Será que o frio veio mesmo?

Pescarias no inverno apresentam variadas opções seja em água salgada ou doce.
Dias de calor com a marca ultrapassando a casa dos 30° não pode ser considerado normal para o inverno, mas é o que está se apresentando neste ano no estado paulista. Apesar de termos alguns (poucos) dias de frio intenso, a grande maioria foram dias quentes e bota quente nisso.
Falando desta estação do ano, por mais que pensem ao contrário, os pescadores têm muito a que se dedicar e fazer em termos de pescaria neste período. Se algumas espécies diminuem suas atividades ou ficam estacionárias nesta estação, outras em compensação não sentem tanto e continuam em ação, e para alegria dos pescadores, é a alta temporada para muitas espécies. Portanto é escolher a modalidade apropriada e se organizar para capturar o seu troféu.
Espécies de água doce como carpas, corvinas, basses, tilápias, bagres, traíras e trutas por exemplo não se incomodam com o frio. Para elas, esta mudança de temperatura não atrapalha e continuam se alimentando normalmente.
Claro que nos lagos e rios a atividade diminue bruscamente se comparada ao verão, mas não é por isso que você vai deixar de pescar. Os peixes continuam lá, e com algumas adaptações principalmente na ação das suas iscas, vai ter as batidas tão esperadas. E não estranhe se justo neste período, capturar o baita exemplar tão esperado.
Para água salgada é a chance de arrebentar linhas atrás das espécies que aparecem justamente nesta época. Quem aprecia a tainha, vai ter alegria “a rodo”. Além do robalo nos mangues e nas costas, outro peixe muito apreciado é a anchova, e justamente no inverno que as maiores encostam no nosso litoral, para alegria dos pescadores. E o que dizer da garoupa? Só quem já teve uma na ponta da linha sabe a dificuldade que é tirar a foto com uma, no final do embate.
De quebra podemos dizer que o período em si não atrapalha em nada pescarias de outras espécies, pois o “marzão” não sofre com esta diferença de temperatura, só ter cuidado e muita atenção, pois é tempo das ressacas e grandes ondas, que podem causar acidentes sérios para navegação. Fique atento para os avisos da Marinha e órgãos competentes sobre o assunto.
Falando especificamente para quem prefere os pesque pagues, estes também não vão deixar ter ação nestes “dias frios”, pois a maioria dos estabelecimentos têm nos seus lagos espécies que suportam muito bem a estação fria do ano. Dependendo da formação e estrutura dos lagos, grande parte também dos “redondos” continua a atacar as iscas e proporcionar grandes alegrias. Pensando justamente nisso, muitos proprietários protegem o redor dos seus lagos com árvores dispostas de forma a não deixar o vento circular forte, o que ajuda a deixar a camada agradável para as espécies mais próximas da superfície, resultando em número maior de batidas e ações.
Entre as espécies mais propícias a serem capturadas podemos destacar: tilápias, catfishes, dourados, matrinxãs, piraputangas, bagres, carpas, grandes espécies de couro e as trutas. Os adeptos das primeiras fazem festa praticamente o ano todo, pois elas diminuem pouco o ritmo – sempre claro dependendo do local, pois características locais podem oferecer respostas diferentes. Já para as últimas espécies citadas, os melhores dias são justamente os mais frios. Precisam de cuidados especiais para sua pescaria – pela alta sensibilidade não resistem se manipuladas incorretamente – e assim a grande maioria dos estabelecimentos não permite a sua devolução. Como não toleram temperatura acima de 14 graus só são encontrados em locais específicos e preparados para a situação.
Se a preferência são as grandes carpas cabeçudas melhor ter no seu arsenal, chuveirinho e artigos especiais para montagem do conjunto de iscas para melhorar sua performance. Atualmente as pastilhas são as mais utilizadas justamente pela praticidade na hora de montar as iscas. É trabalhar com pelo menos 3 equipamentos montados para atingir diferentes profundidades e quando localizar onde estão, dirigir todas para a camada indicada e assim ter mais ações.
As carpas espelhos preferem mais o fundo dos lagos, enquanto é comum avistar as capins na superfície, atrás da ração usada para alimentação diária. Ambas têm peso respeitável e depois de fisgadas dão muito trabalho ao pescador, que tem a impressão te ter pego uma pedra pois pesam muito mais do que aparentam. Como todas da espécie não tem dentição, assim procure utilizar o passaguá se for retirar para fotografar. Lembrar de deixar tudo pronto, para o peixe ficar o menor tempo possível fora dágua.
Aconselhável sempre antes de iniciar a pescaria, consultar o responsável do local, sobre as espécies e procedimentos praticados, assim além de ter orientações para o sucesso desejado, evitará confusões sobre as normas do estabelecimento.
Como vê, tem diversão e pescaria para tudo quanto é gosto e bolso. É escolher a que prefere e se programar, sempre respeitando os limites impostos pela natureza. Falando nisso, sempre esteja com vacinação em dia, se estiver na faixa etária proteja-se contra o sarampo e não esqueça da febre amarela, pois justamente nos dias frios, os mosquitos parecem morder muito mais! Sempre ter protetor solar e repelente contra insetos na sua tralha.
Ótimas pescarias!!!

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