Sol, água do lago quente, peixes subindo a superfície para comer, e ignorando a sua isca!

Outono apresentará dias assim… tudo parece favorável, tempo bom, rebojos mas os peixes não atacam sua isca. O que fazer?

Por: Mauro Yoshiaki Novalo

Você certamente já passou por isto, ao olhar a sua vara, vê ela quietinha no apoiador, a pontinha só balançando por força do vento. Mexe aqui e ali dentro da caixa de pesca, vai trocando a isca mas os resultados não aparecem.

Pescando com isca natural é tentar acertar o que os peixes preferem para o momento. Isto pode variar, passando da minhoca, bichinhos de pão ou laranja, grilos, escargots, frutas, frios, pão, embutidos em geral, frutas e etc para massa. Para este item, alguns ingredientes podem fazer diferença. Se não é você quem faz, então é procurar nas lojas as que fazem sucesso pelo menos na boca dos pescadores pois verá nas prateleiras, inúmeras marcas, o jeito é ter em mente o peixe alvo, depois avaliar entre todas, a que se aproxima das características para sua pescaria. Se mesmo assim a dúvida persistir é pegar as tradicionais, pois quem está no mercado a tanto tempo, com certeza tem aval de qualidade.

Ingredientes básicos da massa

Ração de peixe, farinha de trigo ou mandioca e para dar liga, muitos recomendam misturar com a água do próprio lago. Se acrescentar:

1)essência de groselha ou frutas é indicado para tilápias, piaus, matrinxãs;

2)queijo ou algo mais para o azedo vai ser direcionado para os redondos, catfishes, dourados e etc

Atualmente você pode optar por massas com variados sabores: erva doce, banana, milho verde, pitanga, laranja, mel, carnivora, queijo e etc (direcionado as variadas espécies) ou então turbinar a que faz, acrescentando aroma e cores preferidos. Mais atual ainda são as pastilhas que já vem prontas para o uso, basta apenas conectar na sua linha e arremessar.

 

Carpas merecem massa especial: batatas cozidas e amassadas misturadas com ração de peixe, e a partir daí acrescentar paçocas rolhas (destas industrializadas vendidas em casas de doces), mel, açúcar cristal. Deixar a consistência farinhenta para se desmanchar aos poucos, pois é característica da espécie, assoprar e depois sugar. Primordial utilizar dos chuveirinhos especialmente desenhados para segurar a isca, para fazer com que a mesma chegue inteira a área escolhida do lago. Outro acessório indispensável é a bóia inteligente para avisar quando não tiver mais massa no anzol.

Como o peso a ser arremessado é considerável, precisará de varas robustas e apoiador para descansar o equipamento até a batida do peixe. Os adeptos desta modalidade costumam utilizar pelo menos 3 conjuntos, variando a altura da isca, até acertar a profundidade onde os peixes estão se alimentando, e aí todas são direcionadas para ficar próximas e na altura da que acusou movimentação.

Não estranhar se por acaso ao utilizar massa direcionada a uma determinada espécie, capturar outra que não tenha nada a ver. Pode apostar que tem pescador que ainda esconde a sete chaves, a receita da sua preciosa massa, mas também é grande o número de pescadores solidários que se esforçam em ajudar o companheiro menos “sortudo”.

No caso das imitações de ração flutuante, depois de mudar as cores e modelos das iscas, vale buscar anzóis que não brilhem tanto, ou diminuir o tamanho da isca. O único senão disto é que os anzóis também serão menores, mais frágeis e na briga com exemplares de porte vai ser preciso cansar bem o peixe, e torcer para não abrirem. A dica aqui é quando peixe estiver mais próximo e cansado, liberar um pouco da fricção do equipamento. Assim se o espécime tentar executar um movimento bruto no último momento, não abrirá o anzol ou quebrará sua linha.

Para melhorar a visualização destas no meio da ração flutuante (utilizada para chamar os peixes à superfície) pintar a parte de cima na cor amarela ou branca, facilita bastante. Em determinados locais os peixes estão tão acostumados, que quando o chamariz está no fim já não se tem os rebojos, sendo necessário jogar nova porção. Usar bóia cevadeira vai ajudar bastante, pois sua isca sempre vai estar no meio do alvoroço.

Para quem usa miçanga além de diversificar modelos, formatos e cores, é alterar a profundidade de ação aumentando ou diminuindo a distância da bóia pequena para isca.

Outro detalhe a ser observado é o tippet (linha que une a isca) às vezes é preciso diminuir diâmetro deste, o que obviamente aumenta o risco de ruptura. Isto é aconselhável para as tilápias mais ariscas, principalmente as bitelas. Quem utiliza de encastroador (ou similar para proteger a linha dos dentes dos peixes) e quiser capturar matrinxãs, vai precisar correr o risco de corte, trocando este artefato por líder de linha monofilamento ou fluorocarbono.

Mas se forem redondos a estar na área, estes nem vão tomar conhecimento, vão bater e sair em disparada para toda parte do lago. Sua preocupação vai ser para linha aguentar o tranco. Obvio que a chance para estes, neste caso aumenta muito, vale a persistência do pescador em manter a linha sempre esticada não permitindo ao peixe virar o corpo. Linhas de multifilamento melhoram o índice percentual a favor do pescador.

Varas mais compridas significam maior envergadura para cansar o peixe desde que o pescador não se assuste, segurando sempre pela empunhadura. Para quem utiliza de varas de mão ou telescópicas, no caso de grandes ou pesados exemplares é ter o salva-varas, pois aí é deitar a vara nágua e brigar, segurando pelo acessório até o bicho cansar.

Ótimas pescarias!!!

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