SILVIO SANO > NIPÔNICA: Pais lutam, filhos usufruem e netos… tornam-se pedintes

O título desta é tradução literal do provérbio japonês: “Oyawa kuroushi, kowa rakuwo shi, magowa kojiki suru”. Alguma dúvida em relação ao conteúdo? Mas não se pode generalizar, né. Ou, pode?
Por que o trouxe aqui?
Bem… primeiro, por se tratar de Nipônica e, segundo, devido às, contínuas, antipatrióticas posturas dos nossos parlamentares, ministros dos Tribunais Superiores, procuradores, etc… em relação ao Fundo Eleitoral, Foro privilegiado, Abuso de autoridade, Cartões corporativos, Soltura de corruptos condenados, etc.
Tá! E o provérbio com isso?
Tem também a ver e justifico mais à frente. Na verdade, queria outro com conteúdo sobre defesa de honra da família, no caso japonesa, para ilustrar como as posturas desonrosas desses citados replicariam em familiares, parentes e até círculos de amigos… se fosse lá. Mas não o achei.
Em todo caso, defesa de honra da família, naquele país, como é sabido, a alguns dos citados acima, se pegos pela justiça, podem leva-los até ao suicídio como forma de limpá-la (?).
Como sei que nunca ocorreria por aqui… até porque, antes, precisam ser “pegos”… rs, trago-o porque no Japão, desonradas, as famílias chegam a execrá-los até com expulsão de casa. Ou, antes, tentam impedi-los de se comportarem de maneiras inadequadas aos cargos que ocupam. Por aqui parece não existir parentes ou amigos para os aconselharem. Seria por falta de vergonha na cara, pelo fato de não ligarem de serem mal falados em seus círculos?
Sobre o provérbio-título, nem concordo muito, mas desconfio que nasceu no período consumista dourado daquele país que o transformou em sociedade das aparências. Assim, os pais lutavam muito por melhor status e se esquecendo da educação aos filhos que, por seu lado, como em famílias abastadas, sem noção da dificuldade dessas conquistas acabavam gastando tudo para levarem os netos à pobreza total… proverbialmente falando… rs.
Aqui, ao contrário, alguns “desses” alcançam status sem nenhuma luta, “educam” bem filhos (e amigos)… a fazerem o mesmo e, com certeza, também os netos. Né, não?!

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