SILVIO SANO > NIPONICA: Mas afinal, o que é o MIÊ?!

Pois é, pelo visto a Nipônica “Tímido eu?!… não mais!” (de 24/01/19) rendeu. Recebi pedidos por e-mails, e pessoalmente, para esclarecer melhor essa “coisa” do MIÊ que afirmei ser inerente no japonês e em nós, descendentes, porque a ilustrei apenas com um exemplo. Só não os atendi, na semana passada, devido ao falecimento do deputado Jooji Hato a quem preferi fazer uma homenagem sincera… sem Miê, conforme está claro já no título (Não se trata de indelicadeza, mas… de homenagem – publicada apenas no Portal).
Vamos lá, então! Aqui mesmo no Brasil, tenho um amigo que servirá como exemplo a muitos leitores porque poderão dizer o mesmo sobre seus amigos idem, com alguns até se identificando com o próprio ou… não o admitindo… rs.
Meu amigo, quando apresentado a estranhos, apesar de já ter passado dos 90 anos de idade, acho que ainda oferece seu cartão de visitas com as mesmas características de quando me surpreendeu quando o recebi dele pela primeira vez, dezenas de anos atrás, repleto de cargos e funções que, na prática, não os exercia. Ou seja, apenas por… Miê!
No caso da Nipônica anterior, o exemplo fora para esconder uma má impressão. Nesse, do amigo, é para dar boa impressão. Pura ostentação! Aliás, para o bem ou para o mal, essa seria a palavra mais adequada para explica-la. Herança do país ancestral!
Como o espaço aqui é pouco para destrinchar o assunto e, até por isso, é também tema da palestra, tentarei ser um pouco contundente já aqui!… rs.
Por exemplo, por que o nikkei, nipo-brasileiro, é pouco participativo aos rumos da Nação? Porque está preocupado apenas consigo mesmo, em se dar bem perante a sociedade, em “vencer”, e, cá para nós, também perante aos consanguíneos. Né, não? Isso é Miê, aliás, razão também de um chavão muito popular, tempos atrás, na época dos vestibulares, do… “pra garantir sua vaga, mate um japonesinho”.
Por isso tenho afirmado sobre a alienação do nikkei em relação aos problemas brasileiros e da dificuldade de políticos consanguíneos se darem bem, além das razões citadas na Nipônica anterior.

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