A HUMANIDADE PÓS-COVID: A pandemia que está abalando a humanidade

*Reimei Yoshioka

Atualmente, estamos atravessando um período trágico quando milhares de vidas foram perdidas e outros milhões ainda lutam pela sua sobrevivência. Os governos, os pesquisadores parecem estar perdidos e as populações são direcionadas para direita, esquerda, para frente ou para trás. Os gráficos estatísticos parecem onda do mar, com muitos altos e baixos. O formato de um monte está difícil de chegar para alivio dos cientistas e governantes. Os pesquisadores, cientistas se desdobram em encontrar vacina que traga imunidade, outros numa tentativa de ensaio e erro estão à procura de uma droga milagrosa.
A solução é ainda uma quimera. A única verdade até agora é evitar o contagio entre o infectado e pessoa sã mantendo distância, usando luvas, máscaras, aventais e higienes pessoais. Essas medidas, aparentemente fáceis, preconizadas são difíceis de serem postas em práticas em muitas localidades. Como impedir que as pessoas saiam à busca do que comer? Como manter distância entre indivíduos dentro de minúsculas residências em que moram 4, 5, 6 pessoas?
Como manter higiene numa comunidade sem rede de água e esgoto? E com essas dificuldades o vírus vai se espalhando paulatinamente por este imenso Brasil e outras regiões que não tiveram contato com o vírus. Essa passagem avassaladora deixa um rastro trágico jamais visto nestas ultimas décadas.
Amontoados de doentes junto a hospitais e em seus corredores à espera de atendimento ou internação. Os falecidos impedidos de serem velados por parentes e amigos e em seguida se juntam a dezenas de caixões à espera de sepultamento em valas rasas escavadas com tratores. São cenas indignas a um ser humano, jamais visto na sociedade moderna.
Passados três meses desse vendaval os diversos países do mundo se encontram com cenários variados, alguns países sofreram pouco, pois no início adotaram rígido isolamento social com muita disciplina o que evitou propagação em alta escala.
Outros com menor índice populacional conseguiram circunscrever a pandemia e voltam à vida quase normal, temendo, a segunda onda. Infelizmente o Brasil, muitos países da América Latina e os EUA nem atingimos o pico da primeira onda, continua em vertiginoso crescimento.
Os países vem aplicando milhões de dólares em busca de primasia na pesquisa e fabricação da vacina e medicamento para serem patenteados e terem vantagem no uso e auferirem enormes lucros, é a lei dos mais fortes.
O Japão conseguiu reduzir o índice de infectados a menos de 10 pessoas e iniciou a liberação gradativa das atividades comerciais, turísticos e viagens internacionais. Poucas semanas depois passou a assistir recrudecimento gradativo do vírus. Em reuniões apressadas de pesquisadores estão chegando a uma conclusão de que enquanto houver regiões e países de muita miséria e subdesenvolvidos, ninguém poderá estar a salvo.
Será que os governantes dos países ricos conseguem vislumbrar essa verdade?
Diante dessa cruel realidade o que resta para os pobres e remediados como nós?
Nesta circunstância é fortalecer, ainda mais, o sentimento de solidariedade, repartindo o prato de comida, distribuindo cesta básica de alimentos, doando roupas e cobertores, acudindo crianças, doentes e idosos fragilizados. As autoridades governamentais, honestas e bem intencionadas, lideranças comunitárias devem aproveitar os bons exemplos que tem aflorados neste momento trágico da pandemia para incentivar o sentimento democrático de solidariedade e ajuda mutua. De nada adianta o egoísmo o acúmulo de bens materiais pois, como se diz, “desta efémera vida nada levaremos”.

De nada adianta o egoísmo e o acúmulo de bens materiais pois, como se diz, desta vida nada levaremos (arquivo)

*Reimei Yoshioka é presidente da Assistência Social Dom José Gaspar Ikoi-no-Sono

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