Vítimas das bombas de Hiroshima e Nagasaki são homenageadas em Sessão Solene na Câmara Municipal

Proponente da homenagem, vereador George Hato entrega placa ao filho de Wataru Ogawa (Jiro Mochizuki)

Por inicitiva do vereador George Hato (MDB), a Câmara Municipal de São Paulo realizou, no dia 12 de agosto, Sessão Solene em homenagem às vítimas das bombas de Hiroshima e Nagasaki e da batalha de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial. A solenidade, realizada no plenário da Câmara, marcou os 74 anos de um dos maiores massacres da história mundial. Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 os Estados Unidos jogaram bombas atômicas nas duas cidades. O ataque nuclear provocou a morte de mais de 300 mil pessoas e deixou milhares de feridos e doentes.

Na ocasião, foi homenageado Wataru Ogawa, único sobrevivente da bomba atômica de Nagasaki residindo no Núcleo Celso Ramos, em Santa Catarina.

Cônsul Yasushi Noguchi (Jiro Mochizuki)

Estiveram presentes o cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi, o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Renato Ishikawa, o ator, produtor e professor Rogério Nagai e o voluntário da Ação do Bem Mil Tsurus por 1 Desejo, Ciro Yoshinaga, além de alunos de diversas escolas.

Cultura da Paz – Proponente da homenagem, George conta que o principal objetivo da homenagem é “propagar a cultura da paz”. “Fiquei muito sensibilizado após visitar o Memorial da Paz, em Hiroshima e acredito que todos que visitam o local voltam com essa missão de mostrar para o maior número de pessoas o que aconteceu no dia 6 de agosto de 1945. Temos que mostrar para todos paraque fatos lamentáveis como esses não se repitam nunca mais”, disse George, destacando que a presença dos jovens na cerimônia “é justamente para que possamos transmitir essa cultura da paz”.

Em seu dicurso, Ciro Yoshinaga citou uma frase dita pelo Papa João Paulo II em sua viagem apostólica pelo Japão: “Recordar o passado é compromoter-se pelo futuro”. “Aos jovens aqui presentes e aos jovens de todo o mundo, peço-lhes encarecimendamente que, cientes do horror de uma guerra atômica, ‘lutem’ incansavelmente pela paz, apesar de um cenário futuro onde muitos passarão fome, não por falta de alimentos, mas por provável falta de fonte de renda”, disse Yoshinaga, que encerrou com outra frase – desta vez dita por Takashi Morita, outro sobreviivente da bomba: “Aprendi que nunca mais deveria pensar em alguém como um inimigo. A lógica da guerra não dá espaço para a dignidade humana”.

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