TÓQUIO 2020: Hamamatsu anuncia parceria com os Comitês Olímpico e Paralímpico. Em evento na JHSP, cônsul destaca ‘legado’

A comitiva de Hamamatsu na sede da Associação dos Shizuoka (Aldo Shiguti)

A Prefeitura de Hamamatsu anunciou nesta semana parcerias com o Comitê Olímpico Brasileiro COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Na segunda, 22, o prefeito de Hamamatsu, Yasutomo Suzuki e o COB celebraram a assinatura do contrato de acordo de cooperação técnica para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. O encontro aconteceu na sede do COB, no Rio de Janeiro. A assinatura do contrato ratifica um trabalho que começou ainda antes dos Jogos Rio 2016 e que teve a primeira visita de inspeção em 2017.
“Estou muito agradecido por essa calorosa recepção de vocês. Eu me lembro que em 2016, pouco antes dos Jogos do Rio de Janeiro, exatamente nesta sala, demos início à negociação para podermos receber algumas das modalidades em nossa cidade. Hoje, temos a oportunidade de celebrar a assinatura do contrato. Fico muito satisfeito com a relação que criamos com o tempo e a sinergia que já existe entre a cidade e a comunidade brasileira, que tem tudo para ser ainda mais positiva até 2020”, afirmou Suzuki, que nesta quarta-feira, 24, esteve na capital paulista, onde visitou a Associação dos Shizuoka Kenjin do Brasil, no bairro da Liberdade, e anunciou também parceria com o CPB.
A cidade de Hamamatsu vai receber as delegações olímpicas de beisebol, golfe, ginástica rítmica, judô, remo, rúgbi e tênis de mesa e todas as delegações de todas as modalidades paralímpicas.

Cônsul geral do Japão Yasushi Noguchi em evento na JHSP (Aldo Shiguti)

Planejamento – No último dia 18, em evento realizado na Japan House São Paulo e que contou com a presença do cônsul geral do Japão em São Paulo, Yaushi Noguchi, o COB anunciou também uma parceria com a Mauricio de Sousa Produções.
Além desta parceria, o COB apresentou detalhes de suas operações no Japão durante os Jogos e da Casa Brasil, projeto para o qual o Comitê Olímpico está em busca de parceiros. Com aproximadamente mil metros quadrados, a Casa Brasil ficará na região de Ariake, uma área nobre dos Jogos, muito perto dos locais de competição de vôlei, skate, tênis e ginástica. O conceito é mostrar o melhor do Brasil e levar a alegria brasileira para os Jogos.
O evento contou com a presença de diversos atletas como os integrantes do Hall da Fama do COB, como Vanderlei Cordeiro de Lima, Hortência Marcari e Jackie Silva; outros medalhistas olímpicos como Aurélio Miguel, Robson Caetano, Walter Carmona e Virna, apresentadora da cerimônia; de presidentes e representantes das Confederações Brasileiras entre eles, Jorge Otsuka, da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS).
Para Jorge Otsuka, Tóquio é um sonho “praticamente impossível”. O dirigente explicou que, pelo calendário, ainda resta uma esperança “remota”. “Resta uma vaga para as Américas e o último torneio qualificatório será realizado em março de 2020, na Califórnia, com a presença das principais seleções do mundo”, disse Otsuka.
Já Yasushi Noguchi, destacou o vínculo entre japoneses e brasileiros e disse que o governo japonês espera receber muitos turistas brasileiros em 2020. “É uma emoção especial Tóquio sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos depois do Rio de Janeiro”, disse Noguchi, lembrando que o Japão sediará o maior evento esportivo do mundo pela segunda vez. “A primeira foi em 1964, e desde então pensamos quais são os legados da Olimpíada de 64”, indagou o cônsul, explicando que as rodovias apresentaram melhorias e o costume japonês de limpar as ruas começou após os Jogos. Para ele, a inovações tecnológicas “talvez sejam o legado de Tóquio 2020”.

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