, que abocanham as iscas sem dó.

 

Outras iscas artificiais como as softs, plugs e jigs serão temas de futuras edições, aguarde!!!

Ótimo 2020!!! Ótimas pescarias!!!


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