SILVIO SANO > NIPÔNICA: Ainda sobre pão e circo

Tendo em vista a esquerdalha (diferente de esquerdista, como petralha de petista) liderada pela ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ter vencido as eleições presidenciais daquele país (Alberto Fernandez), e que me levou a escrever, espontaneamente, nas redes sociais, “Gostem uns, não gostem outros… eu, sim… choro por ti Argentina”, resolvi trazer aqui minha razão.

O “gostem uns, não gostem outros”… foi porque sabia que haveria comentários contrários, como realmente ocorreu. Previsto. O choro é livre e eu também, literalmente, chorei… na frase… rs.
É que fui remetido à minha implicância com o nosso ex, Lula, e seus adoradores porque acho incrível como esse velhíssimo golpe usado por eles continua eficientíssimo… com o povo! É! Refiro-me “…ao povo, pão e circo”, usado pelos imperadores romanos para encobrir da população os atos escabrosos que praticavam.
A esquerdalha brasileira foi mais eficiente porque contemplou com “generosidades” os extremos da população (pobres e ricos) e contou com a parceria dos intelectuais” da classe média; além de ter loteado órgãos públicos com militantes. Deu no que deu! Mais de treze anos! Daí a dificuldade em reverter o quadro.
Voltando ao que fui remetido, é que tem um mendigo, perto de onde moro, que usa a mesma tática. Mendigo?! Sim! Mas antes pergunto: quem nunca viu uma pedinte de rua com um bebê no colo (muitas vezes, nem seu), ou um com um cachorro no pescoço… para sensibilizar os gentis incautos?
Pois é, meu mendigo vai além. Instalou-se na pequena ilha da avenida, perto de um semáforo… com inúmeros cães e, creia, até com galinhas, criando uma cena como se cuidando deles estivesse. Com isso, os passantes (motorizados ou não), sensibilizados, vão enchendo-o de doações. Até uma barraca quase nova (ou nova) ganhou. Sem contar “ambientalistas” condoídos que param para conversar com ele.
Só que como o vejo todos os dias, principalmente fora de seu ponto, conheço sua personalidade e a forma como trata “seus” animais… bem como, de como se queixa daqueles que nada lhe dão.

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