SILVIO SANO > NIPÔNICA: Não se trata de indelicadeza, mas… de homenagem!

À primeira vista pode parecer indelicadeza trazer de volta essa charge publicada neste mesmo jornal, em 2002, em referência ao deputado Jooji Hato que acaba de nos deixar, partindo para outra dimensão espiritual, mas não é. Resolvi fazê-lo como uma forma de homenageá-lo, logo após deixar o velório… mas também “com segundas intenções”.
Georginho pode não tê-la visto na época, jovem que era, mas o pai sim, revelando grandeza de caráter e espírito por entendê-la como crítica construtiva. Por isso, nossa relação apenas melhorou desde então.
Mas também o elogiei quando deveria. Como ao citá-lo como dos poucos, senão o único, que prestigiava eventos da comunidade mesmo fora das eleições e como dos que muito se esforçava por emendas parlamentares às entidades que os realizavam.
Descanse em paz, Caro Jooji-san!
Agora… a “segunda intenção”, apesar de repetitivo.
Hato, como outros políticos nikkeis… pós-eleitos, “pressionados” pelas entidades sempre as contemplaram com EPs. E como eram retribuídos? Basta ver os números das últimas eleições! Mesmo quando eleitos, os foram de forma girigiri (“raspando”)… quando, se devidamente apoiados por elas, poderiam ter sido folgadamente.
As entidades são ingratas… e interesseiras. Anos atrás, um deputado estadual nikkei, desconhecido até sê-lo, contou-me que, tão logo assumiu, apareceram em seu gabinete algumas lideranças nikkeis afirmando que, “pela cara”, deveria ajudar a comunidade. Pode? Pode. É o que já vem ocorrendo a Kim Kataguiri que a grande maioria não conhecia até então.
Como sempre afirmei, nenhum nikkei tem obrigação de votar em políticos idem, mas em exemplares. Agora, ao contrário, essas entidades, sim, tem de se articularem para que sejam eleitos… até para continuarem tirando proveito deles, depois. Né, não?!
Pois é, virou item também às palestras Konfrontos & Konflitos Nikkeis…

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