Relator do projeto, Walter Ihoshi diz que nova lei do Cadastro Positivo vai injetar cerca de R$ 1 trilhão na economia

Jair Bolsonaro sanciona a lei do Cadastro Positivo (Alan Santos - PR - Agência Brasil)
Jair Bolsonaro sanciona a lei do Cadastro Positivo (Alan Santos – PR – Agência Brasil)

Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no último dia 8, a nova lei do Cadastro Positivo que torna automática a adesão de consumidores e empresas ao banco de dados deve entrar em vigor em 90 dias. A matéria foi aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado.
A matéria tramitou na Câmara dos Deputados, contando com redação final do deputado federal Walter Ihoshi (PSD), que atualmente é o presidente da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), e o texto foi mantido em sua forma original no Senado.
Segundo Ihoshi, a expectativa é que, nos próximos anos, sejam injetados na economia, em decorrência do Cadastro Positivo, cerca de R$ 1 trilhão em investimentos, além de trazer crédito para mais de 22 milhões de brasileiros.

Walter Ihoshi, relator do projeto na Câmara dos Deputados (arquivo)
Walter Ihoshi, relator do projeto na Câmara dos Deputados (arquivo)

“Com o Cadastro Positivo, os bons pagadores terão chances de serem reconhecidos, com juros menores para os consumidores adimplentes, menos spread bancário e maior competitividade entre os bancos”, explicou Ihoshi. “É mais emprego para a população, mais renda e oportunidades para os bons pagadores”, destacou.
Para o presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Elias Sfeir, a nova lei deve incluir automaticamente 130 milhões de CPFs no banco de dados. Segundo ele, isso pode beneficiar toda a população brasileira economicamente ativa. Sfeir lembra, ainda, que o consumidor que não quiser participar tem o direito de sair a qualquer momento.
A inclusão dos dados deve ser comunicada ao consumidor em até 30 dias. Além disso, as informações só podem ser compartilhadas 60 dias após a abertura do cadastro.

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