SILVIO SANO > NIPÔNICA: Ainda Konflitos? É hora de romper a kasca!

No dia 4 de agosto, convidado como palestrante ao I Fórum de Integração Bunkyô – ABC, fiquei muito à vontade devido ao lema do próprio, “Cidadão Nikkei, transformando associações”, muito a ver com escopo do que venho abordando desde há mais de vinte anos neste espaço e, fundamentalmente, ao do meu último livro, Kontos, Krônicas & Kanções, lançado em 2018, com Prefácio de Harumi Goya, na época, presidente do Bunkyo – SP.
Tanto, que nessa palestra até me vali de uma das krônicas que constam dele e que a publiquei, vejam só, em 26 de outubro de 2006!… logo após mais um resultado desastroso à comunidade nikkei nas eleições daquele ano.
O título era ‘Hora de romper a casca”. Ao da palestra até mantive o das minhas anteriores, Konfrontos & Konflitos Nikkeis. Nada a ver?! Tudo a ver!!
Porque na krônica, começava por louvar a comunidade por suas conquistas quase plena, que a levou a ser muito respeitada pela sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que convidava o leitor a refletir sobre o teor verdadeiro dessas conquistas… por isso, quase plena!
Na palestra deixei claro que respeito permanece tão forte quanto em 2006, justamente porque, sem menosprezar as outras nacionalidades imigrantes no país, de modo geral, a japonesa ainda é a detentora dos quesitos que mais glorificam a cidadania, quais sejam: honestidade, idoneidade, labuta, cumprimento do dever, etc.
Razões que até deram origem a estereótipos mal aceitos, no começo, por acharem pejorativos, como o tal “japonês, garantido, nô?”, mas agora devidamente entendido como… “com o japonês sempre podemos contar”. Ou mesmo o “carregador de piano” porque é com quem fazia acontecer. O que ainda ocorre.
A associação da krônica com a palestra é porque falta ao ainda carregador de piano, isso sim, passar a tocá-lo!… para sentir o gosto prazeroso de um concerto que leva o público ao êxtase. Ou seja, que já até passou da hora de o nikkei romper a kasca!… superar sua timidez e mais do que simplesmente mostrar a kara, pintá-la também. Será que fui claro… ou ainda preciso desenhar?

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