Subprefeitura da Sé se solidariza com associações nikkeis sobre furto de busto

Diogo, subprefeito, Fábio e Nagato (em sentido horário) (Shiniti Yassunaga)

A Subprefeitura de Sé enviou, no dia 18 de dezembro, uma mensagem ao Jornal Nippak em que se “solidariza” com a comunidade japonesa sobre o furto do busto de Umpei Hirano, que encontrava-se na Praça Umpei Hirano, no bairro do Cambuci (zona Sul de São Paulo). Na mensagem, o subprefeito Roberto Arantes lembra que “num passado recente estávamos na Praça Umpei Hirano, no bairro do Cambuci, inaugurando o busto de Umpei Hirano, fundador da Colônia Hirano”. “É com tristeza que recebo a notícia deste furto. Mas tenho a certeza que mais uma vez, o poder público e a comunidade, irá unir forças para repormos esta homenagem à Hirano e a todos os seus descendentes”, explicou o subprefeito da Sé, Roberto Arantes.
A mensagem foi um pedido do presidente da Associação dos Shizuoka Kenjin do Brasil, Nagato Hara, que se reuniu com Arantes dois dias antes – no dia 16 de dezembro – no Gabinete do subprefeito, em que estiveram presentes também o presidente da Associação Cultural Agrícola e Esportiva Hirano de Cafelândia, Fábio Yamashita, e o assessor do vereador Aurélio Nomura, Diogo Miyahara.

Novo busto havia sido inaugurado em junho… (Shiniti Yassunaga)

Sem valor comercial – “Fomos falar sobre a importância e o que representa Umpei Hirano para a comunidade japonesa, para nós um grande líder e fundador da Colônia Hirano que originou este conceito de coletividade”, disse Nagato, lembrando que a reinauguração ocorreu há apenas seis meses – já que o primeiro busto, feito em bronze também havia sido roubado – contou com a presença do próprio subprefeito, do cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi e dirigentes de associações além de uma caravana de Cafelândia.
Desta feita, o sumiço foi percebido no inicio de novembro. Para evitar um novo furto, as associações de Shizuoka e a de Hirano encomendaram um busto feito com pó de mármore, sem valor comercial. A placa, que também havia sido subtraída, foi encontrada próxima ao local, que serve de abrigo para moradores de rua.

… “desaparecimento” foi constatado em novembro (Shiniti Yassunaga)

Fábio Yamashita lamentou o novo desaparecimento. “Não dá para fazer muito além de chamar a atenção do poder público. Vamos estudar com calma o que podemos fazer”, disse Yamashita, acrescentando que em praticamente um ano ocorreram dois furtos.
De imediato, conta Nagato Hara, o que as associações pediram foi para que o pedestal seja transferido para outro local menos acessível na própria praça. “O subprefeito disse que isso não é problema. Aliás, foi sugestão dele que, da próxima vez, ao invés de busto, a gente coloque apenas os dizeres no próprio concreto”, explicou Nagato Hara.

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